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Toda a sociedade tem que evoluir a partir da tragédia de Santa Maria #impunidadenão

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Precisamos refletir muito sobre o que aconteceu. Toda a sociedade tem que evoluir a partir disso; autoridades, defesa civil, a sociedade mobilizada, os pais e filhos, empresários, todos nós. É mais do que claro que NÃO podemos eximir nenhuma autoridade ou técnico da responsabilidade sobre o fato. Desde a empresa que aplicou o revestimento acústico; que deveria ter seguido as normas e indicações de material adequado para aquele ambiente; a órgãos de defesa e fiscalização, entidades que credenciam e validam obras e reformas, prefeitura, governo do Estado, entre outros. Os questionamentos da imprensa internacional quanto ao preparo do Brasil são mais do que legítimos, e eles recaem sobre os ombros de todos brasileiros. É importante ressaltar que pais, filhos, empresários, músicos, e todos os freqüentadores de clubes noturnos têm que ser mais críticos e mais seletivos quanto ao tipo de lugar que freqüentam, evitando lugares que não têm condições adequadas de segurança, que não têm equipes bem treinadas, portas de emergência o suficiente grandes e que praticam superlotação em seus estabelecimentos. Só a exigência forte do público, dos que em última análise sustentam este tipo de negócio, fará com que empresários realmente mudem sua atitude em relação à segurança das pessoas e a sua responsabilidade em situações de emergência. Segue a reportagem de Diego Zanchetta, do jornal O Estado de S.Paulo, com a entrevista do delegado que se compromete em “não pegar só os pequenos”. Vamos ver. Estaremos atentos e não iremos esquecer.

(Foto da Reuters compartilhada do Estadão on line)

(Foto da Reuters compartilhada do Estadão on line)

‘Não vamos pegar só os pequenos’, diz delegado
Policial afirma que investigação agora vai focar na responsabilidade do poder público

O delegado regional da Polícia Civil Marcelo Arygone afirmou nessa terça-feira, 29, que “não serão apenas os pequenos os presos” pela tragédia que deixou 235 mortos na boate Kiss, em Santa Maria, no interior gaúcho. “Tem muita gente dizendo aí em redes sociais que nós só prendemos os pequenos até agora. Isso não é verdade. A ordem é cortar a carne do próprio Estado. Gostaria de dizer para o povo ficar em paz porque ninguém vai escapar de ser responsabilizado, independente da instituição que seja”, prometeu o delegado.

“De agora em diante, o objetivo da investigação será evidenciar as falhas administrativas do caso”, resumiu o delegado regional de Santa Maria. “Os indicadores são fortes e apontam para uma responsabilização de agentes públicos”, disse Arygone.

O responsável pela investigação foi taxativo ao afirmar que a casa noturna não poderia estar aberta. “Fica cada vez mais claro que houve falhas graves na fiscalização.” Além dos alvarás vencidos, ele afirma que nem o governo municipal nem o Corpo de Bombeiros explicaram quatro evidentes falhas na boate e que deveriam ter sido alvos de notificação do poder público: a falta de uma nova saída que seria necessária após a ampliação da boate, em janeiro de 2012; a superlotação constante todos os fins de semana, segundo depoimentos; o uso de espuma inflável como isolante acústico, o que é vetado por lei municipal; e a realização de shows pirotécnicos com sinalizadores. Esse último fator (que precisaria de autorização especial) era comum nas festas do estabelecimento, conforme relataram à polícia jovens que se salvaram da tragédia.

Inquérito. A polícia também quer saber por que a prefeitura não fiscalizou a boate após o Ministério Público Estadual abrir um inquérito civil, em novembro de 2012, para apurar barulho nas madrugadas de domingo na boate – a denúncia foi feita por vizinhos. Logo após abrir o inquérito, o promotor Cesar Augusto Carlan enviou um ofício à prefeitura cobrando providências. Carlan e a polícia querem saber agora se houve alguma vistoria no imóvel após esse ofício.

A polícia também estuda pedir a prorrogação da prisão temporária dos dois donos da boate e de dois integrantes da banda. Investigadores fizeram busca e apreensão em mais dois estabelecimentos noturnos de Mauro Londeiro Hoffmann, um dos sócios da boate Kiss, localizados em Santa Maria. A boate Absinto e a choperia Floriano também tinham uma única porta para entrada e saída. Ambas as casas estão fechadas desde domingo.

Autor:
Diego Zanchetta – O Estado de S.Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nao-vamos-pegar-so-os-pequenos-diz-delegado-,990567,0.htm
Foto: Reuters

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