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Mexer na poupança para baixar juros? Inventa outra.

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Mexer na poupança para baixar juros? Inventa outra. A poupança sempre foi o investimento que MENOS pagou diante de todos os outros, ainda mais em tempos tão especulativos quanto os que vivemos. É claro que o interesse é abocanhar mais um pouquinho do que está no bolso dos pequenos poupadores, dos trabalhadores e dos que vivem do que produzem. A conversa fiada de Mantega está no nível do “non-sense”, ver Mantega falar que a poupança “continua o melhor investimento”! É para fazer rir. A poupança continua o investimento de menor risco e claro, menor ganho, mas daí para ser o MELHOR… que é isso companheiro? Claro que o governo teme a corrida a poupança, o que pode dificultar o financiamento do setor habitacional, e assim estagnar ainda mais nossa economia real calcada majornitariamente na exportação de commodities agrícolas e minerais. (Charge: humorpolitico.com.br)

Poupança continua sendo o melhor investimento no Brasil, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (4/5) que as cadernetas de poupança serão mantidas como “o melhor investimento financeiro” no país para a grande maioria da população. Segundo ele, a certeza vale inclusive neste momento em que passam a vigorar as regras anunciadas ontem, que podem implicar perda de rentabilidade em comparação ao modelo anterior. “O novo [investidor] também deve investir porque vale a pena”, sugeriu.

Mantega informou que existem cerca de 100 milhões de cadernetas de poupança no país. De acordo com ele, os poupadores atuais “não devem fazer nada”, lembrando que há vantagens nesse tipo de aplicação, como a isenção no pagamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e a possibilidade de saque do dinheiro a qualquer momento, além de “boa rentabilidade”.

O ministro acrescentou que o rendimento tende a ser igual ou até maior do que o obtido por meio dos fundos de renda fixa. Mantega faz palestra no seminário O Brasil 2020: Rumos da Economia, na capital paulista. Participam do encontro enconomistas como o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Porchmann, e o professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC) Luiz Gonzaga Belluzzo.

Ontem, ao anunciar as novas regras para a poupança, Mantega ressaltou que o correntista que aplicou até agora não será afetado pelas novas medidas de remuneração da caderneta. A alteração valerá apenas para os depósitos feitos e para as contas abertas a partir de hoje.

Até ontem, o critério de remuneração da poupança – 6,17% ao ano mais variação da Taxa Referencial (TR) – será substituído pela variação da TR mais 70% da Selic, quando a taxa básica de juros chegar a 8,5% ao ano ou menos. A Selic está fixada em 9% ao ano.

Pelas novas regras, quem tem uma caderneta de poupança terá o saldo corrigido de duas formas: pelo rendimento tradicional, para o dinheiro guardado até hoje e pela nova regra, para os futuros depósitos. Como a Selic ainda não está abaixo de 8,5% ao ano, por enquanto não haverá mudança alguma para os aplicadores.

Autor: Agência Brasil

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/05/04/internas_economia,300847/poupanca-continua-sendo-o-melhor-investimento-no-brasil-diz-mantega.shtml

#Desindustrialização gera desemprego, que gera desculpas furadas.

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Indústria brasileira está regredindo ao nível dos anos 50 - Atualmente, 60% das máquinas e equipamentos comprados para serem utilizados no Brasil são importados. Enquanto o governo bate cabeça, o Brasil vai em direção a uma estrutura de país colônia: produção de produtos primários para países de populações de alta renda. Por questões como essa somos a sexta economia do mundo e ainda estamos na 84ª colocação mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deveria ser uma arma para lidar com a questão, nunca deixou de patinar. sem sair do lugar. Altos impostos, alta burocracia, legislação trabalhista engessada e capital de giro muito caro para as empresas, esta é fórmula da DESINDUSTRIALIZAÇÃO, que é só um dos sintomas da estagnação econômica que vem por ai. Sem investimentos sérios na infra estrutura, na formação de gestores e pesquisadores estamos rumando para o modelo econômico da república velha, dos tempos de antes de JK. Desculpas que querem culpar o mercado externo só convencem aqueles que não sabem que estamos nos beneficiando do aumento mundial do preço dos alimentos. O (Des)Governo Dilma dá continuidade ao de Lula, e continuamos na contramão da história perdendo uma das melhores chances dos últimos 100 anos de crescermos e aprofundarmos raízes econômicas saudáveis.

