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DIREITOS DA CRIANÇA TAMBÉM SÃO #DIREITOSHUMANOS

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O gosto pelos estudos e pelo hábito da leitura começa na pré-escola. Como a pré-escola é praticamente abandonada pelos governos no Brasil temos baixos índices de rendimento nos anos posteriores. Ou damos mais atenção a educação infantil, pré-escolar e nas creches ou continuaremos em um país com baixo rendimento escolar.

“Não é possível fazer da questão dos direitos humanos uma ‘arma’ de combate político-ideológico”, pasmem esta frase foi dita pela presidenta coniventa Dilma Roussef, afirma o Estadão.

Vamos falar de DIREITOS HUMANOS, no Brasil, como sugere nossa “presidenta coniventa”, segundo a reportagem do Estadão (abaixo transcrita na íntegra). Muito longe de Guantánamo, e mais distante ainda de Cartagena de Índias (paraíso de luxo na costa Colombiana onde acontece o encontro das Américas, que reúne chefes de Estado de países americanos) justamente aqui no Brasil nossas crianças estão quase completamente desassistidas pelos governos. De 0 a 3 anos somente uma média de 11%  das crianças consegue vaga em uma creche. Só no Rio Grande do Sul mais de meio milhão de crianças até 6 anos está fora da creche.

As creches brasileiras foram destacadas em um recente estudo do Banco Mundial por sua falta de QUALIDADE, falta de currículo e de instalações adequadas. A qualidade da educação pré-escolar é apontada em várias estudos como determinante do sucesso nos anos posteriores da educação, o investimento em educação pré-escolar é indicado como o MELHOR investimento que os governos podem fazer para evitar a criminalidade, a gravidez na adolescência e a evasão escolar, de acordo com o prêmio Nobel de economia, James Heckman, em seu premiado ensaio chamado “Argumentos econômicos para investir na saúde do aprendizado de nossas crianças”.

A secretária de Direitos Humanos, Ministra Maria do Rosário, IGNORA o fato de que DIREITOS DA CRIANÇA também são direitos humanos, e que nossas crianças de 0 a 6 anos não recebem a assistência devida que é um compromisso do governo Brasileiro firmado na Constituição Federal e em pactos internacionais de Direitos Humanos, como o Pacto de San José de Costa Rica.

Em muitos casos no Brasil as crianças são as vítimas mais penalizadas da nutrição inadequada, da falta de qualidade escolar, da falta de assistência médica e da falta de suporte as mães que precisam trabalhar para sustentar seus lares. Em quase todos os grandes centros urbanos brasileiros, como Porto Alegre, mais da metade dos lares são sustentados por mulheres, e muitos outros tem nas mulheres líderes familiares e comunitários que trabalham para educar e alimentar crianças de 0 a 6 anos de idade. Existem milhões de casos em que as condições as quais as crianças são submetidas VIOLAM DIREITOS HUMANOS.

É fundamental lembrar as nossas mulheres que estão na liderança política deste país: DIREITOS DA CRIANÇA TAMBÉM SÃO DIREITOS HUMANOS, e estão entre os mais violados no Brasil, e que das 6427 creches prometidas em palanque pela “presidenta” NENHUMA saiu do papel até agora.

(abaixo segue a transcrição da reportabem publicada no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO)

Nos EUA, Dilma marca posição pró-Cuba

No encontro que terá hoje com Obama, presidente avisará que próxima Cúpula das Américas ‘será a última’ sem o país caribenho

Na conversa reservada que terá hoje com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff marcará posição em defesa de Cuba. Em um jogo combinado com outros países do continente, Dilma avisará que “esta será a última Cúpula das Américas sem a participação de Cuba” porque, caso a situação não mude, o próximo encontro, em 2016, ficará completamente esvaziado.

A 6.ª Cúpula das Américas ocorrerá na cidade colombiana de Cartagena de Índias, nos dias 14 e 15, pouco depois de Dilma voltar da viagem aos EUA. Sob embargo econômico norte-americano, Cuba foi, mais uma vez, excluída da reunião continental. Em sinal de protesto, o presidente do Equador, Rafael Correa, já anunciou que não participará do encontro na Colômbia.

Na conversa com Obama, Dilma pretende antecipar a posição unificada que o Brasil e outros países do bloco mais alinhado à esquerda pretendem levar à Cúpula das Américas. Pelo roteiro acertado até agora, os governantes de 12 dos 34 países convidados para o convescote de Cartagena farão declarações de repúdio à falta de assento para Cuba no evento.

Na prática, Dilma quer arrancar de Obama, neste ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos, o compromisso político de que o governo americano vai restabelecer relações com a ilha governada por Raúl Castro, irmão e sucessor de Fidel Castro no comando do país. Obama é candidato a um segundo mandato pelo Partido Democrata. Os comentários de Dilma, porém, devem ser feitos na conversa a portas fechadas, e não na declaração ao lado de Obama, na Casa Branca. Dilma não tem intenção de pôr Obama numa saia-justa nem de tocar na questão da violação dos direitos humanos em Cuba.

Quando visitou Havana, em janeiro, Dilma criticou os EUA e disse não ser possível fazer da questão dos direitos humanos uma “arma” de combate político-ideológico. “Se vamos falar de direitos humanos, nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos e a respeito de uma base aqui chamada Guantánamo”, afirmou Dilma, na ocasião, numa referência à prisão mantida pelo governo americano na ilha.

Flórida. Dilma também ouviu apelos de empresários para questionar Obama sobre a constitucionalidade de uma lei aprovada na Flórida que pune empresas com relações comerciais com Cuba. Pela nova lei, companhias com negócios na ilha não podem ter grandes empreendimentos na Flórida. A retaliação atinge em cheio as empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht, que toca a obra do Porto de Mariel, em Cuba. Trata-se do principal empreendimento de infraestrutura realizado atualmente ali, com financiamento de US$ 683 milhões do governo brasileiro – 85% do valor total.

Depois que a lei foi aprovada no Congresso da Flórida, Dilma recebeu várias reclamações de empresários que mantêm negócios tanto nos EUA quanto em Cuba. Eles querem que Dilma pergunte a Obama até que ponto o Estado pode legislar sobre questões de relações internacionais.

Cachaça. O único acordo comercial da visita oficial de Dilma aos EUA será o reconhecimento da cachaça como produto exclusivamente brasileiro. A bebida deixará de chegar ao mercado americano como uma espécie de rum. A contrapartida será o ingresso no Brasil do bourbon, o uísque de milho, como bebida típica dos EUA e não mais como Scotch. Outros cinco acordos menos pitorescos serão firmados em diferentes áreas, além de 14 em Educação.

Dilma se reúne hoje de manhã com Obama na Casa Branca e, após o almoço, participa do encerramento do Foro de Altos Executivos EUA-Brasil. À tarde ela encerra o seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século 21 e, depois, se reúne com empresários norte-americanos. À noite, jantará com o embaixador do Brasil nos EUA, Mauro Vieira.

Autora: VERA ROSA, ENVIADA ESPECIAL / WASHINGTON – O Estado de S.Paulo

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nos-eua-dilma-marca-posicao-pro-cuba-,858782,0.htm

Links relacionados:

https://blogdoonyx.wordpress.com/2012/03/30/meio-milhao-de-0-a-6-fora-de-creche-e-pre-escola-no-rs/

http://en.wikipedia.org/wiki/James_Heckman

http://www.childrenofthecode.org/interviews/heckman.htm

 

 

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