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#ATEQUANDOESPERAR: #CNJ suspende votação da #FichaLimpa no Judiciário

Justamente em meio a uma crise de escândalos de corrupção envolvendo os TRÊS PODERES se percebe que uma iniciativa com AMPLO APOIO da sociedade é ignorada e descredibilizada pela própria justiça e seus magistrados, mais preocupados com as firulas da dogmática jurídica do que com a epidemia de fraudes que compromete a sociedade, a economia e a democracia. Justo quando a sociedade clama por mais ética na política e no poder judiciário, por mais moralidade no trato das coisas públicas vemos a própria justiça caminhar no sentido contrário. A epidemia de corrupção no Brasil precisa de um remédio forte como a LEI DA FICHA LIMPA, como um recurso quase desesperado para se tentar coibir o caradurismo dos corruptos impunes que seguem livres e articulando nos bastidores do partido da "Presidenta Coniventa", o PT. QUEIRA OU NÃO QUEIRA ESTE GOVERNO E SEUS PREPOSTOS JURÍDICOS, NÓS VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO! O direito a proteção dos eleitores contra a corrupção, também é um dos DIREITOS HUMANOS.
CNJ suspende votação da Ficha Limpa no Judiciário
Resolução determina que funcionários comprovem que estejam enquadrados na lei
SÃO PAULO – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu nesta segunda-feira, 26, a votação da proposta de prolongamento da Lei da Ficha Limpa ao poder Judiciário, com aplicação contemplada a funcionários comissionados, em cargos de confiança e terceirizados. Adiamento foi pelo pedido de vista da resolução feito pelo conselheiro Fernando da Costa Tourinho Neto durante a sessão. Caso seja aprovada, a regra será aplicada à Justiça Federal, Eleitoral, Justiça estadual, Militar e tribunais de contas.
De iniciativa do conselheiro Bruno Dantas, a resolução tem o apoio da maioria dos membros do CNJ, inclusive do ministro Ayres Brito. Ele defende a Ficha Limpa como um avanço no País, não apenas para os candidatos, mas para toda a administração pública. A resolução determina que o nomeado ou designado, antes da posse, terá de declarar por escrito, sob penas da lei, não incidir em qualquer das hipóteses que contrarie a lei. A veracidade da declaração será comprovada mediante certidões negativas fornecidas pela Justiça Federal, Justiça Eleitoral, tribunais de contas, Justiça estadual, Justiça militar e pelos órgãos públicos em que trabalhou nos últimos 10 anos.
Até a interrupção do julgamento, o relator Bruno Dantas, o conselheiro Jorge Hélio e Marcelo nobre haviam votado a favor da aplicação da lei nos tribunais de todo o País. Faltam ainda os pareceres de mais 12 conselheiros.
A proposta já possui ressaltas de quem votou. O vice-presidente do CNJ, ministro Ayres Britto, manifestou apoio à proposta, mas afirmou que precisaria refletir melhor sobre a fundamentação legal das novas regras. Segundo ele, a liberdade de nomear para cargos de confiança e comissionados é “restrita”.
“O administrador é livre para nomear sem o concurso. Mas não é livre autoridade para nomear qualquer um que tenha um biografia contraindicada para o serviço publico porque permeada de um passivo penal avultado”, disse Britto.Ele ressaltou que o CNJ foi o primeiro órgão a proibir o nepotismo, norma mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O servidor que hoje ocupa cargo de confiança e tiver contra si uma condenação em segunda instância será exonerado no prazo de 90 dias, prevê a resolução do CNJ. O texto atinge ainda os servidores terceirizados, ao vedar a “manutenção, aditamento ou prorrogação de contratos de prestação de serviços” com empresas que tenham entre os empregados colocados à disposição dos tribunais pessoas condenadas em segunda instância. Se aprovada, a resolução valerá para todos os órgãos do Judiciário.
Apenas o STF não seria diretamente alcançado, uma vez que a Corte não se submete às decisões do CNJ.
Congresso. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apresenta, nesta semana, uma proposta obrigando a designação de servidores ocupantes de cargos de confiança e os terceirizados da Câmara e do Senado a se enquadrar na Lei da Ficha Limpa. Com isso, os parlamentares e administradores da Casa não poderão mais contratar comissionados e terceirizados condenados em segunda instância.