Índice da taxa de desemprego sobe para 6,2% em março, analisa IBGE

Rio de Janeiro - A taxa de desemprego subiu para 6,2% em março depois de ficar em 5,7% em fevereiro. O resultado é um pouco menor do que o observado no mesmo período de 2011, quando a taxa ficou em 6,5%. De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados nesta quinta-feira (26/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população desocupada aumentou 8,8% em relação a fevereiro e totalizou 1,5 milhão de pessoas. Esse número representa um acréscimo de 122 mil pessoas procurando trabalho no período. Na comparação com março do ano passado, a população desocupada ficou estável.

Já a população ocupada, que somou 22,6 milhões, apresentou estabilidade na passagem de um mês para o outro, mas aumentou 1,6% no confronto com março de 2011, o que representa 367 mil ocupados a mais do que um ano antes. O documento do IBGE também revela que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não registrou variação na comparação com fevereiro. Na comparação com março do ano passado, houve elevação de 3,7%, representando um adicional de 394 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Em relação ao rendimento médio dos trabalhadores ocupados, a PME aponta acréscimo de 1,6% na passagem de um mês para o outro, atingindo R$ 1.728,40 março. Esse resultado é o mais alto para o mês desde 2002. Na comparação com março do ano passado, foi registrada alta de 5,6%. A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) também divulgaram, nessa quarta-feira (25/4), dados sobre o desemprego em março. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita pelas duas instituições, diverge da elaborado pelo IBGE, devido aos conceitos e metodologia distintos.

Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. Ao contrário do trabalho feito pelo IBGE, a PED não inclui o levantamento dos desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. Já na PME, não estão incluídas duas regiões que fazem parte do conjunto da PED: Fortaleza e o Distrito Federal.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/04/26/internas_economia,299727/indice-da-taxa-de-desemprego-sobe-para-6-2-em-marco-analisa-ibge.shtml

#Brasil: o país dos endividados.

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Especulação com juros altos só tem um resultado, bolha financeira e super endividamento das pessoas até os limites de suas garantias, esta é a FÓRMULA PARA UMA CRISE FINANCEIRA E ECONÔMICA. Vimos isto acontecer no mercado imobiliário norte americano, com emprésticos garantidos pelos imóveis em que as pessoas residiam. No Brasil estamos no meio de uma queda de braço de bancos contra o governo federal. Os bancos operam com altas margens, e fazem do Brasil o número 1 em juros altos do mundo, o governo tenta baixar mas não quer abrir mão dos super impostos que cobra a força dos brasileiros. Quem paga esta conta sempre é o cidadão contribuinte, o pequeno e médio empresário, a dona de casa e mãe trabalhadora. O (des)Governo Dilma alega que temos mais renda e consumo, ou será que simplesmente estasmos endividando mais os que tem menos? No país rico de Dilma, não ser pobre é dever para o Banco? É difícil acreditar que um país em franco processo de desindustrialização consiga aumentar o consumo sem gerar empregos. Pequeno Detalhe, sobreviver como diarista informal, vender nas ruas bugigangas contrabandeadas e "cuidar "de carros pedindo uma "gentil contribuição" dos motoristas, não podem ser considerados bons exemplos de "geração de emprego". O Brasil continua sendo um lugar onde os Brasileiros tem dificuldade de se tornarem empreendedores legalmente estabelecidos e reconhecidos, juros altos, impostos altos e falta de qualificação profissional tornam este contexto ainda mais dramático.

Inadimplência limita queda de juros, diz diretor do Itaú

Com a discussão de redução de juros nos empréstimos, o Itaú está preocupado com o super endividamento da população e aponta o nível de inadimplência como barreira a uma queda maior dos juros. “Gostaríamos de poder reduzir mais as taxas de juros, mas identificamos um cenário de inadimplência maior que o normal”, afirmou o diretor Corporativo de Controladoria do Itaú Unibanco, Rogério Calderón. “A inadimplência é o ponto de maior atenção para o banco agora”, destacou. “A queda de juros tem que ser feita com racionalidade.”

O banco já teve aumento das taxas de calotes no primeiro trimestre, tanto para períodos mais curtos (15 a 90 dias) como para longos (acima de 90 dias). “A inadimplência está subindo, mas já esteve em níveis piores no passado”, disse. Em alguns segmentos, como veículos e cartões, o Itaú reduziu o ritmo de aprovação de propostas de crédito que recebe. Em veículos, por exemplo, a taxa de propostas com sinal verde caiu de 35% para 20%.

