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Liberdade | Democracia

Comprar, aliciar e corromper eram parte do plano petista para garantir maioria e manutenção do poder a qualquer preço. #mensalão @JC_RS

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A ORIGEM

Corre o ano 182 da Independência e 115 da República, o presidente Lula divide o poder e tudo começa. Manda alterar a regra secular do protocolo da presidência. A partir de então não seria mais o ministro da Justiça o segundo a ser chamado; mas, sim, o chefe da Casa Civil, o plenipotenciário primeiro-ministro da era petista. Não haveria mais dúvida sobre quem manda. Primeiro Lula, depois Zé Dirceu. No mesmo ano, Lula assina o Decreto 4.799, que determina que todos os contratos de publicidade do governo só possam ser executados com o aval de Luiz Gushiken, o todo poderoso China; terceiro na pirâmide de poder petista. Estava lá, eu era deputado federal em primeiro mandato. Vi Waldomiro Diniz atuando nas sombras do plenário. Nada era modificado sem que o “homem do Zé” fosse ouvido. Testemunhei Waldomiro Diniz de celular em riste mandando deputados da base “calarem a boca” porque “não é isto que o ministro quer”. Era astuto, ardiloso, imperial e arrogante como seu chefe. Depois vieram as fitas do Cachoeira, a propina para o “Petequeiro dos Correios”, a briga de Roberto Jeferson e a denúncia do mensalão. Ao mesmo tempo Gushiken pilotava com mãos de ferro as verbas de publicidade e os fundos de pensão das estatais, e indicava Henrique Pizzolato para diretor de marketing do Banco do Brasil.

Na CPI dos Correios, Pizzolato conta que foi até Gushiken pedir autorização para liberar R$ 23 milhões antecipados do Banco do Brasil para as empresas de Valério. Palavras de Gushiken: “assina, faz que é bom”. Esta foi a primeira parcela de dinheiro público que irrigou o mensalão e levou o STF a condenar Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Lula estruturou seu governo em dois pilares de comando: Zé Dirceu e Gushiken eram os gerentes. Comandavam com rígida disciplina para atender aos desejos de Lula e seu sonho de hegemonia. Comprar, aliciar e corromper eram parte do plano petista para garantir maioria e manutenção do poder a qualquer preço. Após o julgamento da Ação 470 no Supremo, tudo ganha forma e clareza. O mensalão foi o instrumento para manutenção de poder escolhido e organizado por Lula, Zé Dirceu e Gushiken com a participação de Genoino, Delúbio e Silvio Pereira, e com a cumplicidade de Marcos Valério e outros. Tal como uma organização mafiosa, as ações partiam do Capo e, através de seus gerentes, ganhavam permeabilidade e efetividade. Lamentavelmente, a vida real imita a ficção, como nas histórias das máfias, o “Capo” sempre escapa.

Autor: Onyx Lorenzoni – Deputado federal/DEM

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=113917

(Fonte: Jornal do Comércio)

(Fonte: Jornal do Comércio)

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Written by onyxlorenzoni

janeiro 17, 2013 às 6:28 pm

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