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Petrobrás corre risco de ser rebaixada, é lógico que se trata de dilapidação do patrimônio público #desgoverno

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Quem será que botou a mão na Petrobrás, que só perde valor?

Quem será que botou a mão na Petrobrás, que só perde valor?

Lula encontrou a Petrobrás saneada, atrativa, competitiva e no caminho da observância as regras de governança corporativa. 10 anos depois, mesmo o Brasil sendo o mais promissor dos fornecedores alternativos de petróleo e descobrindo novas áreas de extração a Petrobrás perde valor, credibilidade e liquidez. A Petrobrás é uma sociedade anônima da qual a União é a sócia majoritária, se ela está perdendo valor pela má administração, por estar sendo transformada em um cabide de empregos para incompetentes é lógico que se trata de dilapidação do patrimônio público e portanto estes fatos merecem toda a atenção do Ministério Público Federal. Não podemos ficar parados diante do uso político e eleitoreiro da Petrobrás que não respeita sócios minoritários e muito menos as boas práticas da administração. Este é o jeitinho PT de administrar, em que o foco é o projeto de permanência no poder a qualquer custo esquecendo o bem coletivo, as leis e as boas práticas de gestão. Só o que interesse é acomodar os “cumpanheros” em carguinhos com bons salários, e assim levar recursos que deveriam servir para o bem comum para dentro de campanhas políticas. Isto é uma vergonha! Segue a reportagem do Estadão sobre a dilapidação do valor da Petrobrás.

Projeção de endividamento põe nota da Petrobrás sob risco de rebaixamento
Caso as agências rebaixem estatal, empréstimos vão ficar mais caros, ações serão vendidas e capacidade de investimento será limitada

RIO – A luz amarela sobre o endividamento da Petrobrás foi acesa dentro da empresa, jogando mais pressão por um aumento de combustíveis antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre. Segundo fontes da companhia, a estatal ultrapassou a barreira que é usada como referência por agências de classificação de risco – nível de alavancagem de 2,5 vezes a relação entre dívida líquida sobre a geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A partir desse patamar de 2,5 vezes, a petroleira passa a conviver com o risco de ter sua nota rebaixada pelas agências internacionais, o que deixaria empréstimos mais caros, forçaria a venda de ações e limitaria a capacidade de investimento da empresa, com reflexos negativos para toda a cadeia de fornecedores.

Projeções internas dão conta de que, em parte do quarto trimestre, esse limite teria ultrapassado a relação de 2,6 vezes. A luz vermelha acende ao redor do 3. No mês passado, a agência Moody’s já colocou a Petrobrás sob perspectiva de um possível rebaixamento da nota da dívida, o primeiro sinal negativo vindo do mercado.

A projeção interna acima de 2,6 vezes era parcial, pois o resultado do quarto trimestre não estava fechado – a apresentação dos resultados ocorrerá no próximo dia 4 de fevereiro. Espera-se que o reajuste do diesel e da gasolina saia até esta data.

Dessa forma, a empresa divulgaria ao mercado a má notícia (o rompimento do nível de 2,5 vezes) já com um alívio (o aumento) para o caixa.

“O rebaixamento não é automático, e ninguém o faria em véspera de reajuste. Mas é uma ameaça que ronda a Petrobrás”, disse o analista de petróleo da BES Securities do Brasil, Oswaldo Telles Filho.

O possível reajuste, estimado em 7% para a gasolina e até 5% para o diesel, no entanto, não seria suficiente para deixar a companhia em níveis confortáveis, apenas amenizaria a piora na relação de endividamento. “Ajuda a não piorar, mas não resolve”, diz uma fonte da companhia. Na área de captação há grande preocupação com o indicador.

A Petrobrás ganhou em 2007 grau de investimento, classificação que lhe permite melhores condições para se financiar no mercado internacional.

Em 2009, mudou o patamar da dívida, com alta de US$ 25 bilhões, e desde então há piora.

Relação. No terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,42 vezes, bem acima da 1,66 vez do quarto trimestre de 2011. Segundo cálculos do analista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), um aumento de 7% para a gasolina e 5% para o diesel reduziria a relação entre 0,05 e 0,07 ponto.

Ou seja, mesmo com o aumento nos combustíveis a Petrobrás ainda correria o risco de manter o indicador acima de 2,5 vezes. “Seria um descanso, mas estaria longe de resolver o problema da companhia”, disse Pires. “Mas a inflação está crescendo a galope, estou descrente quanto a um reajuste neste mês.”

O balanço mais recente (3.º trimestre de 2012) diz que o endividamento líquido em reais da Petrobrás aumentara 30% em relação ao ano anterior, para R$ 133,9 bilhões, em decorrência de captações de longo prazo e do impacto de uma depreciação cambial de 8,3%.

Outro analista que prefere o anonimato diz que a petroleira teria caixa próprio para sobreviver por apenas mais um ano: “A evolução da dívida é extremamente preocupante. O governo e o conselho de administração estão apostando em fartura no financiamento, mas isso pode acabar de uma hora para outra”.

O mercado aposta em aumento de cerca de 7% para a gasolina e até 5% para o diesel, já que essa é a diferença que falta para que seja atendida a previsão do plano de negócios da companhia 2012-2016.

O documento previa alta de 15% de forma a viabilizar os US$ 236,4 bilhões em investimentos, e apenas parte foi concedida no ano passado.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios%20industria,projecao-de-endividamento-poe-nota-da-petrobras-sob-risco-de-rebaixamento,141542,0.htm

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Written by onyxlorenzoni

janeiro 23, 2013 às 12:32 pm

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