Segundo Calderón, a taxa de inadimplência do Itaú Unibanco deve seguir em alta nos próximos trimestres e se estabilizar mais para o final do ano. Ele destaca que a inadimplência para período mais curto (15 a 90 dias) aumentou muito no primeiro trimestre. Na pessoa física, houve alta de 100 pontos base, passando de 6,9% em dezembro para 7,9% no final de março. No total, o índice geral para esse período subiu de 4,4% para 4,8%. O executivo destaca que esse é um indício de que a taxa de calotes mais longo (atrasos acima de 90 dias) pode continuar em alta.

O Banco Central autorizou a entrada do Itaú no capital do Banco Carrefour. A aprovação foi comunicada hoje de manhã ao Itaú, segundo Calderón. Em abril do ano passado, o Itaú anunciou a aquisição de 49% da instituição financeira do Carrefour por R$ 725 milhões. Pelo comunicado divulgado na época, o Carrefour mantém o controle do banco, com 51% do capital, mas a gestão será compartilhada com o Itaú.

Autor: Agência Estado
Fonte: Jornal do Comércio http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=91897

#DESINDUSTRIALIZAÇÃO: emprego na indústria cai.

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Os impostos mais altos do mundo, muita burocracia para produzir e exportar, dificuldade de conseguir crédito com juros razoáveis, regras trabalhistas engessadas, é a própria FÓRMULA DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO. Por mais que se alerte para a impossibilidade de competir quando se tem tanto imposto, juros e encargos a governo não se preocupa. Está mais preocupado com parecer que promove o combate a corrupção. Enquanto isso nossas indústrias fecham, é impossível exportar imposto. Não tem como ser competitivo pagando a energia mais cara do mundo, as tarifas telefônicas mais caras do mundo e os mais altos juros. A indústria no Brasil vai acabar deste jeito, e todos seremos funcionários públicos ou iremos segurar uma bandeirinha vermelha na campanha. Este é o projeto de poder HEGEMÔNICO do qual falo, ele existe e todos os dias vemos as vítimas dele.

Emprego na indústria tem pior queda anual em quase dois anos

Ocupação no setor recuou 0,7% em fevereiro perante mesmo mês de 2011

RIO – O emprego na indústria teve leve alta de 0,1% na passagem de janeiro para fevereiro, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na leitura anterior, de dezembro para janeiro, o emprego industrial tinha registrado queda de 0,2%. Como resultado, o índice de média móvel trimestral repetiu em fevereiro a estabilidade do mês anterior (0,0%).

Na comparação com fevereiro de 2011, o emprego industrial recuou 0,7% em fevereiro deste ano. Foi o quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, e o mais intenso desde janeiro de 2010, quando a taxa ficou em -0,9%.

No acumulado de 2012, os postos de trabalho na indústria recuaram 0,6%. No entanto, em 12 meses, o emprego industrial ainda tem alta acumulada de 0,5%.

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, avançou 1,3% em fevereiro ante janeiro. Entretanto, na comparação com fevereiro de 2011, o número de horas pagas recuou 0,8%, a sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.

No acumulado do ano, também houve queda no número de horas pagas, de 1,1%. Em 12 meses, a taxa acumulada ficou com variação negativa de 0,2% em fevereiro, a primeira queda desde junho de 2010 (-0,9%).

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 1,3% em fevereiro ante janeiro.

Entretanto, o IBGE ressalta que houve, em março, grande influência da expansão de 22,0% verificada no setor extrativo, por conta do pagamento de participação nos lucros e resultados em empresas extrativas. A indústria de transformação, por outro lado, apontou queda de 0,6% no mês.

Em relação a fevereiro de 2011, o valor da folha de pagamento cresceu 5,4%, o 26º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, e o mais intenso desde agosto de 2011 (7,1%).

No ano, a folha de pagamento da indústria acumula alta de 4,8%, e, em 12 meses, de 4,0%.

Autora: Daniela Amorim, da Agência Estado
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,emprego-na-industria-tem-pior-queda-anual-em-quase-dois-anos,109059,0.htm

Onde a carga tributária mais pesa? No bolso de quem vive de salário!

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ONDE A CARGA TRIBUTÁRIA MAIS PESA? É NO BOLSO DO TRABALHADOR. Em descontos direto na folha de pagamento e em uma fatia bem gorda de todos os gêneros de primeira necessidade: alimentos, energia, combustíveis, remédios e vestuário. O Brasil, é o campeão mundial de opressão fiscal e financeira de seus cidadãos. O Brasil tem 85 impostos, fora contribuições e laudêmios. O Brasil é o país onde mais se trababalha para pagar impostos no mundo, são 2600 horas por ano de acordo com o Banco Mundial, não serão desonerações pontuais para alguns setores que vão mudar este quadro. Mesmo que o mínimo fosse 3 mil reais faltaria para pagar pelo básico, isto só vai acabar quando se reduzir a carga tributária sobre o salário dos que ganham menos e sobre os gêneros de primeira necessidade, sobrando mais dinheiro no bolso do trabalhador e indo menos para o governo.

