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Lavagem de dinheiro, o buraco no bolso do contribuinte. #Julgamento #Mensalao

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Os brasileiros são o quarto maior grupo de pessoas a depositar em bancos nos famosos “paraísos fiscais”. Certamente os níveis estonteantes de corrupção no Brasil estimulam essa colocação no ranking dos que preferem ter seu dinheiro fora daqui, pagando menos impostos e sendo menos visto pelas autoridades locais. O julgamento da LAVAGEM DE DINHEIRO feita hoje no STF vai virar referência na jurisprudência sobre o assunto.
Os brasileiros, estima o Banco Mundial, tem perto de um trilhão de reais em contas off-shore,  ou seja, quase a quarta parte do PIB do Brasil. Principalmente em setores ligados a concessões públicas, mineração e comunicações, entre outras. Desta forma o Brasil vem se destacando em gerar lucros privados com dinheiro público e vendo substanciais partes destas riquezas serem enviadas para contas em paraísos fiscais, até mesmo pelo pior dos nossos males, o desvio sistemático de verbas públicas.
Abaixo segue a reportagem do Jornal do Brasil sobre o julgamento da lavagem de dinheiro no Mensalão que hoje tem seguimento no STF. 

STF conclui hoje voto sobre 10 réus acusados de lavagem de dinheiro

Após o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, ocuparem dois dias de sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar seus votos sobre o item quatro da denúncia do mensalão, os demais ministros da Corte devem definir nesta quinta-feira o destino de dez réus acusados de lavagem de dinheiro. O prolongamento do julgamento, que já chega à 23ª sessão, deve fazer com que os demais membros da Corte sejam mais breves na análise das condutas dos réus.

No intervalo da sessão de ontem, o presidente da Corte, ministro Ayres Britto, se mostrou favorável à realização de uma sessão extra, às quartas-feiras, para acelerar o julgamento, mas confirmou que a ideia proposta por Joaquim Barbosa ainda não é seguida por todos os ministros. A maior preocupação é que a análise do processo se estenda ao longo do mês de outubro.

Ao consumir toda a sessão de quarta-feira para falar do crime de lavagem, Lewandowski condenou seis acusados e absolveu outros quatro, abrindo uma grande divergência em relação ao voto do relator. O revisor anunciou a absolvição da ex-vice-presidente do Banco Rural Ayanna Tenório – única absolvida por Barbosa – e da ex-gerente financeira da agência SMP&B Geiza Dias, chamada de “mequetrefe” por seu advogado. A mesma justificativa, de falta de provas, foi utilizada para livrar o atual vice-presidente do Rural, Vinícius Samarane. Ele ainda votou pela absolvição do advogado Rogério Tolentino da acusação de lavagem de dinheiro.

A mesma sorte não tiveram os ex-diretores do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado, além do empresário Marcos Valério e seus sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz. O empresário mineiro, apontado pelo Ministério Público como operador do chamado mensalão, foi classificado pelo ministro como “um dos artífices de toda essa trama criminosa”. A ex-diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcelos também não conseguiu angariar a simpatia de Lewandowski em relação ao papel desempenhado no esquema. Para o ministro, ficou comprovado que Simone “distribuía dinheiro vivo, até em quartos de hotéis”, tendo ciência da ilegalidade de seus atos.

A diversidade de posições entre o relator e o revisor chegou a provocar uma tensão durante a sessão. Ao afirmar, em tom acadêmico, que em toda ação penal é preciso levar em conta o contraditório, o revisor provocou a ira de Barbosa, que interrompeu o pronunciamento e vociferou: “Vossa excelência, nos últimos dias, diz uma coisa aqui ou repete o que tem dito nos jornais. Leia o voto. Vamos parar com esse jogo de intrigas”, afirmou Barbosa. Lewandowski respondeu no mesmo tom: “Vossa excelência quer que eu pare de examinar os argumentos da defesa, é isso?”. “Faça seu voto de maneira sóbria, só isso”, completou Barbosa.

A sessão desta quinta-feira terá início a partir das 14h com o voto da ministra Rosa Weber. Depois dela falam, em ordem, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e pelo presidente da Corte, Ayres Britto. Embora os destinos dos réus quanto a acusação de lavagem de dinheiro sejam determinados hoje, até a proclamação do resultado final do julgamento do mensalão, os ministros podem mudar de posição.

Próximas votações

Após ser concluído o voto de todos os ministros sobre o capítulo quatro, o julgamento deve prosseguir com a análise do item seis, no qual são detalhados os saques realizados por políticos no Rural. Serão julgados integrantes do PP, PL, PTB e PMDB, além de membros dos núcleos político, publicitário e financeiro, acusados de corrupção ativa em relação à compra de votos. Entre eles estão José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. O capítulo sete tem como foco os saques feitos no Rural por petistas e pelo ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. O penúltimo capítulo, o oitavo, é dedicado à evasão de divisas e lavagem de dinheiro atribuídas aos publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes.

Por fim, o capítulo dois deverá levar ao plenário do Supremo o ápice do julgamento. É nesse ponto que estão descritas as condutas de Dirceu, Delúbio e José Genoíno, ex-presidente do PT, que resultaram na acusação de formação de quadrilha.

Fonte: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/13/stf-conclui-hoje-voto-sobre-10-reus-acusados-de-lavagem-de-dinheiro/

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Written by onyxlorenzoni

setembro 13, 2012 às 12:25 pm

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