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#DesGoverno: Sem etanol e com consumo em alta, importação de gasolina cresce 315%

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O volume de importação da gasolina sobe mais de 300%. Para o governo é mais fácil importar combustível do que incentivar a agricultura brasileira? Parece que é isso que pensa a presidenta incompetenta. O preço mundial do açucar aumenta e por isso vale mais a pena exportar açúcar. Mas na verdade o que falta é PLANEJAMENTO do governo para incentivar uma produção que atenda a demanda. Mas o governo caminha no sentido contrário, prefere desabastecer o mercado brasileiro, o que aumenta o valor do combustível aumentando, assim, o valor arrecadado com impostos. O ProAlcool, programa pioneiro no Brasil iniciado pelo presidente João Batista Figueiredo foi um exemplo para o mundo. Hoje o mercado que mais cresce no mundo automobilístico é o do combustível de fonte renovável, e o Brasil, que já foi pioneiro, anda da contramão. Este é o governo da “Presidenta arroganta” que anda para trás e não consegue nem planejar uma safra, quem dirá uma estratégia energética, assim como seu predecessor. A bem da verdade um país da dimensão do Brasil e com as possibilidades de cultivo agrícola de nossas terras jamais precisaria importar um litro de combustível. Os miltares, que tem muito preparo estratégico, capacidade crítica e de planejamento, já sabiam disso nos anos 70. O etanol brasileiro poderia ser produzido a partir de arroz, de raízes como inhami e mandioca, a partir de cenoura, de batata, as fontes vegetais que se prestam para produzir o etanol poderiam ser diversificadas, isto colocaria toda a agricultura brasileira em um patamar estratégico ccomercial bem mais interessante. As regiões poderiam produzir etanol a partir de matrizes mais adaptadas as suas condições climáticas e de solo, e se poderiam replicar centenas de milhares de microdestilarias por todo o imenso interior do Brasil. Mas os pífios conceitos que norteiam o atual governo o fazem preferir a especulação no mercado mobiliário com notícias sobre o pré-sal, e o que fica salgado mesmo é o preço do combustível para o consumidor final, que paga a conta pela perda de norte em nossas estratégias energéticas.

Para evitar um colapso no mercado doméstico, Brasil é obrigado a fazer compra recorde de combustível no exterior por US$ 1,4 bilhão

O Brasil está batendo recordes na importação de combustível. Sem etanol suficiente, produção de gasolina estagnada e consumo em alta, o País foi obrigado a elevar as compras externas para evitar um colapso no mercado doméstico. Só neste ano (até maio), o volume de gasolina importada cresceu 315%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As operações custaram cerca de US$ 1,4 bilhão. O valor representa 83% dos gastos realizados em todo o ano de 2011, quando as importações já haviam crescido 332%. Por enquanto, não há expectativa de mudança no cenário. Pelo contrário. O ritmo de importação deve continuar em alta, pelo menos, até o ano que vem. Depois, o crescimento deve se acomodar. A previsão de especialistas é de que as importações se estabilizem num nível elevado.

A solução do problema, porém, deve demorar a chegar, e depende de uma série de fatores, como a entrada em operação das refinarias da Petrobrás e a definição sobre o papel do etanol na matriz energética brasileira. A crise da indústria de cana-de-açúcar, iniciada em 2008 com a quebra do Lehman Brothers, explica uma parte do aumento das importações, destaca o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida.

De lá pra cá, muitas usinas fecharam as portas por causa do elevado endividamento. Quem continuou no mercado pisou no freio e reduziu os investimentos, especialmente na renovação dos canaviais. Resultado: a produtividade caiu e o volume de etanol desabou. Na safra 2011/2012, a produção do biocombustível recuou 17%, algo em torno de 5 bilhões de litros.

Mercado. O setor, que passou os últimos anos trabalhando para liderar a exportação de etanol no mundo, teve de importar 1,45 bilhão de litros de etanol para atender o mercado. “Os estudos da ANP e da Petrobrás previam um aumento na produção de etanol que não se realizou. Isso desmontou o planejamento para a oferta de combustíveis”, explicou Almeida.

Enquanto isso, o consumo de combustíveis não parou de crescer, especialmente porque o governo deu subsídio para a compra do carro zero – de janeiro a junho deste ano, 1,6 milhão de carros novos entraram no mercado. Com o etanol menos competitivo por causa da crise do setor, os motoristas migraram para a gasolina, observa o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. No ano passado, o consumo do combustível subiu em média 19% em relação a 2010 e o etanol hidratado caiu 28%. Neste ano, o uso da gasolina já subiu 11% e o do álcool recuou 14%.

Pires destaca que o consumo de outros combustíveis também cresceu e exigiu volume maior de importação. O consumo de diesel subiu 37% este ano por causa do agronegócio – que sustenta a balança comercial brasileira – e pela expansão da construção civil. Com o aumento de passageiros viajando de avião, o uso da querosene de aviação avançou 17,5%. “Estamos importando cada vez mais todos os tipos de combustível”, critica o diretor do CBIE.

Autor: Renée Pereira,
O Estado de S. Paulo – 30/07/2012
Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/7/30/importacao-de-gasolina-cresce-300-em-5-meses

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Written by onyxlorenzoni

agosto 2, 2012 às 5:43 pm

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