Mínimo deveria ser de R$ 2.295,58 em março, diz Dieese

SÃO PAULO – O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.295,58 em março, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 273,25, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,69 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622.

O valor estimado pelo Dieese em março é ligeiramente menor do que o apurado para fevereiro, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.323,21, ou 3,74 vezes o patamar atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.247,94, equivalente a 4,12 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545.

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em março deste ano, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e também em relação a igual período de 2011. Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra que, em fevereiro, exigia 85 horas e 30 minutos. Já em março de 2011, a mesma compra necessitava de 96 horas e 13 minutos.

Autora: MARIA REGINA SILVA – Agencia Estado

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,minimo-deveria-ser-de-r-229558-em-marco-diz-dieese,108762,0.htm

#AGRONEGÓCIO: Produtos que o #Brasil exporta se valorizam cada vez mais

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Os impostos oneram a atividade de produção de alimentos mais do que a de especulação financeira. A produção de alimentos e as exportações de produtos básicos, como os grãos de soja, tem garantido crescente superávit na balança comercial. É bom lembrar: ISTO ACONTECE NÃO POR CAUSA DE QU QUALQUER AJUDA, POLÍTICA DE INCENTIVO OU PLANEJAMENTO DO (DES)GOVERNO DILMA. Os produtores rurais brasileiros, entre os mais produtivos do mundo, se esforçam para levar este país nas costas, e estão sendo beneficiados por um contexto de mercado mu ndial que valoriza nossos produtos. Enquanto isso o (des)governo Dilma promove a desindustrialização com sua paralisia política e falta de coragem para reformar o sistema tributário, as leis trabalhistas e a estrutura cambial. Faz um pacotinho de desoneração que ajuda alguns setores da indústria enquanto todo o resto da economia sobre com os mais altos impostos do mundo, uma burocracia engessada e com a falta de infra estrutura que possibilite se expandir a produção e os negócios. (Foto: http://www.flickr.com/photos/leoffreitas/page8/)

Preços das commodities que o Brasil exporta sobem 2,67% em março

O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), que representa a média dos preços dos produtos primários com cotação internacional (commodities), e que impactam a inflação doméstica, registrou alta de 2,67% em março, de acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (4/4) pelo Banco Central.

A alta significativa do IC-Br foi puxada, em grande parte, pela disparada dos preços do petróleo no mercado externo, embora todos os produtos primários fornecidos pelo Brasil tenham registrado aumentos de preços. Com isso, o indicador de março reverteu a queda de 2,96% (fevereiro) e acumula variação positiva de 0,2% no primeiro trimestre do ano.

Para efeito de coleta de dados, o BC divide os produtos primários em três categorias. Os preços das commodities agropecuárias (carnes de boi e de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho e café) aumentaram 1,94% no mês, As commodities minerais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) ficaram 2,6% mais caras. O salto maior foi verificado nas commodities energéticas (petróleo, gás natural e carvão), cujos preços subiram 6,45% em março.

Autor: Agência Brasil

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/04/04/internas_economia,296485/precos-das-commodities-que-o-brasil-exporta-sobem-2-67-em-marco.shtml

Pacote para #indústria: #governo está admitindo que com os atuais impostos é impossível ter indústria

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Com o atual pacote para a indústria o (Des)Governo está simplesmente admitindo o que os empresários já sabem: COM ESTES IMPOSTOS NÃO TEM COMO MANTER AS INDÚSTRIAS ABERTAS. O que falta agora é a presidente Dilma cumprir a promessa de campanha e realmente fazer a tão esperada reforma tributária. O que já é promessa desde os governo de Lula, e sempre acaba abortada e substituída por ações pontuais e pacotes, como a que se relata abaixo na reportagem da UOL. O problema dos pacotes é que se beneficia alguns setores, algumas empresas mas o conjunto da ecnomia continua sofrendo com uma carga tributária alta e combrada de forma abusiva. De qualquer maneira além dos impostos mais altos do mundo, de muita burocracia para exportar, da dificuldade de conseguir crédito com juros razoáveis, regras trabalhistas engessadas, o que é a própria FÓRMULA DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO, ainda enfrentamos dificuldades com a produção de tecnologia, com a falta de mão de obra qualificada e com infra estrutura energética e de logística que possa atender a uma demanda caso a indústria cresça no Brasil.