Autor: Estadão
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cnj-suspende-votacao-da-ficha-limpa-no-judiciario,853534,0.htm
#Ferias de DOIS MESES para juízes é #justa?

FÉRIAS DE DOIS MESES PARA JUÍZES É JUSTA?O Brasil é o país das praias paradisíacas, e o brasileiro adora estar à beira mar; mas será justo que só uma categoria profissional tenha férias de 60 dias, enquanto todos os outros gozam apenas 30? Por certo esta é só uma das muitas distorções que o mundo das mordomias e privilégios dos altos cargos amealhou para um pequeno grupo. Trabalhar não costuma “tirar a sanidade mental” das pessoas, talvez os únicos que poderiam alegar isto são os psiquiatras que trabalham em hospitais com grandes alas de psiquiatria. O poder no Brasil precisa ir para o divã e repensar para que existe, por que está neste país e onde quer chegar. O Estado não existe para ser o manancial de privilégios daqueles que o administram e representam. O Brasil é o mais truculento e voraz arrecadador do mundo e, nada contraditoriamente, é um dos países que mais apresenta casos de abuso de poder, de representantes do poder público que se locupletam de seus cargos. Ou o os governo resgatam sua função junto a sociedade ou esta profunda distorção de tarefas pode levar a perda de sentido de nossas instituições dentro da sociedade. O mundo passa por um profundo questionamento sobre a função dos governos e das instituições chanceladas pelo Estado, como por exemplo, tribunais, polícias, exércitos e até mesmo bancos. A justiça brasileira em 2011 conseguiu ignorar a opinião pública, usar a dogmática jurídica de forma casuística, julgar com um viés muito favorável aos os interesses de governos corruptos e de seus corruptores, atribuir-se supersalários e férias maiores que todas as outras categorias, fechar-se em uma torre de marfim que não leva em conta o clamor das ruas por mais ética. A justiça brasileira não está em nada distante dos outros poderes, ou aqueles a frente das instituições brasileiras promovem um choque de moralidade ou elas correm o risco de perder sua função junto a sociedade. Se é justo para juízes ter férias de dois meses, por que não seria para outras categorias profissionais, entre elas, enfermeiros, médicos, motoristas, motoboys e tantos outros que sofrem as mais duras pressões da atividade laboral intensa e que estão na atividade privada? Por que? O fato lamentável é que os juízes conseguem influenciar as decisões e acabam se beneficiando neste processo, a prova deste fato está nestas férias para lá de “diferenciadas”.
Novo presidente do TJ-SP defende dois meses de férias por ano a juízes
Sartori, que toma posse nesta segunda-feira, não vê privilégio e acredita que a regalia preserva a ‘sanidade mental do juiz’
O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, defende os dois meses de férias por ano, que ele e toda sua classe desfrutam. “Eu não considero um privilégio”, afirma Sartori, que assume nesta segunda-feira o comando da mais importante e influente corte do País, cidadela da resistência ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A regalia está no artigo 66 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979, resquício dos anos de exceção. “Não considero privilégio porque acho que isso foi visto pelo legislador, o legislador tem sempre uma razão, a lei tem sempre uma razão de ser”, argumenta. “Considero um direito que a lei previu, que vem em benefício do cidadão e, possivelmente, a razão, a ratio legis, é a sanidade mental do juiz.”
“Temos inúmeros casos de problemas psicossociais de juízes”, pondera. “Transformaram a função jurisdicional numa função como outra qualquer, não é assim, soltar processo como se solta pastel em pastelaria.”
O desafio de Sartori, 54 anos, é um universo de 768,1 mil processos que tramitam em segunda instância e mais 18,83 milhões espalhados por todos os fóruns da capital e interior. Para gerir a rotina de um dos maiores tribunais do mundo, com 360 desembargadores, dispõe de um orçamento de R$ 6,8 bilhões.
No início da semana, ele desferiu duro golpe contra o CNJ ao afirmar que o conselho deve observar o devido processo legal. “Se o Legislativo criou um procedimento, se existe uma Constituição vamos respeita-la. Sem que se siga esses procedimentos vai sim se tratar de uma ditadura, vai se voltar aos tempos da ditadura”, disse na ocasião.
Sartori avalia que os 60 dias de descanso são fundamentais para o exercício da toga. “Alguns acham justo, outros não. Existem outras funções que talvez mereceriam, mas o fato é que isso é questão cultural, vem desde antes da Loman. Eu tenho que isso seria uma forma de tornar a mente daqueles que julgam um pouco mais saudável.”
