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Honorários do advogado de Cachoeira: quem pagou os 15 milhões? Quando? Como? Por que? @EXAME_politica

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Marcio Thomaz Bastos participou do governo Lula, é interessado direto no “silêncio” de Cachoeira, e já foi articulador de outros abafões, como o caso do pagamento no exterior do publicitário Duda Mendonça. É vergonhoso ver alguém que ocupou o cargo de Ministro da Justiça ao lado de um marginal, contraventor e corruptor de autoridades. Claro que o direito de AMPLA DEFESA é inalienável, e Carlos Augusto Ramos tem se utilizado amplamente deste direito. Mas isto não tira o direito dos analistas, comentaristas políticos e de toda a opinião pública de considerar condenável a atitude deste que foi Ministro da Justiça, que teve, portanto, acesso a informações privilegiadas, e que por uma questão de CONFLITO DE INTERESSES não poderia fazer diretamente a defesa de Cachoeira. Mas no país onde ministros de estado aumentam seu patrimônio, em até 20x, com “consultorias” que nada mais são do que balcões negócios com tráfico de influências e isto é considerado legal e sem efeitos para a bom andamento da administração Federal, é por que estamos com graves e profundas distorções éticas e morais entre os ocupantes dos altos cargos da gestão Federal.

MPF pode apurar honorário de advogado de Cachoeira
Justiça quer investigar a origem dos recursos que Carlinhos Cachoeira paga Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça

Porto Alegre – O procurador da República Manoel Pastana, lotado em Porto Alegre, pediu ao Ministério Público Federal de Goiás que investigue a origem dos recursos que o contraventor Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vai pagar ao ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos para defendê-lo.

Na representação encaminhada a Goiânia, Pastana sustenta que “o Dr. Bastos, assim como toda a sociedade brasileira, sabe que Cachoeira não tem condições de pagar honorários elevados com renda lícita; logo, é de se presumir que os recursos foram obtidos por meio criminoso, o que atrai a aplicação do tipo que pune a receptação culposa”, referindo-se ao valor de R$ 15 milhões, divulgado pela imprensa, que o contraventor estaria pagando ao advogado.

Para Pastana, o recebimento dos honorários em tais circunstâncias é ilegal por configurar, em tese, ilícito penal. O procurador da República ressalta que, ao receber tais recursos de Cachoeira, Bastos pode estar praticando ilícitos como ocultar ou dissimular a natureza, origem localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime.

Bastos reagiu divulgando uma nota à imprensa, em que “repudia as ilações de um procurador regional da República no Rio Grande do Sul, por estar defendendo um acusado em caso de grande repercussão nacional”. O ex-ministro considera a iniciativa de Pastana “um retrocesso autoritário incompatível com a história democrática do Ministério Público” e afirma que “esse procurador confunde deliberadamente o réu e o advogado responsável por sua defesa, abusando do direito de ação”.

Bastos sustenta ainda que “os honorários profissionais remuneram o serviço de advocacia que está sendo prestado e seguem as diretrizes preconizadas pelo Código de Ética da Advocacia e por outras leis do País”. Ao final, reitera que “causa indignação a tentativa leviana de intimidar o advogado para cercear o direito de defesa de um cidadão”.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/mpf-pode-apurar-honorario-de-advogado-de-cachoeira

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Written by onyxlorenzoni

junho 4, 2012 às 5:54 pm

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