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#CPMI: afinal, o que é tão vergonhoso que não pode ser mostrado pela CPI do Cachoeira?

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Blindagem é o nome técnico para orégano da pizza, é o que dá aquele sabor que os criminosos de colarinho branco adoram nas negociatas com setores do govern; a impunidade. Estamos diante de um vergonhoso esforço desempenhado por parlamentares ligados ao governo, e que são membros da CPMI,  para a ocultação de fatos que envolvem desvios de verbas públicas. Importa lembrar que esta CPMI investiga o envolvimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no esquema de desvio de verbas que ele montou juntamente com Fernando Cavendish, através da Delta Construções. Este esquema supera em pelo menos 3 vezes, em volume de dinheiro, ao esquema do mensalão. Esta estimativa é preliminar, feita a partir daquilo que é mais visível nos documentos até agora encaminhados para a CPMI, possivelmente uma investigação feita com mais tecnicidade venha a encontrar valores ainda maiores do que os R$ 420 milhões que até agora podemos identificar e que foram repassados a empresas laranjas ligadas a Delta. É absolutamente inaceitável que membros do parlamento atuem para “blindar” criminosos de colarinho branco, corruptores e corruptos que rapinam os cofres públicos levando para seus bolsos o dinheiro que falta nos hospitais, nas escolas e nas estradas. Espero que estes parlamentares, que querem blindar corruptos e corruptores, lembrem-se que aqueles que roubam dinheiro público roubam vidas. Segue a reportagem de Karine Melo para a Agência Brasil e a charge de Luciano Kayser.

Com a CPMI do Cachoeira pela primeira vez começamos a nos aproximar dos corruptores, talvez por isso tanta blindagem dos que promovem a ocultação do desvio de verbas públicas.

CPMI do Cachoeira adia votação de 533 requerimentos de quebra de sigilo e convocação de autoridades

Brasília – Em uma sessão tensa, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira decidiu hoje (31) adiar a votação de 533 requerimentos. Na lista estão 13 considerados prioritários pela oposição, porque pedem a quebra do sigilo bancário de empresas que teriam recebido dinheiro da Construtora Delta. Os pedidos adiados também incluem convocação de autoridades e acareação de envolvidos.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL- AP) reagiram à decisão de adiar a votação dos requerimentos. “A derrota deixa clara a farsa que se instalou hoje, de que não se quer investigar as relações entre os corruptores. A Delta não virou maior empreiteira do governo de graça, ela pagou por isso“, acusou Onyx.

Oficialmente, os trabalhos da CPMI terminam no próximo domingo (4), e a falta de acordo entre governo e oposição sobre o prazo de prorrogação dos trabalhos acirrou os ânimos na comissão. A oposição queria estender os trabalhos da comissão por 180 dias, mas até agora não reuniu o mínimo de 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

Já a base do governo protocolou hoje na Secretaria-Geral da Mesa do Congresso requerimento com 212 assinaturas de deputados e 34 de senadores pedindo que os trabalhos da comissão se estendam por mais 48 dias, ou seja, só até 22 de dezembro.

“Não temos esperança. Nós estamos aqui com uma minoria, numericamente insignificante, sem poder interferir no processo. E nós sucumbimos sempre diante da força de uma maioria esmagadora”, disse o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR). Segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Congresso, o prazo para apresentação de requerimento para prorrogação da CPI termina no próximo domingo às 18h30.

O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), rebateu as críticas de que “a morte” da CPMI tenha sido decretada hoje. “A morte da CPI seria se nós não tivéssemos condições regimentais de encaminhar toda a documentação que a CPI tem para os órgãos permanentes de investigação”, ressaltou. Segundo ele, a próxima etapa dos trabalhos da comissão é discutir o relatório e apresentar a versão final até 20 de novembro.

Ao fim dos trabalhos, a oposição promete apresentar ao Ministério Público Federal uma representação paralela com indícios que não chegaram a ser investigados pela comissão. A CPMI do Cachoeira investiga as relações do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

Edição: Davi Oliveira

Autora: Karine Melo, Repórter da Agência Brasil

Fonte: EBC – Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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Written by onyxlorenzoni

novembro 5, 2012 às 10:53 am

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