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#Desgoverno #Dilma: País sem ciência e tecnologia, é país sem soberania.

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Sustentabilidade só existe com desenvolvimento local de ciência e tecnologia. Nossos cientistas estão na rua da amargura, sub remunerados e com dificuldade de encontrarem mão de obra e recursos para as suas pesquisas no Brasil. Já importamos cientistas e pessoal de áreas técnicas dentro das grandes empresas como Petrobrás. A formação acadêmica no Brasil se esquece que a grande diferença entre o ensino médio e o ensino de graduação é a PESQUISA CIENTÍFICA. As universidades se multiplicam sem que a pesquisa seja exigência para a implantação de cursos de graduação. País que não desenvolve sua ciência e tecnologia é país sem soberania. Depender da tecnologia vinda de fora para todos os âmbitos do desenvolvimento econômico é estar nas mãos da boa vontade de universidades e governos estrangeiros. Não pesquisamos nem mesmo nossas florestas, a maior parte das pequisas é feita por grupos vindos de fora do Brasil. Não pesquisamos novas tecnologias agrícolas e continuamos nas mãos do que as empresas de soluções agrícolas oferecem para nossos agricultores, por exemplo. Ainda por cima os poucos talentos que temos são levados para outros países atraídos por melhores condições de pesquisa e de remuneração. Estamos formando um país de trabalhadores que operam máquinas que não temos competência para construir. País rico, é país que incentiva sua produção tecnológica e soluções adequadas para sua realidade ambiental e energética. No Rio Grande do Sul temos um exemplo bem vivo que é o plano de irrigação do governo Tarso, que por suas opções tecnológicas tropeça na falta de energia para sua implementação. Haja paciência para tanto desprezo pela ciência.

Presidente de sociedade científica se diz ‘chocada’ com cortes do governo

Orçamento federal reduziu em 22% o orçamento do Ministério da Ciência.
Helena Nader também reclamou do corte de R$ 1,93 bilhão na Educação.

O corte de 22% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi recebido pelos acadêmicos como uma ameaça ao desenvolvimento do País. Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), usou palavras fortes para comentar a decisão do governo federal.

“Nós ficamos chocados. É contra tudo o que a presidenta Dilma tem falado”, afirmou Nader, que é biomédica e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Qualquer que seja a explicação, a SBPC não aceita”.

“Nós ficamos chocados. É contra tudo o que a presidenta Dilma tem falado”, afirmou Nader, que é biomédica e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Qualquer que seja a explicação, a SBPC não aceita”.

A pesquisadora lembrou que a pasta já sofreu um corte semelhante no ano passado, e disse que vários projetos foram afetados. Ela criticou também o corte de R$ 1,93 bilhão no orçamento do Ministério da Educação.

“Cortar em educação e ciência é, na visão da SBPC é dar um tiro no pé”, comparou. Para ela, não investir nessas áreas é optar por uma economia “extrativista, sem inovação”, que não condiz com a posição que o Brasil almeja.

Na quarta-feira, o governo federal anunciou um corte de R$ 55 bilhões no orçamento de 2012. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegou que o corte ajudará o governo a cumprir a meta cheia de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) de R$ 140 bilhões em 2012.

A área de Ciência perdeu uma fatia de R$ 1,48 bilhão dos R$ 6,7 bilhões previstos.

‘Linha de montagem’

Na visão da cientista, o progresso econômico depende do desenvolvimento tecnológico e do domínio do conhecimento. “É uma linha de montagem que começa na educação pré-básica”, expressou, insatisfeita com os cortes na educação.

“Podemos ser a sexta economia do mundo, mas estamos anos-luz atrás da Inglaterra em ciência”, ironizou, em referência à notícia de que o Brasil ultrapassou o Reino Unido e assumiu a sexta posição no ranking do produto interno bruto (PIB).

“Eles têm escola pra todo mundo, ciência, tecnologia e inovação”, completou Nader, na comparação. O Brasil ocupa a 13ª posição na lista de artigos científicos produzidos por país.

No ponto de vista da pesquisadora, o investimento em ciência deve partir necessariamente do governo. “Ou é uma política de estado, ou o Brasil não vai sair do mesmo”, alertou. Segundo ela, os cofres públicos são a maior fonte de investimento em ciência nos principais produtores de conhecimento do mundo.
Nader lembrou ainda que Dilma escolheu a ciência como uma das prioridades de seu governo, quando se elegeu. “Nós estamos perguntando onde está essa prioridade”, questionou a presidente do SBPC.

Ela falou ainda sobre a intenção de Dilma de fornecer bolsas de estudo no exterior e repatriar pesquisadores brasileiros que trabalham em instituições estrangeiras.
“Se eu digo que quero trazer os cérebros de volta, não posso sinalizar um corte no orçamento do que é o futuro do Brasil”, ponderou Nader. Segundo ela, os pesquisadores que voltam “voltam porque acreditam que podem mudar esse país, mas está difícil, está muito difícil”.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/02/presidente-de-sociedade-cientifica-se-diz-chocada-com-cortes-do-governo.html

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