Com novo pacote, governo deixa de arrecadar quase R$ 10 bi em um ano

O governo anunciou nesta terça-feira um pacote de estímulo à indústria nacional que envolve, entre outras medidas, corte de tributos. Com isso, deve deixar de arrecadar perto de R$ 10 bilhões em 12 meses.

“Com essas medidas, acreditamos que o Brasil terá o estímulo necessário para continuar na trajetória de crescimento”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “É possível o Brasil crescer 4,5% (neste ano).”

De acordo com o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, o montante que o governo deixa de arrecadar em 12 meses se aproxima de R$ 10 bilhões. Só até o final deste ano, acrescentou Mantega, serão R$ 6,4 bilhões.

VEJA AS PRINCIPAIS MEDIDAS DE ESTÍMULO ANUNCIADAS PELO GOVERNO

  • Redução de até 30 pontos percentuais no IPI de carros de montadoras que comprarem peças nacionais ou do restante do Mercosul e investirem em pesquisa e inovação.
  • Empresas deixam de pagar 20% de contribuição ao INSS, e Tesouro Nacional banca eventual rombo da Previdência. No lugar dos 20%, as empresas pagarão de 1% a 2,5% sobre o faturamento. Essa taxa não será cobrada na exportação, mas incidirá na importação.
  • Redução de Imposto de Importação, IPI e PIS e Cofins em equipamentos e investimentos em portos e ferrovias
  • Adiamento do pagamento de PIS e Cofins para cinco setores industriais com mais dificuldades: autopeças, têxtil, confecção, calçados e móveis. As empresas deixam de pagar os impostos em abril e maio e pagarão em novembro e dezembro. Isso deixa as empresas com um pouco mais de dinheiro em caixa por agora.
  • Incentivos no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas que contribuam com entidades de pesquisa sobre o câncer.
  • Instalação de 19 câmaras de competitividade, tendo como conselheiros empresários e trabalhadores. Entre os setores estão: saúde, bens de capital, mineração etc.
  • Levar banda larga à metade das casas nas cidades até 2014 e 15% das casas na área rural. Atingir 60 milhões de acessos individuais à internet móvel e aumentar uma rede nacional de banda larga de 11 mil para 30 mil km até 2014
  • Compras do governo darão prioridade a produtos nacionais, em áreas como remédios e retroescavadeiras
  • Financiamento à exportação aumenta de R$ 1,24 bilhões para R$ 3,1 bilhões
  • Redução de IPI e PIS/Cofins em equipamentos nacionais e obras de infraestrutura em telecomunicação e internet de banda larga
  • Suspensão de IPI PIS/Pasep, Cofins e Cide de fabricantes de notebooks para o programa “Um computador por aluno” (para estudantes da rede pública)
  • Criação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para apoiar inovação, com validade até dezembro de 2013. Aporte de R$ 45 bilhões do Tesouro para o BNDES (banco oficial de financiamento de empresas)
Fonte: Ministério da Fazenda

Entre as medidas, o governo cortou impostos sobre a folha de pagamento para 15 setores, considerados de mão de obra intensiva. Com isso, eles deixarão de pagar alíquota de 20% sobre a folha de pagamento e passarão a arcar com alíquota entre 1% e 2,5% sobre o faturamento.

O governo também adiou o recolhimento do PIS/Cofins de abril e maio para novembro e dezembro de 2012 para alguns setores.

Para indústria paulista, faltam ‘medidas essenciais’
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, criticou o pacote anunciado pelo governo. Para ele, faltou tratar “medidas essenciais”, como o custo da energia.

“A questão cambial, que é fundamental para a competitividade da indústria, também permanece (em aberto)”, afirmou ele, acrescentando que, na quarta-feira deve haver uma manifestação em São Paulo organizada pela Fiesp para chamar a atenção para o que chamou de desindustrialização do Brasil.

(Com informações da Reuters)

#DireitosHumanos: ministra quer visitar prisões militares, mas esquece os hospitais públicos, escolas, estradas…

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Falta mesmo é respeito pelas pessoas por parte do DesGoverno da Presidenta Coniventa, e sua secretária-ministra.

ONDE OS DIREITOS HUMANOS SÃO MAIS VIOLADOS, NOS PRESÍDIOS MILITARES OU NOS HOSPITAIS PÚBLICOS?

