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Liberdade | Democracia

Desconstruir a polícia é garantir a república dos bandidos

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É surpreendente, quase incompressível o que parte da sociedade brasileira, dos artistas e da imprensa tem feito com a polícia militar. É um processo permanente de desmoralização e de demonização de uma instituição vital para qualquer sociedade.Tente imaginar uma sociedade sem juízes para julgar ou sem leis. Seria o caos total, o império da lei do mais forte.A organização da sociedade depende  da criação de regras (leis) que definam o que é aceito e o que é proibido no convívio de seus integrantes. Aquele de desobedece às regras deve ser levado a julgamento e punido de acordo com a lei.  Em uma sociedade democrática cabe aos representantes eleitos pelo povo criar estas leis. É aí que entram os parlamentares. É desse modo que se impede que um tirano crie leis para beneficio próprio. Este, alias, é o motivo pelo qual o mensalão era tão nefasto. Ele corrói a essência do funcionamento do estado republicano.  BANNER POLICIA
Sem policiais não há ordem. Não é por acaso a “esquerda caviar” se empenha tanto em desmoralizar essa instituição. Ela conta com o caos para sua revolução socialista. Trata a polícia com se fosse um agrupamento de maníacos cuja diversão é oprimir e agredir a população. Repudio essa demonização. Tenho grande respeito pelos soldados da Brigada Militar que fazem o policiamento ostensivo e que arriscam suas vidas para defender a ordem pública que nos permite trabalhar e viver  em sociedade. Se a polícia não está como deveria ser, devemos trabalhar por ela e não contra  ela. Quem fragiliza a polícia apoia o bandido.Incluí abaixo uma ótima frase da jornalista Rachel Sheherazade  e um precioso texto de Ferreira Gullar. Bom proveito.

“Quando morre um PM eu só ouço silêncio. O silêncio do Estado. O silêncio do Ministério Público. O silêncio dos Direitos Humanos. Nenhuma palavra ecoa, nem de indignação.” Rachel Sheherazade

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Paga o justo pelo baderneiro

por Ferreira Gullar na Folha de São Paulo em 16/03/2014 

A polícia não goza de muito prestígio na opinião pública brasileira. E as razões são muitas, sendo uma delas a venalidade de muitos policiais – e não apenas de soldados rasos e cabos – que se valem da autoridade que o Estado lhes atribui para chantagear e tirar vantagens. Eles se vendem, para falar claro.

Sucede que isso não ocorre só com os policiais. Outro dia mesmo, a imprensa noticiava a falcatrua que funcionários da prefeitura paulistana faziam, valendo-se do fato de terem a função de fiscalizar o pagamento do ISS. E há o mensalão, há o mensalinho, etc. etc.

Mas voltemos à polícia. Do mesmo modo que a existência de corruptos numa instituição não significa que todos ali sejam corruptos, também há nas corporações policiais muita gente correta, e essa gente é a maioria. Fora isso, devemos lembrar que a polícia é uma instituição imprescindível à sociedade e, se é ruim com ela, impossível sem ela.

Vou dar o exemplo de um conhecido meu que tinha horror à polícia, e com razão, porque foi preso e maltratado por policiais durante a ditadura militar. Pois bem, sucedeu que, num fim de semana, quando ele e a mulher voltaram do sítio, encontraram o apartamento saqueado: os ladrões haviam levado quase tudo.

Ficaram perplexos. O que fazer? Não havia outra coisa a fazer, senão chamar a polícia. Foi o que fizeram. E não é que a polícia prendeu os ladrões e recuperou quase tudo o que eles haviam levado? Claro, nem sempre a polícia é eficiente mas, se não se recorre a ela, vai recorrer a quem?

É isso aí. Há um momento em que a polícia resolve. O policial não é policial porque lhe deu na telha seguir essa profissão; a polícia foi criada pela sociedade porque, sem ela, o convívio humano se tornaria inviável. Na verdade, ela existe porque existe a lei, que é a garantia dos cidadãos, impede que fulano invada sua casa, roube seus bens e até mate você. Pode ser que não ocorra, mas, quem o fizer, será preso, processado e punido. Se não for punido, a culpa não é da polícia.

Já imaginou uma cidade sem polícia? Lembra das favelas cariocas, antes da polícia pacificadora? Meia dúzia de bandidos, armados e cruéis, faziam ali o que queriam, apropriavam-se das residências alheias, estupravam as mocinhas e impunham sobre todos os moradores a lei do cão. Com as UPPs, isso acabou.

Por que então tanta gente é contra a polícia? Após as manifestações de junho de 2013, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra governantes e políticos corruptos e incompetentes, grupos de baderneiros se aproveitaram da situação para praticar vandalismo: quebraram agências bancárias, saquearam lojas, queimaram bancas de jornal.

A polícia teve que intervir, mas o vandalismo não parou. Centenas de baderneiros foram presos pela polícia mas, horas depois, estavam soltos, porque a lei não permite mantê-los presos.

Resultado, as pessoas que protestavam contra os maus políticos deixaram de sair às ruas porque as passeatas se transformaram em batalhas entre policiais e vândalos. Mas sempre que alguém é chamado a opinar sobre esses fatos, ainda que não apoie os baderneiros, critica a polícia, afirmando que é violenta e despreparada para lidar com tais manifestações.

Acho que já é hora de perguntar a essas pessoas se já se deram conta de que o policial é gente como nós, tem mulher, filhos e não gosta de ser agredido com pedras, rojões e canos de ferro. E tampouco quer morrer. Por falar nisso, nesses últimos dois anos, aqui no Rio, dez policiais de UPPs foram mortos por bandidos.

O cara se faz policial porque necessita ganhar um salário, sustentar a família. E nisso arrisca a própria vida. No caso das manifestações de rua, a polícia porta armas não letais, e tem que usá-las. Ou deve sair correndo quando os vândalos passam a agredi-la? E essa agressividade cresce a cada dia.

Mas pega bem ser contra a polícia. Até o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria da Presidência da República, outro dia, tomou o partido de manifestantes contra os policiais, embora 20 deles tenham sido espancados e feridos. Se não tomarmos jeito, os baderneiros vão ganhar essa guerra.

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2 Respostas

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  1. Nossa polícia é uma piada. Não precisa nem dizer que é despreparada, corrupta, violenta e BURRA.
    Nos EUA, qualquer abordagem policial é feita com total educação. Aqui é enfiando o revólver na cara e dando tapa na cara. Não dá pra generalizar nada, mas no caso da PM, podemos até pesar.

    Renan Santiago

    março 19, 2014 at 2:33 pm

  2. Oi vc sabe alguma coisa sobre isto?

    500 MIL HOMENS ARMADOS NAS MÃOS DO PT: É O PERIGO DA PEC 51 – DESMILITARIZAÇÃO DA PM

    Celia Barcellos

    março 18, 2014 at 4:10 pm


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