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#DESINDUSTRIALIZAÇÃO: #Indústria brasileira cresce menos que a média mundial

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Os impostos mais altos do mundo, muita burocracia para produzir e exportar, dificuldade de conseguir crédito com juros razoáveis, regras trabalhistas engessadas, é a própria FÓRMULA DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO.

Como a indústria está acabando no Brasil…

O mais novo “pacote de bondades” da presidente Dilma Rousseff para socorrer a indústria nacional, apresentado na última quarta-feira como a 2ª etapa do programa Brasil Maior, deixou muito a desejar. Trata-se mais uma vez de medidas paliativas, pontuais, sem qualquer novidade relevante para o fortalecimento da produção nacional.

A desoneração da folha de pagamento, tal como apresentada, é quase uma piada. O governo ampliou de quatro para 15 o número de segmentos da economia agraciados com o suposto estímulo, gerando um alívio tributário de R$ 3,1 bilhões. Mas, quantitativamente, esse valor representa somente um dia de arrecadação federal. Inócuo!

Dá com uma mão e tira com outra

No entanto, para compensar a perda de receitas, o governo anunciou incentivos com uma mão para preservar a arrecadação com a outra. O governo aumentará o PIS/COFINS sobre produtos importados, além de elevar os impostos que incidem sobre as chamadas bebidas frias (águas, cervejas e refrigerantes).

Todos iguais perante a lei

É correto o Estado selecionar, arbitrariamente, os setores que vão ser agraciados com benefícios fiscais, enquanto outros terão impostos aumentados para pagar parte da conta? Beneficiar uns, e onerar outros no mínimo quebra a isonomia, que é a idéia de que todos são iguais perante a lei, no Brasil não, alguns são mais iguais que outros que pagam mais impostos.

O fim da indústria nacional é próximo…

A verdade é que, enquanto o governo só se preocupa em promover medidas de expansão de crédito ao consumidor, a indústria definha a cada dia. Segundo o IBGE, o setor industrial acumulou perda de 3,4% nos dois primeiros meses de 2012.

O industrial brasileiro tem que lidar com uma pesada carga tributária, além de uma legislação trabalhista que engessa as relações de trabalho fugindo ao “racional” quando comparada a qualquer país desenvolvido.

A falta de investimentos em infraestrutura (que o PAC está a nos luz de resolver) dificulta a operação da logística, gerando deficiências em setores como comunicação, energia e mão de obra qualificada.

(abaixo segue a reportagem publicada no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO)

Indústria brasileira cresce menos que a média mundial

Apesar da crise, a produção industrial mundial cresceu em nédia 18 vezes mais rápido que a expansão manufatureira no Brasil. A constatação faz parte dos dados divulgados por uma das mais renomadas entidades de pesquisa, o Escritório Holandês de Análise de Política Econômica, referência para a coleta de dados de algumas das principais organizações internacionais.

Em 2011, a produção industrial brasileira cresceu apenas 0,3%, com o governo alegando que a recessão nos países ricos e a moeda valorizada foram principais motivos da estagnação.

Mas, enquanto a taxa brasileira revela uma situação desconfortável, o restante do mundo conseguiu um certo crescimento. No ano passado, a média da produção industrial mundial cresceu 5,4%. A taxa é a metade do crescimento de 2010 e foi afetada pelo retorno da turbulência mundial e da recessão europeia.

Ainda assim, a média mundial e também a da Europa – que mesmo afetada pela crise subiu 3,7% – superaram em muito o desempenho brasileiro.

Os resultados no Brasil acabaram prejudicando toda a América Latina, que teve expansão da produção industrial de apenas 2,5% no ano, menos da metade da taxa média mundial.

Em 2010, a região já havia crescido menos que a média mundial. Mas os números eram próximos. Agora, com os resultados brasileiros, a distância entre a América Latina e o resto do mundo se amplia e apenas a África tem taxa inferior.

A constatação é de que a indústria latino-americana está em crise e não tem conseguido acompanhar nem mesmo o ritmo de crescimento do setor manufatureiro da Europa. Teve no ano que passou uma expansão que é apenas um quinto do ritmo asiático.

Entre os países ricos, o Japão foi o único que teve taxa inferior à da América Latina, com queda de 3,5% causada pelo tsunami e o desastre nuclear de Fukushima.

A expansão da América Latina foi de apenas um quinto do crescimento da Ásia , com 10,9%. Entre os emergentes, o crescimento do setor industrial foi de 8,4%.

Se a entrada de recursos no continente e os lucros com a venda de commodities são destaques, o setor industrial não vive a mesma situação. A América Latina conseguiu ter crescimento ainda inferior ao da Europa e dos Estados Unidos, onde a indústria evoluiu 4,1% ante 2010.

Recessão. O segundo semestre de 2011 chegou a apresentar contração real da indústria latino-americana. Depois de crescer 0,1% no segundo trimestre, o setor acumulou perdas de 0,4% entre julho e setembro de 2011 e outros 0,7% de queda entre outubro e dezembro. O resultado só não foi pior que a queda de 6,7% na produção industrial da região em 2009, pior ano para a economia mundial em sete décadas.

Autor: JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,industria-brasileira-cresce-menos-que-a-media-mundial-,858823,0.htm

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