A secretaria de direitos humanos do (des)governo da “PRESIDENTA CONIVENTA” DILMA, quer saber sobre as “condições a que os presos militares estão submetidos”. O mesmo entusiasmo fiscalizatório NÃO EXISTE em relação aos hospitais mantidos com os recursos retidos por impostos (dinheiro público), ou as escolas, ou as estradas, ou ainda nas receitas federal e estaduais.

O viés ideológico do radicalismo petista obscurece as vistas de nossa excelentíssima ministra-secretária dos direitos humanos. Que só vê a “verdade” que sua estreita miopia lhe permite: os militares. 

O sucateamento das forças armadas é o mais evidente escândalo do (des)Governo da Coniventa, pior que isso, o sucateamento da saúde pública promove a mais ESTRONDOSA violação dos direitos humanos dentro do Brasil. Médicos sem condições de exercer adequadamente a medicina tem que decidir quem vive e quem morre nas longas filas de emergências e hospitais de pronto socorro. Mas isto não interessa para a ministra-secretária, cuja noção de verdade, de prioridade e de respeito pelas pessoas e tão fortemente filtrada por suas questionáveis convicções que ela sequer imagina que direitos humanos são violados todos os dias em hospitais.

Com a franca esperança de que a secretária-ministra areje seus conceitos de direitos humanos abaixo segue uma lista de VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS que a lente dos óculos da ministra filtra, não a permitindo enxergar:

A) Condições a que os médicos brasileiros são submetidos pela falta de recursos básicos, até mesmo para fazer curativos é uma VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS.
B) Condições a que os pacientes de hospitais públicos e prontos socorros são submetidos pela completo sucateamento das instalações.
C) Condições a que os alunos de redes públicas de ensino são submetidos pela completa falta de materiais e manutenção de prédios, em algumas escolas nem os banheiros funcionam ou oferecem condições de higiene.
D) Condições a que professores são submetidos, com baixíssimos salários, e falta até mesmo de giz para escrever nas lousas.
E) Condições a que motoristas são submetidos em estradas que atentam contra a segurança e o bem estar, onde buracos e falta de sinalização comprometem até mesmo a saúde psicológica de muitos motoristas profissionais. 
F) Condições a que pequenos empresários e donos de pequenos negócios são submetidos por um sistema tributário que criminaliza dívidas fiscais e fecha portas de empresas que são o ganha pão honesto de muitas famílias.

Estes são apenas alguns dos exemplos de VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS. Direitos dos médicos também são direitos humanos. Direitos dos pacientes também são direitos humanos. Direitos dos alunos também são direitos humanos. Direitos dos professores também são direitos humanos. Direitos dos pedestres, condutores e motociclistas também são direitos humanos. Direitos dos contribuintes também são direitos humanos.

(abaixo reportagem publicada no jornal o Estado de São Paulo)

A ministra-secretária dos direitos humanos, Sra. Maria do Rosário, esquece que o Brasil é campeão de violação de direitos humanos dentro de hospitais e prontos socorros, nas escolas públicas, nas estradas e na forma como se arrecadam e cobram impostos. (Foto: Beto Barata/AE - 06.04.2011)

Ministra quer checar situação de prisões militares

A Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, abriu nova frente de conflito com as Forças Armadas. A pasta enviou ao Congresso projeto de lei para entrar nos quartéis e verificar as condições a que os presos militares estão submetidos. As visitas, de surpresa, fazem parte do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em tramitação na Câmara dos Deputados, que estabelece inspeções a todos os locais nos quais existam pessoas presas, seja por mandado de autoridade judicial ou administrativa. Além disso, apadrinhou a discussão sobre o fim dos tribunais militares.

O instrumento faz parte de um sistema nacional de prevenção e combate à tortura e às violações de direitos humanos, atendendo a recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU). Comandada pela ministra Maria do Rosário Nunes, a Secretaria entrou em rota de colisão com os militares após a ministra defender obre a possibilidade de responsabilizações criminais de agentes públicos durante a ditadura. Rosário também foi uma das principais articuladoras da Comissão da Verdade, criada para investigar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988.

Agora, a pasta trabalha pela aprovação do projeto de combate à tortura. A avaliação de integrantes da secretaria é a de que as duas leis representariam uma vitória do movimento de direitos humanos dentro do governo. Sustentam também que garantiria a abertura de um cenário desconhecido: o das prisões militares. Hoje, existem duas categorias de presos militares: os detidos pela Justiça e os por transgressão disciplinar. A prisão administrativa tem prazo curto e dura, em média, cinco dias. Já os demais cumprem a pena imposta pela Justiça. Ambos os estabelecimentos estarão sujeitos às inspeções.