Para ele, “a função de julgar é pesada”. “Você não desliga do processo, fica maquinando a noite inteira até resolver. É uma situação bastante desgastante. Eu penso que para a saúde mental dos magistrados foi criado esse sistema das duas férias por ano”, reitera.
“Se é justo ou não é justo eu não posso dizer, a lei criou essas férias.”
Sartori entende que o ofício desempenhado pela magistratura leva ao limite. “Tem que pegar um processo, examinar as peças. Por trás daquele calhamaço estão as partes esperando que você dê uma sentença ou uma decisão que equacione aquela lide com justiça.”
Ele reconhece que outras profissões, como a do operário, são desgastantes, mas ressalva. “O operário não vai julgar uma determinada pessoa. Não vai colocar nas mãos do operário o destino, a vida da pessoa. Tem que ter sanidade para isso. Temos inúmeros casos de juízes que passaram a ter problemas mentais e passaram por tratamentos.”
Diz que o Judiciário está disposto a debater os dois meses de férias, “tanto que o ministro Cezar Peluso (presidente do STF) abriu a discussão”. “Tem que ser revisto? A sociedade tem que discutir. Você pega um juiz da Inglaterra. Ele tem o que quer. As condições de trabalho são diferentes. Aqui, são difíceis.”
Mandato. O novo presidente do TJ paulista defende esticar para três anos o mandato de presidente, que atualmente é de dois. “Ao menos nos tribunais maiores. São uns 6 meses só para tomar pé da situação. A gente tem que aprender, eu não sabia que a coisa era tão intrincada. Não temos continuidade de planejamento e gestão.”
Autor: Fausto Macedo, de o Estado de S. Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,novo-presidente-do-tj-sp-defende-dois-meses-de-ferias-por-ano-a-juizes,817452,0.htm?p=2
#FichaSuja: Decisão do #STF dá posse a Jader Barbalho no #Senado

É lamentável ver a justiça Brasileira de mãos dadas com interesses de grupos dominantes dentro do executivo e do legislativo. Deve haver independência dos três poderes, e não subordinação, como agora estamos testemunhando. Dois episódios são emblemáticos no que toca a esta independência ou a casuística falta dela: 1) Ver o judiciário derrubar a obrigatoriedade do título eleitoral 3 dias antes da eleição - neste caso a alegada "antecedência" necessária para a eficácia da lei não foi necessária, a obrigatoriedade havia sido votada UM ANO antes das eleições de 2010, na mini-reforma eleitoral, o próprio TSE e os TREs gastaram enormes volumes de dinheiro em campanhas de TV para alertar os eleitores sobre a necessidade de se cadastrar e ter o título em mãos, centenas de milhares de pessoas se avolumaram em TREs do Brasil todo para fazerem seus títulos, e em alguns casos até para serem biometrizadas, alguns destes cidadãos andaram quilômetros para obter o documento dentro do prazo, mas a regra, aprovada pelo Congresso, é "desvalidada" TRÊS DIAS ANTES DO PLEITO; 2) adiar as decisões sobre a lei do ficha limpa por anos, alegando doutrinas como a da antecedência necessária para a efetividade de uma lei, indo no sentido contrário do clamor popular por mais ética, em meio a uma crise de desmoralização das instituições brasileiras que chega as páginas dos jornais e revistas do mundo todo, apontando o grave problema brasileiro com a CORRUPÇÃO, mesmo assim, e em total desacordo com a vontade declarada de largas parcelas da população, mobilizada contra a corrupção que desvia de dentro dos ministérios do governo somas equivalentes ao PIB de países vizinhos, nossos altos ministros do judiciário preferem se esconder atrás de doutrinas desgastadas e esquecer o zelo pela ética e pelo decoro, que deveria ser indelével. Vamos levar décadas para superar a desmoralização das instituições que estamos vivendo nesta era de PT a frente do governo. (Charge: nanihumor.com)
Decisão do STF dá posse a Jader Barbalho no Senado
Presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, deu voto de minerva em julgamento iniciado em novembro e que estava empatado à espera da 11ª ministra
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu hoje o julgamento que garante a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA) no Senado. O julgamento tinha começado em novembro , mas na ocasião a votação terminou empatada (cinco votos favoráveis e cinco contrários) e foi suspensa na espera da chegada do 11º integrante da corte, o que permitiria o desempate. Essa vaga será ocupada pela ministra Rosa Weber, que teve a indicação aprovada esta semana no Senado. Ela, no entanto, deverá tomar posse somente em fevereiro.
