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#CPMI: muito há que ser investigado…#Cachoeira #Cavendish #Delta #DNIT #CampanhaDaDilma

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(Charge do Blog do Mesquita)

É bom lembrar aos pizzaiolos de plantão e aqueles que engrossam o coro da cantores criados a base de pizza que a CPMI enfrenta enormes dificuldades, assim como outras muito bem lembradas por Rabello no artigo abaixo transcrito. Mesmo assim, existe avanço e maior parte deste avanço acontece longe dos holofotes, no intercruzamento dos dados enviados a CPMI. No silêncio do trabalho de equipes técnicas estão sendo elaborados os relatórioes e pareceres dos membros da CPMI do Cachoeira, e eu garanto que estes relatórios tem muitas novidades importantes e que devem ir a público. É claro que muito ainda terá que ser investigado, mas até agora a CPMI consegue mostrar que existe uma relação entre a DELTA e a arrecadação ilegal de recursos para campanhas da Presidente Dilma. Que existe relação entre o crescimento turbinado da DELTA e a inundação de recursos em empresas laranja que estão lavando dinheiro no que considero o maior esquema de desvio de verbas já flagrado no Brasil, que faz o mensalão parecer coisa de trombadinha. A CPMI tem defeitos, e enfrenta dificuldades, mas é a ferramenta que atualmente dispomos para tentar jogar luz sob tenebrosas transações que muitos querem manter na escuridão. A participação da sociedade é fundamental, cobrando, exigindo uma postura mais isenta da presidência da CPMI e exigindo resultados. Muitos desses resultados eu tenho divulgado aqui no Blog e lá na Câmara dos Deputados, só para relembrar: Fernando Cavendish organizou e desenvolveu uma empresa, nos últimos anos, que para termos uma ideia, repassou só para empresas laranja nos últimos quatro anos, estima-se, R$ 420 milhões de dinheiro público. Por que 98,9% do faturamento da Delta é dinheiro do Governo Federal e dinheiro dos Estados, isto é dinheiro público, o que é um fato. Por exemplo, o DNIT, de 2007 para cá, desde que assumo o Sr. Luiz Antônio Pagot, a Delta em alguns anos dobrou e até triplicou seu faturamento. Se juntarmos as maiores empreiteiras do Brasil, Camargo Correia, Andrade Gutierrez, Queirz Galvão, OAS, que não são empresas pequenas, são gigantes não apenas nacionais mas também internacionais,  estas 5 somadas são superadas pela Delta em três vezes no recebimento de verbas do DNIT.  Muito há que ser investigado e minha dúvida é zero de que os que hoje se esbaldam no desvio de recursos públicos vão pagar por seus crimes. A justiça tarda mas não falha!

CPI do Cachoeira frustra terceira tentativa de investigar empreiteiras

A decisão do comando da CPI do Cachoeira de congelar as atividades até o primeiro turno das eleições enterra, na prática, a tentativa de aprofundar as investigações dos laços da construtora Delta com o governo federal. É a terceira vez, em 20 anos, que o Congresso barra o avanço de uma comissão de inquérito que se propôs a investigar as relações das empreiteiras com o poder público.

A primeira tentativa nesse sentido ocorreu em 1993, na esteira da CPI do Orçamento, por iniciativa da deputada Márcia Cibilis Viana (PDT-RJ). A partir de um caderno de anotações de um diretor da construtora Norberto Odebrecht, apreendido pela Polícia Federal, com os nomes de mais de cem políticos ligados à empresa, integrantes da comissão propuseram abrir nova linha de investigação com foco na atuação dos corruptores. Um dos nomes que figuravam no caderno do diretor da Odebrecht era o do próprio relator da CPI, deputado Roberto Magalhães.

Como a CPI do Orçamento não quis aprofundar essa investigação, Márcia Cibilis propôs a criação de uma “CPI mista das Empreiteiras”, ou dos “Corruptores”, a fim de “apurar denúncias de corrupção e suborno na atuação de empreiteiras junto ao setor público”. A comissão chegou a ser criada e ter os integrantes indicados pelos líderes, mas jamais foi instalada. Com o tempo, o foco sobre os empresários diluiu-se ante o início das cassações de deputados, e na sequência, da campanha eleitoral de 1994.

Uma segunda tentativa de investigar as empreiteiras ocorreria dois anos depois, em 1995, por iniciativa do senador Pedro Simon (PMDB-RS), também em decorrência da CPI do Orçamento. O peemedebista queria investigar quais eram as empresas que haviam alimentado os esquemas de PC Farias e dos “anões do orçamento”. No entanto, após a sua criação, o colegiado nunca chegou a ser instalado. Foi esvaziado pelos líderes partidários, que nunca indicaram os seus integrantes.

Durante reunião da CPI na semana passada, Pedro Simon lembrou as tentativas frustradas de investigar os corruptores:
“Há muito tempo, eu sinto a mágoa e o ressentimento de que Câmara e Senado não têm competência e capacidade para buscar o empresário, uma pessoa importante, a figura do corruptor”, desabafou Simon.

“Temos muito peito, até do presidente fizemos o impeachment. Vários senadores, vários deputados, empresário nenhum, banqueiro nenhum”, lamentou o peemedebista.

A suspensão dos trabalhos da CPI do Cachoeira, ainda que temporária, joga uma pá de cal sobre a tentativa de aprofundar a investigação da Delta, porque ainda que posteriormente sejam aprovados novos requerimentos de quebra de sigilos das empresas de fachada ligadas à empreiteira, não haverá tempo hábil para o recebimento das informações. Isso porque a comissão funciona até 4 de novembro, e um acordo firmado entre PT, PMDB, PR e PSDB impede a sua prorrogação.

A suspeita dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) – e que depende de novas quebras de sigilos bancário e fiscal – é que a Delta patrocinaria, junto com Carlos Cachoeira, um esquema de desvio de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de propinas. “Como justificar empresas de fachada, criadas em sua grande maioria a partir de 2008, recebendo significativas somas em períodos próximos a eleições?”, questiona Álvaro Dias.

Um levantamento feito pelo senador tucano, a partir dos dados bancários da Delta nos últimos dez anos, mostra que foram repassados mais de R$ 420 milhões a 18 empresas supostamente fantasmas ligadas à Delta, distribuídas entre cinco Estados (Goiás, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Espírito Santo). As mais favorecidas foram S.P. Terraplenagem Ltda. (R$ 46 milhões), Power To Ten Engenharia Ltda. (R$ 43 milhões), ambas em Santana de Paranaíba (SP) e Adécio & Rafael Construções Ltda. (R$ 37 milhões) em Novo Gama (GO).

O levantamento aponta, ainda, que os repasses a essas empresas dobram nos anos eleitorais. Em 2009, esse valor totalizou R$ 47,9 milhões. No ano seguinte, de eleição presidencial, os repasses subiram para R$ 117,1 milhões.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/cpi-do-cachoeira-frustra-terceira-tentativa-de-investigar-empreiteiras/

Autor: João Bosco Rabello

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Written by onyxlorenzoni

setembro 10, 2012 às 3:51 pm

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