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#BRASILsemFORMAÇÃO: O país dos evadidos. @cbonlinedf @correio_web

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(Compartilhada do site humorpolitico.com.br)

A única forma de promover desenvolvimento e inclusão econômica e social é através da educação. Entre os vários gargalos infraestruturais que dificultam o desenvolvimento brasileiro e a inclusão econômica está a educação de baixa qualidade, na qual alunos entram nos cursos mas não conseguem aprender, se motivar ou se formar. O governo tenta mascarar esta realidade promovendo políticas de cotas, matriculando massivamente e propagandeando que existem mais pobres e negros no ensino brasileiro do que havia em governos anteriores. A realidade é bem outra. A exclusão do ensino começa bem cedo, quando o aluno está entre os 0 e 6 anos, nesta fase se determina muito da futura história escolar de um aluno, de seu sucesso na alfabetização, e de sua continuidade na escola. A falta qualidade da educação neste período, ou a total falta dela, está associada a criminalidade, a gravidez na adolescência a ao envolvimento com drogas. Crianças que tem um bom início estão mais propensas a terem sucesso nos anos seguintes, a se envolverem menos com drogas e a terem menor incidência de gravidez na adolescência. O estudo que comprova isto rendeu a James Heckman o prêmio Nobel de economia do ano de 2000 com o estudo entitulado “Argumentos para que o Governo Invista na Educação das Crianças”. Estamos muito longe de incluirmos nossas crianças na educação pré-escolar, só no Rio Grande do Sul mais de meio milhão de crianças entre 0 e 6 anos estão fora da escola, e a realidade no resto do Brasil é ainda mais alarmante. Segue a excelente reportagem de Grasielle Castro publicada no Correio Brazilisense que trata sobre a evasão nas faculdades do Brasil.

Quase um milhão de estudantes desiste de curso superior, indica pesquisa

Cecília Nunes entrou na faculdade de turismo, mas desistiu logo no início (Foto de Viola Junior/AP compartilhada do portal do Correio Braziliense)

Recentemente o Ministério da Educação (MEC) anunciou aumento de 5,7% nas matrículas do ensino superior, entre 2010 e 2011. O número, que superou a marca de 6,7 milhões de graduandos aliado ao dado de concluintes — 1.022.711 —, mostrou também a outra face da expansão da etapa escolar no país. Apesar de o leque ter se aberto para mais estudantes, o número dos que conseguem levar o curso até o fim ainda é baixo. Levantamento realizado pelo Correio mostra que de 2010 para 2011 praticamente um milhão de alunos não renovou a matrícula — taxa equivalente a 18%. Dos 5.398.637 de graduandos, somente 4.392.994 efetivaram a inscrição. Especialistas afirmam que a expectativa de conclusão do curso no Brasil gira em torno de 50%.

São diversos os motivos que levam alunos a desistirem dos cursos. O diretor do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia, Roberto Leal Lobo, especialista no tema, destaca a falta de motivação, de interesse, questões financeiras e até a qualidade da universidade. “Existe um mundo de possibilidades. Muitas instituições não conseguem fazer uma boa transição entre o que o estudante espera e o que ele vai encontrar no ensino superior. Também existem os que não têm base e se perdem na universidade, logo são desencorajados.”

Autora: Grasielle Castro
Fonte: Correio Braziliense

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