Nesta quarta-feira, 14, entretanto, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, anunciou que a defesa de Jader Barbalho havia protocolado uma petição requerendo que o julgamento fosse concluído antes de o tribunal se manifestar sobre um pedido semelhante de Paulo Rocha (PT-PA), que também disputou uma vaga ao Senado e, assim como Jader, foi excluído da disputa por causa da Lei da Ficha Limpa. Para desempatar o julgamento, o presidente do STF deu hoje voto de qualidade, ou seja, votou duas vezes, as duas favoráveis a Jader, desempatando a votação do caso.
Autora: Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,decisao-do-stf-da-posse-a-jader-barbalho-no-senado,810933,0.htm
(video) #Deputado #Onyx entre os mais influentes do #Congresso segundo Diap
Atuação do deputado Onyx Lorenzoni no Congresso é reconhecida pelo Diap
Atuação do deputado Onyx Lorenzoni no Congresso é reconhecida pelo Diap
O trabalho do deputado federal Onyx Lorenzoni (Democratas do Rio Grande do Sul) foi mais uma vez reconhecido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Novamente ele aparece na lista dos mais influentes do Congresso Nacional.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Democratas
#CarasPintadas Ouviram um novo brado retumbante

A análise do Editor do Congresso em Foco - Rudolfo Lago - mostra que o movimento dos Caras Pintadas de 2011 é supra partidário e não é um movimento de impeachment. Este movimento parece querer resgatar valores que foram esquecidos por setores políticos do Brasil como o Civismo, o Patriotismo e a Dignidade. É possível que os Brasileiros estejam resgatando sua brasilidade política e querendo uma "nova cara" para a política brasileira, mais sintonizada com um Brasil que se destaca economicamente e que tem uma nova classe média mais esclarecida e com outros anseios de participação política e de transparência no uso dos recursos retirados dos contribuintes que não eram tão evidentes antes. O Brasil está mudando e os políticos brasileiros não estão acompanhando esta mudança, continuam com suas velhas práticas fisiológicas e corruptas de um século atrás.
“A tradução do que se viu ontem em Brasilia não parece ser um desejo de mudar o atual governo, mas um desejo de que o atual governo – na verdade, não só este, mas este e os outros, e os próximos – mude”
Não entenderam nada os governistas que ficaram torcendo para que a Marcha contra a Corrupção fosse um fracasso. Não entenderam nada os que acharam que a marcha era uma manifestação contra o governo, ou contra ou a favor de algum governo específico. Não entenderam nada os que quiseram comparar a marcha com aquele fracassado movimento “Cansei” tentado no governo Lula pela elite paulista. Não entenderam nada os que continuam achando que as ferramentas de organização social ainda precisam necessariamente passar por partidos organizados e militâncias uniformizadas e embandeiradas. Não entenderam nada os que ainda acham que é necessária uma “vanguarda” para liderar as “massas” desorganizadas. Não entenderam nada os que ainda usam termos como “vanguarda” e “massas” para tratar de pessoas.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) faz uma comparação feliz quando se refere às redes sociais que se espalham pela internet. Para ele, elas são como a Ágora, a praça em que os gregos antigos se reuniam para exercer a sua democracia direta. Uma imensa Ágora, capaz de reunir ao mesmo tempo milhares de pessoas. E com uma imensa capacidade de multiplicação e reverberação. Porque agora as Ágoras de cada cidade se unem, conversam entre elas.
Erra também quem desdenha desses movimentos imaginando que serão fruto de mera manipulação. Nunca as pessoas tiveram tanta capacidade de escolha, de autonomia para decidir no que embarcam ou não embarcam. Se 25 mil pessoas foram às ruas ontem para pedir o fim da corrupção é porque essas pessoas realmente concluíram que a corrupção atrapalha as suas vidas. Porque estão cansadas de pagar impostos e ter muito pouco de volta. Porque estão cansadas de ver políticos – de todos os partidos, de todos os matizes – enriquecendo às suas custas.
