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Renegociação: a farsa das estrelas

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Em 2010, no Rio Grande, o argumento do “alinhamento das estrelas” saiu vitorioso.  A tese defendia que um governador do mesmo partido da presidente da república traria grandes vantagens para o Estado. Esta era a promessa eleitoral. Acreditava-se que a dívida fiscal, que sufoca as contas públicas, seria renegociada e que o dia a dia dos gaúchos ficaria melhor. Ledo engano: quase ao final do governo Tarso surge a farsa da renegociação da dívida.  endividamento

É uma farsa por vários motivos. O primeiro deles é que a troca do indexador de fato reduzirá o total devido, mas não terá nenhum impacto imediato na vida dos gaúchos. Explico: o RS é obrigado a pagar 13% da sua receita mensalmente para amortizar a dívida. Fiz uma emenda e lutei para aumentar o parcelamento para 240 meses. Fato este que permitiria reduzir em média em 3% o comprometimento mensal obrigatório. Estes recursos poderiam triplicar a capacidade de investimento do estado, melhorando nossa saúde, segurança e infraestrutura. Aí sim, a renegociação da dívida se justificaria, porque traria mudanças positivas no presente e no futuro.

O curioso é que o governo Dilma já concedeu, de maneira semelhante ao proposto, a  inúmeras empresas privadas, mas orientou a base aliada do governo a negar para os gaúchos. Por isso denuncio a farsa.

O total foi reduzido, mas o parcelamento mais longo que propus não foi renegociado. O resultado é que continuaremos destinando os mesmos 13% da receita do estado para o pagamento da dívida. A capacidade de investimento do estado seguirá a mesma: menor que 1%.

Outro fato importante é que desde 2005, a Selic é muito mais barata do que o indexador de nossa dívida. No entanto, somente agora, para salvar a prefeitura petista em São Paulo é que o governo resolve renegociar as dívidas.

Se o governo federal, há anos, tinha condições de renegociar, porque não o fez? Porque é seu interesse manter o garrote fiscal que asfixia governadores e prefeitos. É através do “abuso do poder econômico do governo federal” que o PT mantém seu projeto de poder centralizado. De todos os impostos arrecadados no país 64% ficam com o governo federal. O restante fica com os estados (23%) e com os municípios (apenas 13%). Quanto maior for a dependência do governo federal, maior será a submissão. É assim que se garante o humilhante “beija-mão”, tão ao gosto de Dilma.

Aqui no Estado, a falta de compromisso com a saúde financeira é de tal sorte que, durante uma viagem a Paris, Tarso anunciou mais endividamento para o Estado. Para construir o metrô de Porto Alegre, que deveria ser bancado totalmente com verba federal, ele endividará os gaúchos em mais R$ 1,07 bilhão. Não satisfeito em sequestrar R$4,2 bilhões dos depósitos judiciais, Tarso endivida ainda mais os gaúchos e coloca em dificuldades os próximos cinco governadores.

É como diz a música, há os que querem iludir e os que querem iluminar. Cuidado gauchada, a farsa das estrelas petistas compromete o presente e o futuro: quem viver verá!

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Written by onyxlorenzoni

outubro 26, 2013 às 1:27 pm

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