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#BRASIL: como um país rico tem tanta miséria? #IBGE vs. #PIB

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Foto: Gabriel de Paiva / O Globo/Arquivo

Miséria; que é uma forma de exclusão econômica intimamente ligada com falta de oportunidades educacionais; se combate com geração de empregos, com agricultura forte, com redução de impostos, com qualidade na educação e educação profissionalizante de amplo acesso. Mas isto nem de perto é o que o (des)governo Lula/Dilma quer ou sabe fazer. Ao invés vemos a implementação de escandalosos esquemas ligando altos escalões do governo federal com mafiosos e quadrilheiros.  Um exemplo muito claro da falta de compromisso com a extinção do cenário que vemos na foto é a falta de atenção  do (des)governo para uma situação básica, chamada de SANEAMENTO BÁSICO; que no Brasil é uma catástrofe, de acordo com setores do próprio governo. A construção de um sistema de esgotos e de tratamento de esgotos em todo país geraria centenas de milhares de empregos diretos, em todos os níveis, desde os obreiros que trabalham diretamente na instalação de sistemas de saneamento e tratamento de esgotos, até pesquisadores da engenharia de saneamento, de sanitaristas e educadores. É lamentável mas isto está fora de discussão, fora da pauta do governo e de seu rolo compressor no Congresso. Quando se fala em preservar mananciais no Brasil o governo esquece que as 81 maiores cidades do país, com mais de 300 mil habitantes, despejam, diariamente, 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, contaminando solos, o sub-solo, rios, mananciais e praias do país, com impactos diretos a saúde da população. Mas isto sequer é debatido quando se fala em preservação do meio ambiente, que continua sendo contaminado com ou sem o Código Florestal. Código este que está cheio de intenções, menos a de realmente zelar pela preservação das águas, bem nacional, mas sim em contemplar a geração de uma indústria de multas ambientais muito lucrativa, que para existir tem que criminalizar a atividade agrícola, tem que por fora da lei, por exemplo, vinhedos centenários do Rio Grande do Sul, entre outros exemplos de criminalização da atividade rural. Não adianta vir com a balela de que a miséria é histórica e veio com as caravelas Portuguesas. O contexto global de valorização de produtos brasileiros enche o país de recursos, como há muitas décadas não se via. Mas a falta de eficiência para combater pobreza extrema não diminuiu com a abundância de recursos, ao contrário do discurso de palanque, e sabemos bem, propaganda de governos corruptos nunca encheu a barriga de ninguém e muito menos acabou com fome e exclusão econômica aguda. A miséria que não acaba é sintoma direto da miséria moral dos dirigentes do (des)governo.  E, para a total ironia, ainda vemos estes dirigentes em listas dos mais ricos e poderosos do mundo. Parafraseando; país rico é país sem corruptos. Segue a esclarecedora reportagem do jornal O GLOBO sobre os números do IBGE para a miséria no Brasil.

Fim da miséria ainda longe

Pobreza extrema no Brasil caiu só 5,5% de 2009 a 2011 e atinge 8 milhões de pessoas

BRASÍLIA e RIO – O número de miseráveis no Brasil caiu 5,5%, de 2009 a 2011, período que cobre o fim do governo Lula e os primeiros meses do mandato da presidente Dilma Rousseff. Em setembro de 2011, havia no país 8 milhões de pessoas na extrema pobreza, conforme estimativa preliminar informada ao GLOBO pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os dados foram calculados com base na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011), do IBGE. É a primeira pesquisa que vem a público sobre a redução da miséria durante o governo Dilma, que assumiu o cargo com a promessa de erradicar a pobreza extrema até o fim de 2014.

Como utiliza dados de setembro de 2011, a estimativa ainda não capta efeitos do Brasil sem Miséria e do Brasil Carinhoso, programas lançados pela presidente. Mas especialistas acreditam que Dilma corre o risco de terminar o mandato sem cumprir sua principal promessa de acabar com a pobreza extrema.

De acordo com o ministério, o número de miseráveis caiu de 8.520.271, em 2009, para 8.054.775, em 2011, uma diminuição de 465 mil pessoas no universo de extremamente pobres, conforme a Pnad. O governo considera miserável quem tem renda mensal familiar de até R$ 70 por pessoa.

Em números absolutos, mantido esse ritmo, seriam necessários oito anos para fazer cair pela metade o total de extremamente pobres no Brasil. Assim, para conseguir uma queda de 50% em três anos, até 2014, o governo precisaria quase que triplicar a velocidade verificada no biênio 2009-2011.

— A possibilidade existe, mas é remota — diz o administrador Ricardo Teixeira, coordenador do curso de Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas.

Rafael Osório, coordenador de Estudos de Previdência, Assistência Social, Desigualdade e Pobreza do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que a atual rede de proteção social não basta para acabar com a miséria:

— Estamos no rumo certo. O que já foi feito é muito bom, mas não suficiente. Precisamos de mais, como discutir a expansão do Brasil Carinhoso para a faixa de 7 a 14 anos — diz Osório.

Especialistas admitem que é praticamente impossível zerar a pobreza extrema. Situação semelhante ocorre com a mortalidade infantil, pois todos os países registram mortes de bebês. O governo discute a fixação de um percentual residual de miséria, isto é, um patamar “tolerável” que, uma vez atingido, permitiria ao país dar por erradicada a pobreza extrema.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/fim-da-miseria-ainda-longe-6242845#ixzz286Lz4i00
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FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/fim-da-miseria-ainda-longe-6242845

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Written by onyxlorenzoni

outubro 1, 2012 às 10:46 pm

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