Se alguém teme algum efeito desestabilizador de movimentos como o de ontem, deveria primeiro pensar no tipo de expectativa que ajudou a provocar. Senão, vejamos:
Se alguém não se lembra, esse spot era parte da vitoriosa campanha de Lula à Presidência da República em 2002. Naquela época, tratava-se de uma legítima manifestação contra a corrupção que havia no governo Fernando Henrique Cardoso. Não era uma atitude golpista: destinava-se a tentar produzir uma mudança política democrática, no campo eleitoral. Agora, nem isso acontece, porque os movimentos que chegam às ruas não partem de partidos que fazem oposição ao governo Dilma. O detonador foi a decisão da Câmara de absolver na semana passada a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), uma histórica adversária do PT em Brasília.
De sua parte, a atual oposição tem sido absolutamente incompetente, assiste a tudo atônita, incapaz de liderar o que quer que seja, de ser protagonista do que quer que seja, de faturar politicamente com o que quer que seja. A tradução do que se viu ontem em Brasilia não parece ser um desejo de mudar o atual governo, mas um desejo de que o atual governo – na verdade, não só este, mas este e os outros, e os próximos – mude.
Ao contrário, o que se percebeu na manifestação de muitas das pessoas que saíram às ruas ontem foi um sentimento de apoio à presidenta Dilma. De apoio a algo que, infelizmente, suas últimas reações parecem rejeitar. Apoio à forma como Dilma resolveu reagir aos casos de corrupção que descobriu em seu governo. Um recado à presidenta: “Não esmoreça que estamos com você’.
Nós vínhamos dizendo aqui nesta coluna que Dilma, ao reagir de forma dura aos casos de corrupção em seu governo, comprava uma queda-de-braço com sua base de sustentação política que talvez não fosse capaz de ganhar. Havia nessas atitudes uma disposição de mudar a regra do jogo que ela mesma aceitou quando fez suas composições para vencer as eleições. Uma disposição à qual seus parceiros certamente reagiriam. Se tal disposição de Dilma arrefeceu, isso não surpreende este colunista. Mas que era essa disposição o que boa parte dos brasileiros esperava desde que elegeu Lula em 2002, muito por conta de mensagens como a da propaganda acima, não há a menor dúvida.
Quem classifica as atuais manifestações contra a corrupção como saudosismos udenistas precisa entender melhor os tempos atuais e os tempos da UDN. A UDN não era golpista porque tinha um discurso contra a corrupção. A UDN tinha um discurso contra a corrupção, e era golpista. Não é porque a UDN usava o discurso contra a corrupção com propósitos golpistas que todo mundo que combate a corrupção seja golpista também. O PT na oposição não era golpista. E quem saiu às ruas no 7 de setembro não é golpista também. Em suma, não é sequer oposicionista. Só quer dignidade e respeito.
Autor: Rudolfo Lago – * É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultou na cassação do senador Luiz Estevão.
Fonte: www.congressoemfoco.com.br
#CarasPintadas Marcha Contra a Corrupção reúne 25 mil em Brasília
Ato ofusca a estreia de Dilma no desfile da Independência
Forte segurança impediu o contato de integrantes da marcha com participantes do desfile oficial

A sociedade está se mobilizando contra a corrupção e certamente nas próximas eleições virá uma resposta forte nas urnas. VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO! Chega de cargos por apoio no Congresso, superfaturamentos, dinheiro público derramado em ONGs obscuras, super impostos abusivos, e outras distorções que simplesmente paralizaram o governo que hoje vive de apagar incêndios causados por ele mesmo. Precisamos da CPI da corrupção JÁ! (Foto: Wilson Pedrosa / AE)
BRASÍLIA – A Marcha Contra a Corrupção, convocada pelas redes sociais na internet, ofuscou o desfile comemorativo do 7 de Setembro, em Brasília, historicamente marcante por causa da participação do presidente da República e das Forças Armadas.
Cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, caminharam ontem por uma via da Esplanada dos Ministérios para protestar contra a série de escândalos que marcam a política contemporânea brasileira. No mesmo momento, a presidente Dilma Rousseff estreava, do outro lado da rua, no papel de primeira mulher presidente a comandar a cerimônia nacional do Dia da Pátria.
A forte segurança do 7 de Setembro impediu o contato de integrantes da marcha com participantes do desfile oficial. O sucesso do protesto ocorreu uma semana após congresso do PT demonstrar que não apoia nenhum tipo de “faxina” anticorrupção no governo e de considerar que esses movimentos eram parte de uma “conspiração midiática” e uma forma de promover a “criminalização generalizada” da base aliada ao Planalto.
