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#Emater estima perdas de R$ 3,8 bilhões com #seca no #RioGrandeDoSul

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Esta foto é da seca de 2005 no rio Cacequi, Rio Grande do Sul. O problema de seca no RS vem se repetindo ano-a-ano, muito pouco é feito para prevenir. Muitas das patrolas dadas por Dilma mês passado estão paradas nos municípios que não tem sequer recursos para o combustível delas. Os açudes, reservas de água da chuva, o uso da água do subsolo e técnicas modernas de irrigação devem se estruturadas e implementadas durante o ANO TODO, para que em meados de janeiro, de 2013 este cenário não se repita. Mas quando termina a seca, no fim de janeiro, todos esquecem a questão e só lembram dela quando acontece de novo. Falta PESQUISA & PLANEJAMENTO, falta ouvir os municípios e entender as realidades e diferentes necessidades em relação a esta seca. Deveriam já ter sido tomadas medidas de prevenção há muito tempo, e agora uma enorme quebra de safra bate a porta do Estado e do país. A pior catátrofe no Brasil é justamente a da FALTA DE PESQUISA & PLANEJAMENTO. O que poderíamos esperar de um governo que nem sua casa consegue limpar e perde uma enorme energia abafando repetidos escândalos? A seca na verdade é consequência da falta de pesquisa sobre as necessidades de água de nossa agricultura. Água existe no Rio Grande do Sul, o que não existe é gestão das necessidades sobre a água. Mais um triste episódio do DesGoverno Dilma. O agronegócio gaúcho é um dos mais importantes setores da economia do Braisl, esta seca já impacta a produção nacional de grãos, será que o agronegócio não seria merecedor de um pouco mais de atenção? P.S.: Dilma não inventou a seca e não manda em São Pedro, realmente. Só que ela fica parada esperando São Pedro mandar no seu governo, coisa que ela mesma não consegue fazer direito, e a ordem dele foi seca no Sul e enchente no sudeste. Manda quem sabe e pode!

Emater estima perdas de R$ 3,8 bilhões com seca

A safra de 2011 e a riqueza gerada pelos grãos deixarão saudades. A estiagem no Rio Grande do Sul já provoca redução de 6,75 milhões de toneladas na colheita das principais culturas frente ao resultado de 2011. A receita que deixará de ser injetada somente na comercialização, caso fosse feita nesta semana, chegaria a R$ 3,86 bilhões, considerando preços atuais das sacas. Com isso, a estimativa da Emater-RS passou a 19,7 milhões de toneladas, quase 25,4% menos que as 26,5 milhões de toneladas produzidas no ano passado entre soja, milho, arroz e feijão da primeira safra. As duas secretarias estaduais ligadas ao agronegócio emitiram preocupação com a incerteza sobre precipitações nas regiões mais atingidas e com as dívidas de produtores que não contrataram seguro para seus financiamentos bancários.

A oleaginosa, que responde por 44% da safra total de grãos estimada até agora, deve perder 2,9 milhões de toneladas. A Emater projeta safra de 8,7 milhões, em vez dos 11,7 milhões de 2011, recuo de 25,2%. O custo de não ter tido assegurada água no momento adequado será de R$ 2,1 bilhões, apontou o organismo de apoio ao setor primário. O diretor-técnico da Emater, Gervázio Paulus, reforça que a maior preocupação se concentra nessa cultura. Paulus explica que a maior parte das lavouras está na fase de formação de flores e grãos. “Se faltar água nas próximas três semanas, reduzirá a produção ainda mais”, previne o diretor-técnico.

Já o milho, que tem quase 30% da área em fase de desenvolvimento da planta, poderá ser beneficiado por chuvas. A cultura, até agora, tem a maior perda percentual, com corte de 42,6% entre a estimativa e a colheita de 2011, o que se traduzirá em menos 2,4 milhões de toneladas ante 5,7 milhões do ano passado. No arroz, o levantamento feito entre os dias 5 e 9 deste mês indica perda de 1,3 milhão de toneladas, ou R$ 665 milhões. Já o feijão, com menor participação, deve amargar corte de 10,7 mil toneladas, menos R$ 14 milhões na economia do setor. Entre os municípios, aqueles situados no Planalto, Centro e Missões lideram na corrosão das lavouras.

No balanço feito pela Emater e pelas secretarias estaduais da Agricultura e de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, os gestores advertiram que a comparação mais correta deveria ser com a média de dez anos de safras, o que rebaixaria o prejuízo total para R$ 2,2 bilhões. O problema é saber o limite de perdas, admitiu o secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi. “Não há queda consolidada para o futuro. Os serviços de meteorologia não sabem o que vai ocorrer”, justificou. “Poderemos estar estagnados ou crescer. Os prejuízos poderão ser maiores”, avisa Mainardi.

O alarme se volta para o efeito no PIB gaúcho, que, segundo Ivar Pavan, titular da pasta de Desenvolvimento Rural, que tem 40% da receita associada ao agronegócio e sua cadeia de produtos, como a agroindústria. Mainardi e Pavan informaram que está sendo fechado um programa de ações, com medidas para garantir irrigação, mas que terá efeitos somente na próxima safra. Em 2011, a alta de 5,7% estimada para o PIB gaúcho foi alimentada principalmente pela supersafra. A receita do agronegócio cresceu 18,8%.

Pavan quer assegurar milho para a alimentação dos animais. O pedido já foi feito ao Ministério da Agricultura. A meta é obter 2 milhões de toneladas, que é a conta da perda, com outros estados produtores. O secretário ligado ao setor da agricultura familiar espera que o governo atenda ao pedido de subsídio para reduzir o custo com frete, além de adotar preços mais baixos que os de mercado. A medida beneficiaria as cadeias de frango, suínos e leite. O Estado poderá mexer na carga tributária do ICMS sobre o transporte para diminuir os custos finais. “Podemos fazer isso, só precisamos que o governo federal se posicione e diga que vai ajudar”, garantiu Pavan. “A presidente Dilma já disse que a agenda da seca no Estado é com ela.”

Outra preocupação é o endividamento dos produtores que não têm seguro da safra. No milho, os detentores de Pronaf, que respondem por 50 mil contratos com o Banco do Brasil (maior parte das operações) que somam R$ 280 milhões, têm a cobertura. Já dos outros 2 mil contratos da agricultura empresarial, cerca de R$ 180 milhões, 70% têm seguro. Na soja, a situação é mais frágil. Dos R$ 780 milhões de financiamento dos produtores não familiares, 36% estão sem a proteção. Já a clientela do Pronaf, que soma R$ 200 milhões, terá parte dos prejuízos cobertos.

(Fonte: Jornal do Comércio - http://jcrs.uol.com.br/site/)

(Fonte: Jornal do Comércio - http://jcrs.uol.com.br/site/)

Autor: Patrícia Comunello
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=83951

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Written by onyxlorenzoni

janeiro 13, 2012 às 10:53 am

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