O único presídio militar está no Rio de Janeiro e é comandado pela Marinha. Os demais presos ficam detidos em celas nas unidades militares. Entretanto, não há estatísticas sobre o número de presos, situação dos cárceres e nem de denúncias de tortura.

Homossexualidade

Um dos casos mais polêmicos foi a prisão, em 2008, do sargento do Exército Laci Araújo, que relatou ter sofrido maus tratos e tortura psicológica. A detenção ocorreu pouco tempo depois de Laci assumir sua homossexualidade. A Justiça Militar condenou o sargento por calúnia e desacato.

A proposta tramita em regime de urgência na Câmara e foi direto para o Plenário. A ministra já conversou com o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), sobre o tema e agora falta fechar acordo com os líderes para por a proposta na pauta. A proposta defende total autonomia e independência do colegiado, que será nomeado pelo presidente da República. Conforme a justificativa do projeto, o texto trabalha com um conceito abrangente de centros de privação de liberdade e cita nominalmente quartéis e centros de detenção disciplinar militares.

O Ministério da Defesa informou que não foi consultado sobre o projeto. Sobre suas prisões, o Exército afirmou que cumpre rigorosamente os preceitos legais. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Direitos Humanos informou que o projeto de lei que trata do combate à tortura não se dirige a um tipo específico de instituição penal. E que o foco central são delegacias de polícia, penitenciárias, asilos, hospitais psiquiátricos e instituições para adolescentes em conflito com a lei.

Este, porém, não será o único embate entre Direitos Humanos e militares. A secretaria busca informações sobre a Justiça Militar com o objetivo de abrir um debate sobre a extinção do sistema. Ao lado do Ministério da Defesa, a secretaria também cobra alterações no Código Penal Militar. Um projeto de lei foi encaminhado à Casa Civil em 2011 excluindo a palavra homossexual do Código. Na última sessão do Conselho de Defesa dos Direitos, presidido pela ministra, foi aprovada solicitação de estudos da legislação penal militar sobre o tema.

Propostas

O que propõe a Secretaria

Visitas surpresas em unidades de detenção militar, como parte do Mecanismo Nacional de Prevenção a Combate à Tortura

Abertura de debates sobre o papel da Justiça Militar

Alterações no Código Penal Militar para excluir o crime de pederastia e o termo homossexual do texto

Autor: jornal O ESTADO DE SÃO PAULO
Fonte: http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/37461

#Brasil precisa de reforma da #previdência, investimentos em #educação e tecnologia, afirma especialista americano.

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Brasil precisa de reforma previdenciária e investimentos em educação e tecnologia, afirma Fishlow

Estudioso da economia brasileira há 40 anos, economista americano falou na Fiergs


Este gráfico mostra o pico de desindustrialização pelo qual passa o Brasil. O especialista norte americano, Albert Fishlow, que falou hoje na Fiergs nos mostra justamente que para o Brasil obter o crescimento econômico em que produção primária, setor secundário industrial e setor terciário de serviços sejam desenvolvidos de maneira mais equilibrada devemos rever o sistema previdênciário e fomentar o desenvolvimento de tecnologia. Mas, a preocupação do planalto anda bem longe disso. (Gráfico: http://g1.globo.com/economia)

Em palestra a empresários gaúchos nesta terça-feira em Porto Alegre, o economista americano Albert Fishlow destacou que o desenvolvimento atual do Brasil vai muito além de uma política industrial isolada. Estudioso da economia brasileira há mais de 40 anos, o professor emérito na Universidade de Columbia e doutor pela Universidade de Harvard defendeu a necessidade de uma reforma previdenciária e investimentos em educação e tecnologia.

— O Brasil para ter o crescimento desejado, na ordem de 5%, necessita de um investimento de 25% do PIB e para isso precisa da poupança nacional — apontou Fishlow, na Fiergs.

Para o estudioso, depois de dois anos de crescimento econômico, este é um momento decisivo para o Brasil, passando necessariamente pelo aumento da eficiência e, consequentemente, da produtividade.

— E para isso não será preciso apenas investimentos do governo, mas especialmente do setor privado — completou.

Durante mais de uma hora, o estudioso analisou também as principais economias mundiais, como dos Estados Unidos, China, Índia e Japão.