Sem partidos. A marcha evitou as referências partidárias. Membros do PSOL tentaram levar bandeiras do partido, mas foram impedidos de seguir adiante com os adereços. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ensaiou entrar na marcha, mas, advertido, preferiu apenas acompanhá-la discretamente.
Vestidos de preto, com narizes de palhaço, faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), na semana passada, o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo e a manutenção do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no comando do Legislativo. Pediram até a destituição de Ricardo Teixeira da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Exigiram, ainda, a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa – que depende de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma faixa vinculava o nome do ditador líbio Muamar Kadafi à política brasileira, lembrando que qualquer um pode se candidatar, independentemente da ficha criminal. “Kadafi, não importa o seu passado, no Brasil você pode ser deputado.”
Em oito meses de gestão, Dilma foi obrigada a trocar Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi por conta do envolvimento deles em suspeitas de corrupção na Esplanada.
Faixas. O protesto começou tímido no Museu Nacional de Brasília, por volta de 9h, com 2 mil pessoas, mas foi engrossando com a adesão de quem foi ao desfile oficial. No fim, ao meio-dia, na Praça dos Três Poderes, a marcha chegou a 25 mil pessoas, segundo balanço da PM. A rede social Facebook foi a principal ferramenta de convocação, observou Luciana Kalil, 30, uma das organizadoras do protesto.
As faixas levadas à manifestação tinham frases fortes e bem- humoradas. Havia dizeres como: “País rico é país sem corrupção” (referência ao slogan do governo federal; “País rico é país sem pobreza”); “Fim do voto secreto”; “Corrupto safado, pede para sair” (referência bem-humorada ao filme Tropa de Elite); “Contra Sarney e sua gangue”; “Menos ratos e mais ratoeiras”; “Deus, salve o Brasil”; “Não precisa de CPMF, basta não roubar”, e “Jack horroriza” (alusão à deputada Jaqueline Roriz, flagrada em vídeo recebendo maços de dinheiro do esquema de corrupção no Distrito Federal).
“A absolvição de Jaqueline foi o estopim para essa marcha”, disse o estudante Marcos Maia, de 18 anos. Um manifestante estampava a mensagem: “Quer ficar rico? Pergunte-me como”. E trazia nos ombros reprodução do rosto do ex-ministro José Dirceu, réu no processo do mensalão, escândalo da gestão Lula.
Conhecida por aparecer vestida de diabo após a absolvição de Jaqueline Roriz, Leiliane Rebouças, de 36 anos, ressurgiu com o mesmo figurino, mas carregando uma nova mensagem: “Infernize a vida de um corrupto. Constranja-o em público”. Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. “Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome.”
Um grupo de estudantes se destacou no meio da multidão com baldes e vassouras para completar a “faxina” anticorrupção do governo Dilma. Os jovens foram “limpar” o Ministério da Agricultura, pasta envolvida no escândalo de corrupção nos últimos meses que culminou na queda do ministro Wagner Rossi. “Vamos tentar ir além, já que parece que ela (Dilma) não está muito a fim de continuar com o serviço”, disse o estudante Arthur Alves, de 20 anos.
A estrela do PT teria ficado de fora do protesto não fosse o boné de militante da estudante de psicologia Ana Márcia, 53 anos. “Com o PT é que as coisas estão saindo do tapete”, afirmou. Questionada sobre a lógica do discurso – já que muitos dos envolvidos em escândalos são petistas –, ela admitiu: “Infelizmente, o PT fez muitas concessões”.
Autor: Leandro Colon e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo
Foto: Wilson Pedrosa / AE
#VÍDEO – Ano Mundial da #MedicinaVeterinária – Homenagem
Vídeo em homenagem ao Ano Mundial da Medicina Veterinária.
Fonte: Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária
#BrasilSemCorrupção Ao fim do desfile cívico, manifestantes marcham contra a corrupção em Porto Alegre
Milhares de manifestantes se concentraram em frente ao Monumento ao Expedicionário

O protesto, que contou com a participação de aproximadamente mil pessoas, foi organizada pela Internet, através de redes sociais. Este é o embrião de um movimento político que surge na sociedade civil organizada e que evidencia a insatisfação e indiganção dos cidadãos brasileiros com as epidemia de corrupção que infesta o (des)governo Dilma (Foto: Ricardo Duarte para ZH).
