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A quem interessa o encerramento da CPMI sem que se possa convocar mais ninguém a depor? #CPI #Cachoeira

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Pizzaiolos de plantão do PT articulam junto a membros do PMDB para tentar amarrar as mãos dos que querem investigar o maior esquema de desvio de verbas já flagrado no Brasil, me refiro ao esquema Cachoeira-Cavendish.

A quem interessa o encerramento da CPMI sem que se possa convocar mais ninguém a depor? A resposta está na ponta da língua e na boca do povo: aos envolvidos. É bom lembrar que o esquema que a CPMI do Cachoeira está trazendo à tona envolve os maiores desvios de verbas públicas já flagrados no Brasil, fazendo o mensalão parecer coisa de trombadinha. Cavendish-Cachoeira operando através da Delta e do DNIT desviaram pelo menos 420 milhões de reais, segundo nossas estimativas, é quase meio bilhão em recursos, em muitas situações estes valores foram respassados a empresas laranja ligadas a Delta. Depois que Luiz Antonio Pagot confessou ter pedido dinheiro para a campanha da Presidente Dilma os partidos ligados a base do governo simplesmente não admitiram mais a possibilidade de que se continuasse ouvindo operadores deste esquema. Muito mais que a disputa de partidos estamos diante da vergonhosa tendência de se querer OCULTAR as tenebrosas transações que acabam enchendo bolsos de pessoas ligadas a altos escalões da administração federal. Onde está a vontade do governo de “faxinar”? Sumiu! As faxinas de Dilma só a interessam quando acontecem no pátio dos seus vizinhos. Mas, em baixo dos seus próprios tapetes ela não quer limpar. O fato é que a CPMI, originalmente feita para atacar a oposição, saiu de controle e acabou atingindo em cheio o próprio Planalto, diante disso a CPMI tem sido objeto de todo tipo de ação para a coibir sua atuação. Segue a reportagem da Folha de São Paulo sobre o acordo que tenta amarrar as mãos dos que querem investigar a corrupção no Brasil.

Acordo encerra CPI do Cachoeira sem investigar políticos

O PT e o PMDB fizeram um acordo para encerrar a CPI do Cachoeira sem levar à frente investigações que poderiam elucidar o envolvimento de políticos no esquema do empresário Carlinhos Cachoeira.

Os dois partidos, que comandam a comissão, temem ser atingidos pela continuidade das apurações da CPI –cujo trabalho será retomado hoje, após um mês paralisado por causa das eleições.

A Folha apurou que o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), já avisou ao partido que apresentará seu relatório final em duas semanas, como estipulado pelo calendário da comissão, mesmo que haja pedidos de prorrogação das apurações.

O relatório não trará novidades ao que já foi investigado pela Polícia Federal nas operações Monte Carlo e Vegas, que focaram os negócios de Cachoeira, e não nos beneficiários de seus recursos, os quais a CPI se propôs inicialmente a identificar.

O esquema, segundo a apuração dos parlamentares da comissão, movimentou cerca de R$ 36 bilhões.

A decisão de Cunha cindiu o PT. “Se o relatório for apresentado a tempo não há porque prorrogar”, defende o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Eu sou totalmente contra encerrar a CPI agora sem concluir as investigações”, discorda o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

A ala petista favorável à prorrogação da comissão quer esticar a sangria política do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), suspeito de beneficiar Cachoeira, e avançar na investigação das ligações de jornalistas com o empresário.

A Folha apurou que o relator age afinado com o Palácio do Planalto, que prefere encerrar os trabalhos a expor o governo a riscos.

O Planalto ficou preocupados com o depoimento à CPI de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit (órgão federal de estradas), que disse ter sido antiético um pedido feito a ele pela campanha de Dilma, em 2010, para listar arrecadadores entre empreiteiras.

Mesmo o indiciamento de Perillo, dado como certo antes do recesso eleitoral, já não era ponto pacífico ontem.

Para livrar o governador, o PSDB aceita deixar de pressionar pela prorrogação dos trabalhos. “Se teve acordo não me consultaram”, disse o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido.

O acordo entre petistas e peemedebistas deve ser o último de uma série de acertos que, ao longo dos trabalhos da comissão, buscaram blindar políticos e empresários.

Para continuar os trabalhos, são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. Se relatório final não for aprovado em duas semanas, os trabalhos serão encerrados sem conclusão.

Hoje, o deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), suspeito de ter recebido favores de Cachoeira, será ouvido pela comissão.

Autora: ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

Fonte: www1.folha.uol.com.br/poder/1166371-acordo-encerra-cpi-do-cachoeira-sem-investigar-politicos.shtml

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Written by onyxlorenzoni

outubro 9, 2012 às 10:36 am

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