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Liberdade | Democracia

Lugar de bandido é na cadeia

with 3 comments

Gráfico da ViolênciaPor incrível que possa parecer, essa frase é polêmica no Brasil. Anos e anos de ideário de esquerda construíram na cabeça de muitos brasileiros, que bandido é uma “vítima da sociedade”. Que ele somente entrou na criminalidade por falta de oportunidades. Pois bem, façamos uma breve reflexão. De acordo com os dados oficiais, vivemos uma oferta de emprego em patamares elevados. De onde se deveria concluir o seguinte: se há empregos, então há oportunidades logo a criminalidade no Brasil deveria estar diminuindo. Mas, não é isso que se vê. A criminalidade aumenta. E mais grave. A crueldade aumenta. Isso acontece porque a leitura do problema sempre foi equivocada. Considerar que pobreza e falta de oportunidade levam a criminalidade nos levaria a concluir que todo pobre é bandido. Nada mais absurdo. Um cidadão de bem não admitiria cometer crimes, mesmo frente a grandes dificuldades. Criminalidade tem a ver com questões morais de caráter pessoal.

O problema da segurança pública por certo tem raízes sociais e culturais, mas seu combate diz respeito a como o governo encara o problema e como ele o enfrenta. Se formos movidos pelo sentimento de condescendência em relação ao criminoso, estaremos sendo omissos e impiedosos em relação às verdadeiras vítimas do crime: o cidadão de bem.

Há uma farta quantidade de exemplos de países que venceram a batalha contra sua criminalidade. E nem precisamos recorrer a exemplos norte-americanos como a “Tolerância zero” implantada em Nova York. A Colômbia e o Chile venceram a violência em seus países. E como o fizeram? Fizeram com polícia, bem treinada, bem paga e bem equipada.
Falar em investir na polícia traz calafrios em muita gente, mas nós temos que decidir de que lado ficar. Ou seremos uma sociedade onde a polícia faz a defesa das pessoas, das propriedades e mantem a ordem. Ou vamos nos acomodar em nossas casas, dando as costas a estes profissionais e apenas nos queixando quando passamos a fazer parte das estatísticas da violência.

Outros pontos são vitais para o combate a violência. O controle das fronteiras para evitar que armas e drogas entrem em nosso país, diminuindo assim o potencial ofensivo das quadrilhas. O uso da inteligência policial para desarticular as quadrilhas e a construção de presídios. Nenhuma dessas ações vêm sendo tomada de maneira efetiva no brasil e os governos estaduais lamentavelmente não tem recursos necessários para fazer isso.

Construir presídios é dar condições dignas para que os apenados cumpram suas penas. Investir e treinar a polícia não é apoiar a truculência, é qualificar os profissionais que arriscam suas vidas por nós. Os investimentos em segurança pública são um recado claro e direto para os criminosos, de que o estado garantirá a ordem e que o crime será combatido com rigor. Enquanto o sentimento de impunidade continuar a ser alimentado pela incompetência do estado a criminalidade continuará a assombrar as famílias brasileiras em todos os cantos do país.

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Written by onyxlorenzoni

março 20, 2013 às 5:19 pm

3 Respostas

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  1. Senhor deputado Onix,
    Nosso sistema prisional está falido, ainda acho que o correto era dividir as prisões em três estágios, O que economizaria muito dinheiro público.
    O primeiro estágio seria prisões para réus primários, abrigando inclusive réus de pensões alimentícias.
    O segundo estágio seria prisões para réus recorrentes, e o terceiro estágio para réus perigosos com extensa ficha criminal.
    Assim a poderíamos classificar a maioridade penal como primária e recorrente tal como extensa ficha criminal.
    A redução da maioridade ficaria seria proporcional aos crimes.Um menor assassino de 14 anos deveria cumprir pena como adulto, um menor que furta iria pra o sistema primário e o recorrente para o sistema corretivo.
    O respeito deve ser coercitivo, a pessoa que quebra as leis tem de ter medo do sistema correcional.
    As questões morais de caráter pessoal se desequilibraram à partir do ECA, que foi punitivo ao fato dos pais educarem, dos institutos de ensino reagirem, e do ensino não rodar de ano os maus alunos.
    Claro que devemos punir os pais abusivos, mas palmadas e castigo não doem.
    Sou a favor do serviço militar obrigatório remunerado às famílias de baixa renda, e o final do bolsa família.
    Gastaríamos o dinheiro público educando esses jovens, e fazendo-os dar valor ao trabalho e sustento dos seus familiares.
    O que é melhor dar 134 reais para uma família pobre para que possam consumir cigarros e cachaça, ou pagar 642 reais ao adolescente servindo à pátria, conhecendo valores éticos e morais, inclusive profissionais?
    Qualquer resposta que o senhor queira dar-me, sou seu seguidor no twitter.
    bom dia

    VSROCCHA (@VsRoccha)

    maio 27, 2013 at 9:09 am

  2. Excelente! Parabéns. Ontem ouvi a expressão “Direitos Humanos para humanos direitos” e hoje fiquei sabendo que, de acordo com o Ministério da Saúde,o grupo PRIORITÁRIO para receber a vacina contra influenza 2013 é a POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE. Penso que deveríamos nos dirigir aos Postos de Vacinação, visto que, pivados de liberdade, estamos nós.

  3. Concordo em gênero, número, mas não no grau! Faltou uma referência para uma revisão no código penal, e a revisão da menor idade.

    Victor Kaufmann

    março 22, 2013 at 5:57 pm


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