— Não podemos mais falar das finanças como fossem nacionais — resumiu Fishlow.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2012/03/brasil-precisa-de-reforma-previdenciaria-e-investimentos-em-educacao-e-tecnologia-afirma-fishlow-3700864.html

#DESGOVERNO e a #DESINDUSTRIALIZAÇÃO: proteciosnismo abafa ou fomenta a indústria?

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Os impostos mais altos do mundo, muita burocracia para exportar, dificuldade de conseguir crédito com juros razoáveis, regras trabalhistas engessadas, é a própria FÓRMULA DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO. O fomento a indústria não se fará de forma eficiente sem revermos os impostos e a burocracia brasileira. É preciso simplificar e reduzir impostos. As deonerações pontuais feitas pelo DesGoverno Lula&Dilma distorce a própria idéia de igualdade perante a lei (isonomia). Protecionismo alfandegário também não soluciona a questão, é como dar aspirina para doente de câncer, precisamos de um remédio bem mais forte que é a REFORMA TRIBUTÁRIA, que foi promessa de campanha de dos dois últimos presidentes eleitos (Lula&Dilma) e nunca saiu da promessa de palanque. O protecionismo alfandegário a longo prazo torna as empresas ainda mais dependentes de uma reserva de mercado e ainda menos competitivas para o mercado externo e doméstico.

EDITORIAL do Jornal do Comércio da edição impressa de 20/03/2012

Proteger a indústria e os dois lados da questão

Quando os que mais entendem se calam, os ventos se tornam propícios aos ignorantes. Há meses que o Brasil debate se deve ou não proteger setores da sua indústria da concorrência predatória de produtos vindos principalmente da China. Mas, como tudo na vida, temos dois ângulos para serem analisados, uma vez que também importamos insumos e a concorrência com o exterior diminui o custo de vida no Brasil. Por isso é que o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz, declarou que o setor fará gestões junto ao governo para criar salvaguardas para o setor de confecções. O ministro Guido Mantega concorda. Há pouco, acordo comercial entre o México e o Brasil foi uma solução temporária que favorece mais o México.

Embora tenham sido acertadas cotas à exportação de automóveis ao Brasil, o México preservou sua entrada sem nenhum imposto no mercado brasileiro. Ao fim, o consumidor local será afetado por ter que pagar mais por seus automóveis e desfrutar de menos opções. Com o acordo o México se mantém como o único país grande produtor de automóveis que não paga impostos para ingressar no nosso mercado doméstico, ao contrário dos americanos, europeus e asiáticos. Para a maioria dos analistas, a indústria brasileira não é competitiva porque foi muito protegida, enquanto a mexicana é altamente competitiva após muitos anos de abertura. Em 2011, um em cada cinco produtos industriais vendidos no Brasil foi fabricado em outro país, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual de produtos importados alcançou o nível recorde de 19,8% no ano passado, ante 17,8% em 2010.

A participação de insumos importados utilizados pela indústria brasileira alcançou 21,7% em 2011. Em 2010, o percentual foi de 19,1%. A CNI informou ainda que a participação das exportações na produção da indústria cresceu de 17,8% em 2010 para 19,8% em 2011. Apesar do crescimento, o valor está abaixo do recorde de 22,9% alcançado em 2004. Na questão dos têxteis, o pedido de salvaguarda será para todos os produtos importados, mas sabe-se que 99,99% dos problemas do setor de confecções vêm da China. Como o câmbio nacional, o real está valorizado em pelo menos 15% e o yuan está subvalorizado em 25%, e isso dá uma diferença muito grande. Porém, deve-se lembrar que é preciso melhorar a produção, a qualidade e os custos do que é fabricado no Brasil. Aí, o governo poderia entrar com menos impostos e burocracia, permitindo maior competitividade ao que fabricamos. Caso contrário, a proteção só fará com que exista mais atraso tecnológico no País, o que ninguém deseja. Mas qualquer que seja a medida tomada pelo governo federal, as consequências práticas levarão até um ano ou mais. A carga tributária praticada aqui e as liberdades trabalhistas proporcionadas por Pequim são incomparáveis em favor deles. Em 2010 e 2011, a indústria têxtil perdeu 60 mil postos de trabalho. Para todo o setor, por conta da cadeia produtiva longa, isso significa um total de 240 mil vagas. A participação da indústria têxtil no PIB saiu de quase 30% para 15% agora. Defesa comercial justa sim, protecionismo desbragado e com prejuízos ao consumidor, não.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=89163

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