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#Bibliotecas: onde estão os leitores?

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Mark Twain, autor norte americano, dizia que o homen que não lê bons livros, não tem vantagem nenhuma sobre o que não sabe ler. Nossos futuros homens e mulheres estão trilhando o caminho do analfabetismo funcional, ou ainda de um tipo de analfabetismo da disfunção literária. Como mostra o gráfico publicado ontem no portal G1 existe um decréscimo nos níveis de interesse por leitura de nossos jovens. O dado é um resultado direto da qualidade da educação a que os jovens são submentidos no Brasil e ao conjunto de políticas culturais e educacionais que ao invés de fomentarem o hábito da leitura a tornam em algo cada vez mais distante do jovem brasileiro. Preço dos livros, títulos a disposição do leitor, currículos escolares e a forma como o hábito da leitura é abordado dentro da sala de aula estão entre os fatores que explicam este decréscimo. Como dizia o saudoso Monteiro Lobato, autor de histórias infantis que fizeram fãs no Brasil inteiro, “Um país se faz com homens e livros.”  (Gráfico do g1.globo.com)

(abaixo transcrita a reportagem publicada no jornal Zero Hora)

Bibliotecas públicas: onde estão os leitores?

Pesquisa mostra que 75% dos brasileiros nunca entraram numa biblioteca. Em Porto Alegre, porém, os empréstimos de livros aumentaram desde o ano passado

Um livro quando é bom, nunca esgota o que tem a dizer, abrindo-se para novas leituras e releituras. Mas, e quando não há leitores? É a pergunta que fica após a divulgação da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil do Instituto Pró-Livro.

Pesquisa mostra que bibliotecas, como a do Trensurb, são pouco frequentadas. (Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS)

O estudo, divulgado ontem, afirma que 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca – mesmo sabendo que existe uma em sua cidade e que tem fácil acesso a ela.

– Causas da falta de interesse

De acordo com o levantamento, realizado entre junho e julho de 2011, o brasileiro lê em média quatro livros por ano.

Formada em Biblioteconomia, a diretora da Biblioteca Pública Estadual (BPE), Morgana Marcon, diz que são várias as causas que explicam o elevado índice de pessoas que não têm o hábito e o prazer de ler, sem precisar comprar o livro.

– Isto é fruto de uma longa história, que começa com as bibliotecas de escolas mal preparadas, com acervos reduzidos, além do despreparo de professores e da falta de incentivo à leitura dentro da própria família – afirma.

A BPE está funcionando temporariamente na Casa de Cultura Mario Quintana, por causa da restauração do prédio histórico, no Centro.

Leitura em alta

Ao consultar o movimento nas bibliotecas públicas em Porto Alegre, porém, o Diário Gaúcho constatou justamente o contrário. O número de livros retirados aumentou (veja quadro).

Responsável pela Livros sobre Trilhos, a biblioteca da Trensurb, Mário Ferreira não tem do que se queixar. Por mês, são feitos cerca de 800 empréstimos para um público que, em sua imensa maioria, é feminino e está na faixa dos 20 aos 40 anos.

– Temos 2.535 sócios, basicamente mulheres. Poucos homens vêm retirar livros aqui – revela Mário.

FREQUENTADOR ASSÍDUO

Sócio há dez anos da Biblioteca Pública do Estado e leitor de seis a sete livros por mês, o cirurgião dentista Leo Horn, 62 anos, é um exemplo a ser seguido. Ontem, após devolver dois livros, postou-se em frente às estantes para escolher outro título para devorar. Para este amante dos livros, a leitura é um hábito que ele jamais irá perder.

– Sou eclético, leio até bula de remédio. Mesmo quando não gosto, vou até o fim – brinca Leo.

Ele explica que, apesar de ler de tudo, sua preferência é por livros de contos e romances.

Fala, povo! Você frequenta bibliotecas públicas?

– Quando meus filhos estudavam, eu ia retirar livros para ler. Agora não tenho mais tempo. Leio à noite jornais, as notícias do dia. Mas sinto falta de ler livros.

Regina Gomes Soares, 50 anos, doméstica

– Quando eu era mais nova, ia na biblioteca da escola. Gosto de ler, mas prefiro até comprar para ter em casa. Agora, tenho filho para criar e estou procurando emprego.

Caroline Maldonado, 22 anos, auxiliar de serviços gerais

– Eu frequentava sim, para fazer trabalhos escolares, pesquisas sobre assuntos variados e retirava livros de História. Faz um ano que fui pela última vez.

Leandro Donato, 20 anos, estudante de Direito

Onde ler na Capital

Bibliotecas públicas do município

– Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, no Centro Municipal de Cultura Erico Verissimo, na Avenida Erico Verissimo, 307. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábado, das 14h às 16h.

– Existe uma unidade da biblioteca na Restinga, na Rua Antônio Rocha Meirelles, 50. De segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 13h30m às 17h.

– Exige RG ou certidão de nascimento. A da Restinga pede também duas fotos 3×4 (ou cópias).

Bibliotecas públicas do Estado

– Biblioteca Pública Estadual: está temporariamente na Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736, térreo, terceiro e quinto andares). Na segunda-feira, das 14h às 19h. De terça a sexta-feira, das 9h às 19h, e, aos sábados, das 14h às 18h. Cobra taxa anual de R$ 5. Site: http://www.bibliotecapublica.rs.gov.br

– Biblioteca Lucília Minssen, no quinto andar da Casa de Cultura Mario Quintana, na Rua dos Andradas, 736, Centro. De terças a sextas-feiras, das 9h às 18h30min. Sábados e domingos das 14h às 18h.

– Biblioteca Pública Leopoldo Boeck, na Rua República do Peru, 398, Bairro Jardim Sabará. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30min.

– Biblioteca Pública Lígia Meurer, na Rua Câncio Gomes, 786, Bairro Floresta. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

– Biblioteca Pública Romano Reif, na Praça Largo da Bandeira, 64, Bairro IAPI. De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

Biblioteca da Trensurb
– Livros sobre Trilhos, fica na Estação Mercado (entrada pela Avenida Júlio de Castilhos, no Centro). De segunda a sexta-feira, das 11h às 20h. Exige cópias de RG, comprovante de residência, CPF e uma foto 3×4.

Sem medo de ler

Uma boa leitura. Eu sei, tem gente para quem essa frase soa como tortura, quase um palavrão. Acredite, não é. Você conhece novos mundos, personagens, histórias diferentes e maravilhosas – ou, para quem gosta, até de arrepiar os cabelos.

Para começar, jogue longe a ideia de que é preciso começar com um livro denso, “difícil”. Escolha um tema do qual você goste: pode ser um romance, daqueles bem água com açúcar, ou até um faroeste. O importante é dar o primeiro passo (eu comecei bem guri, lendo gibis).

Vá com calma, aprecie cada página, releia, se precisar. Vá fundo, sem medo.

Para quem quer começar, deixo algumas sugestões: para a gurizada, a série Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan. E, para os adultos, nada como boas histórias de crime. Confiram O Silêncio da Chuva, de Luiz Garcia-Roza, um dos oito livros narrando as investigações do delegado Espinosa, no Rio de Janeiro.

Autor: EDUARDO RODRIGUES – eduardo.rodrigues@diariogaucho.com.br
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/03/bibliotecas-publicas-onde-estao-os-leitores-3710185.html

(Fonte: Facebook de Fernando Portugal)

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Uma resposta

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  1. Reblogged this on ebookpessoal.

    luizfabiorodriguescruz

    julho 3, 2012 at 4:25 am


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