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Réu da lava-jato, executivo da Engevix não quis falar. Também não se defendeu

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O executivo Gerson Almada, vice-presidente da empreiteira Engevix, esteve na CPI da Petrobras, nesta quarta, 21. Almada foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro e corrupção, junto com outros executivos e funcionários da Engevix.

Almada foi breve: falou sobre a carreira, sobre a empresa e prometeu entregar à comissão a transcrição dos  depoimentos que concedeu à Justiça e à Polícia Federal.  “Tenho ciência da importância da CPI e do Congresso Nacional, mas vou exercer o meu direito de não me incriminar, já que sou réu de ação penal da Operação Lava Jato”, disse.  E permaneceu calado, alegando que estava exercendo um direito reconhecido pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba(PR).

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta, justificou que “não queria perder tempo” e dispensou o depoente. A decisão não agradou parlamentares, pois  Almada participou de quase todas as obras da Petrobras. O deputado Onyx Lorenzoni, chegou a afirmar que o empresário perdeu uma ótima oportunidade de se defender.
A empreiteira Engevix participou de licitações para reforma das refinarias Abreu e Lima (PE) e Getúlio Vargas (PR). Entre 2007 e 2014, as empresas do grupo assinaram contratos com a Petrobras no valor total de R$ 4,1 bilhões. Nesse período, transferiram cerca de R$ 7 milhões para contas de empresas de fachada usadas pelo doleiro Alberto Youssef. O vice-presidente da Engevix é ligado a Milton Pascowitch, preso hoje pela Polícia Federal na 13ª fase da Operação Lava Jato. Pascowitch é acusado de intermediar propinas da Engevix para diretores da Petrobras e para o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Em depoimento à CPI, Vaccari admitiu que conhecia Almada e que houve doações formais da Engevix ao PT, mas negou ter recebido propina da empresa. Ele disse apenas ter conversado com o empresário a respeito de doações oficiais ao partido. “Ele fez algumas doações e desde então não tivemos mais contatos”, disse.
Almada não quis falar e foi dispensado pela presidência da CPI da Petrobras. Ele tem o direito de não falar, mas os parlamentares tem o dever de perguntar e os brasileiros tem o direito de saber quem ele é e qual o seu papel no esquema do Petrolão.”
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Written by onyxlorenzoni

maio 21, 2015 às 3:28 pm

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