Ao término do desfile de 7 de setembro, comemorativo ao Dia da Pátria, um outro grupo tomou a Avenida Loureiro da Silva, no Centro da Capital, para marchar em protesto contra a corrupção. Mobilizados pela internet, centenas de manifestantes se concentraram em frente ao Monumento Açorianos e seguiram em caminhada até o Brique da Redenção, onde chegaram logo após o meio-dia.
Segundo a Brigada Militar, quando saíram do ponto de encontro, os manifestantes somavam cerca de 300 pessoas. Depois, com gritos de protestos, começaram a chamar para a passeata quem assistia ao desfile cívico e agregar novos integrantes à marcha.
— Você aí parado também é explorado — gritavam os manifestantes.
Ao chegar no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, a marcha já contava com cerca de mil pessoas.
Um princípio de tumulto foi registrado por alguns minutos quando a Brigada Militar e a Polícia do Exército tentaram impedir a passagem da marcha pela avenida porque nem todas as autoridades haviam deixado a pista ainda. Mas a confusão foi logo controlada. Ninguém ficou ferido.
Fonte: ZERO HORA
Foto: Ricardo Duarte para ZH

Um princípio de tumulto foi registrado por alguns minutos quando a Brigada Militar e a Polícia do Exército tentaram impedir a passagem da marcha pela avenida porque nem todas as autoridades haviam deixado a pista ainda. Mas a confusão foi logo controlada. Ninguém ficou ferido. (Foto: Ricardo Duarte para ZH)
#CarasPintadas Dia da Pátria terá desfile e ato contra corrupção
Marcha organizada por intermédio das redes sociais promete atrapalhar ‘com muito barulho’ a parada oficial do Sete de Setembro em Brasília

Os caras pintadas representam o Brasil que não está satisfeito com o que acontece no Brasil hoje. 44 milhões de eleitores NÃO votaram no projeto petista para o Brasil e possivelmente muitos mais hoje perceberam que o governo Dilma está afundado em suspeitas de corrupção, desvio de verbas públicas e má gestão.
BRASÍLIA – Enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver cercada por autoridades assistindo nesta quarta-feira, 7, ao desfile em comemoração ao dia da Pátria, do outro lado da Esplanada uma marcha contra a corrupção promete atrapalhar “com muito barulho” a festa governamental.
A parada oficial começará às 9 horas. A presidente chegará em carro aberto e vai assistir à cerimônia acompanhada da maioria dos ministros de Estado, que normalmente é encerrada com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, com manobras de aeronaves da Força Aérea.
A marcha anticorrupção passará a uma distância de cerca de 300 metros do palanque presidencial e, por isso, a Polícia Militar precisou reforçar a segurança na Esplanada. Mesmo com reforço nas grades que separam o gramado e as arquibancadas onde o público poderá ficar, no Palácio do Planalto havia na terça-feira, 6, uma preocupação com a proporção que poderia tomar a marcha não oficial. Os manifestantes prometeram levar muitas vuvuzelas, tambores, apitos e tudo que pudesse fazer barulho, além de faixas e cartazes com dizeres contra a corrupção no País.
Um dos organizadores da manifestação, o empresário Walter Magalhães, de 28 anos, disse que, apesar de a maior parte da convocação da população ter sido via redes sociais, há uma expectativa de comparecimento de 20 mil pessoas na passeata. “É um protesto apartidário, sem qualquer envolvimento com política”, afirmou ao Estado, pedindo a todos que compareçam e usem camisetas pretas, em sinal de luto.
Magalhães informou que a marcha sairá às 10 horas e que todos vão tentar chegar em algum ponto em frente ao palanque presidencial, mesmo que à distância, “para que as autoridades e os políticos vejam os manifestantes e percebam nossa indignação”.
“Não adianta ficar inconformado sentado no sofá de casa. Precisamos fazer alguma coisa para mostrar que estamos vivos e contra isso tudo que está acontecendo”, desabafou.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, informou ao Estado que vai se juntar aos manifestantes em Brasília. Ele lembrou que esta é “uma manifestação espontânea da sociedade indignada com a deterioração moral e ética”. E emendou: “Esta é uma data simbólica e significativa e tem toda uma representatividade histórica para o País, para que o povo brasileiro dê seu grito de independência ou morte que será, agora, um grito de chega de corrupção”.
