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#EDUCAÇÃO: o que falta para nossos alunos é o mais básico, bom ensino fundamental e de pré-escola.

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Será que os alunos gaúchos estão preparados para aproveitar as chances de estudar de graça nas melhores universidades norte-americanas?
Gilberto Dimenstein, ao mostrar as enormes possibilidades de formação de alunos pela internet arrastam o debate sobre a educação brasileira para o foco certo: aa educação básica, na infância. Aprender a escrever, fazer contas, expressar-se em sua língua nativa e em nível básico em uma estrangeira, descobrir vários esportes, aprender a importância do trabalho em equipe e onde encontrar respostas na internet, são desafios da educação básica, que vai da creche e pré-escola até os últimos anos do ensino fundamental. O que mais diferencia os alunos no Brasil é o ensino básico, e a pré-escola. Seja pela falta de inclusão das crianças brasileiras na atividade pré-escolar, seja pela falta de qualidade na educação dada nestes anos iniciais.
James Heckman ganhador do prêmio Nobel de economia de 2000 escreve o texto chamado “Argumentos para que o Governo Invista na Educação das Crianças”, onde o premiado pesquisador prova matematicamente que cada dólar investido na educação infantil economiza dezenas de dólares para os governos em programas de combate a criminalidade, de apoio a mães adolescentes, de reabilitação de drogados, de combate ao tráfico de drogas, de combate ao desemprego.
Este renomado economista da Universidade de Chicago, em sua pesquisa, acompanhou o desenvolvimento, até a idade de 40 anos, de alunos egressos de programas de educação pré escolar do governo Norte Americano. Os alunos que tiveram educação pré-escolar apresentaram melhores resultados na ensino primário e médio, menos envolvimento com drogas, menores índices de gravidez na adolescência e menor percentual de envolvimento com crimes.
A realidade do Estado do Rio Grande do Sul é preocupante; as estatísticas oficiais nos contam que mais de 500 mil crianças de 0 a 6 anos não tem acesso a creche nem a pré-escola. Ao lado deste problema a vida como ela é nos mostra que na periferia das cidades gaúchas mais de 60% da renda colocada dentro de casa é proveniente do trabalho da mulher, que além de mãe, muitas vezes é pai e provedora. A constituição obriga as prefeituras a cuidarem das crianças, mas como os números demonstram as prefeituras não estão atendendo aquilo que é sua obrigação.
Só 18% das crianças brasileiras têm acesso à creche, muitas vezes de baixa qualidade e superlotada. Não existe formação específica entre a imensa maioria dos recreadores infantis, isto segundo o relatório do Banco Mundial do início deste ano sobre a educação infantil no Brasil, o relatório destaca a falta de qualidade na educação pré-escolar.

Vamos precisar de tantos professores?

por Gilberto Dimenstein da Folha de São Paulo

Já estão abertas as inscrições para qualquer estudante de qualquer parte do mundo estudar, sem pagar nada e ganhar certificado, em três das melhores universidades do mundo: MIT, Harvard e Universidade da Califórnia (veja aqui ).

Na Universidade da Califórnia –a melhor universidade pública dos Estados Unidos– pode-se fazer, por exemplo, um curso de inteligência artificial.

O interessante é que as três universidades se juntaram numa mesma plataforma (EDX) para descobrir como aprimorar o ensino a distância. Ou seja, é um laboratório. Cerca de 120 universidades já se dispuseram a entrar no projeto criado por Harvard e MIT.

Outra instituição de ponta, Stanford, também juntou uma série de universidades de excelência acadêmica (leia mais aqui ).

Aqui vai minha resposta para a pergunta do título da coluna. Com tanta informação disponível e tanta inovação, vamos precisar cada vez mais de bons professores, que saibam ensinar e pesquisar.

Mas teremos uma ótima solução contra os professores medíocres que, tenho certeza, não serão melhores (nem de longe) do que as plataformas digitais, oferecendo recursos interativos.

Ainda mais porque novos produtos, baseados no chamado ensino adaptativo, sabem o que o aluno deixou de aprender e dão orientações como se fossem um professor particular.

Tudo isso é muito mais barato ou mesmo está de graça.

Infelizmente somos uma nação que apenas uma minoria entende inglês. Então vai uma dica lançada pelo site Universidade: 101 links para se aprender uma língua (a lista aqui ).

Daí se entende, em parte, por que o ex-engenheiro do ITA, Carlos Souza, que está traduzindo muitos desses cursos para português, está liderando a votação do prêmio Cidadão Sustentável na categoria tecnologia de comunicação, criado pela Rede Nossa São Paulo. Logo depois dele, Thiago Feijão, que coloca vídeos na internet para ensinar ciências. Mais detalhes aqui ).

Autor: Gilberto Dimenstein

Fonte: Folha on-line

Link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/1125528-vamos-precisar-de-tantos-professores.shtml

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