Outras manifestações. Em São Paulo também haverá protestos contra a corrupção no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Os atos começam às 9 horas e devem seguir ao longo do dia, com direito a desfile de uma escola de samba autodenominada “Unidos contra a Corrupção”.
O Rio deve ser palco nesta quarta-feira de pelo menos três atos públicos contra a corrupção. O primeiro começa às 9h, na Cinelândia, tradicional reduto de manifestações no centro. O grupo responsável intitula-se “Caras Pintadas Contra a Corrupção”. No mesmo local, às 13h, o grupo “Nas Ruas” fará outra manifestação com o mesmo tema.
Às 11h, outro grupo planeja se reunir em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, também no centro, para pedir o impeachment da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), acusada de receber propina e absolvida pela Câmara em 30 de agosto. / COLABORARAM FÁBIO GRELLET e LUCAS DE ABREU MAIA
Autor: Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo
Fonte: www.estadao.com.br
Câmara de Gestão trará transparência aos Transportes, diz #Gerdau
Ele afirmou que grupo vai estruturar métodos de concorrência em licitação.
Ministério dos Transportes é alvo de denúncias de irregularidades.

Muitos dos métodos de gestão, governança e transparência que se consagraram na administração privada há muito já deveriam ter sido adotados como norma pela gestão pública. Uma das maiores barreiras que este governo encontra para uma gestão mais profissional no Governo Federal é justamente o chamodo "aparelhamento", em que cargos técnicos de ministérios, agências reguladores e até mesmo empresas das quais a União Federal é sócia, acabam sendo ocupados por uma "decisão polítca"; ou seja, por pessoas ligadas a partidos que apoiam o governo e que vão "operar" o interesse de seus grupos políticos e não o interesse público. Precisamos mudar isso, CARGOS não podem ser MOEDA DE TROCA por apoio. É necessário mais seriedade na hora de distribuir cargos de caráter técnico. Torcemos para que o Sr. Gerdau consiga levar um pouco de sua experiência de sucesso na gestão de empresas para dentro do governo.
O coordenador da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau, afirmou nesta sexta-feira (19) que serão implementados novos métodos de concorrência no Ministério dos Transportes para reduzir as possibilidades de corrupção na pasta. Em julho, Alfredo Nascimento pediu demissão da chefia do ministério após denúncias de desvio de recursos e irregularidades em licitações.
Segundo Gerdau, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é uma peça “chave” na busca por maior transparência no Ministério dos Transportes. “Estamos entrando, fazendo essa construção no Ministério dos Transportes e o DNIT é o ponto chave nesse processo e isso vai estruturar de tal forma os métodos de concorrência, os métodos de transparência, que, indiscutivelmente, vai dar maior segurança ao processo como um todo”, afirmou.
A cúpula do DNIT foi demitida no mês passado após denúncia de que representantes do PR, partido ao qual pertence Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.
Gerdau disse ainda que a ocorrência de corrupção nos ministérios pode ser reduzida se houver “liderança forte, conhecimento dos problemas, e sistema de gestão com transparência”.
“Eu acho que a sistemática com transparência e de uma forma absolutamente pública, acho que a possibilidade de corrupção se reduz enormemente. Há possibilidade de melhoria significativa quando a liderança quer”, disse.
O empresário destacou que a Câmara de Gestão não é “fiscal” de corrupção, mas pode reduzir a ocorrência de irregularidades. “A nossa função não é especificamente trabalhar sobre corrupção. Não somos fiscais diretamente desse tema, nossa função é trabalhar metodologias e desenhos de processo que dão condições de transparência tais que realmente as possibilidades de ter coisas erradas diminuem enormemente.”
Demissões
Desde o início do governo da presidente Dilma Rousseff, três ministros deixaram o cargo após denúncias de irregularidades. Nesta quarta (17), Wagner Rossi pediu demissão do Ministério da Agricultura depois de uma série de denúncias de corrupção. Ele será substituído pelo atual líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS).
Gerdau participou da 4ª reunião da Câmara de Gestão, Desempenho e Competividade, no Palácio do Planalto. Além de Gerdau, participaram da reunião, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, os empresários Abílio Diniz, dono da Companhia Brasileira de Distribuição, que inclui a rede Pão de Açúcar e Extra, Antonio Maciel Neto, presidente da Suzano Papel e Celulose e Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, que também integram o órgão.
Autor: Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Fonte: g1.globo.com










