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Lorenzoni palestra sobre correções na lei do desarmamento

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Deputado federal tem viajado pelo interior do Estado para falar sobre revisão do Estatuto

Estrela – “Nenhum governo pode se dar o direito de garantir ao bandido que o cidadão não tem como se defender. Isso é negar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário. Lá está escrito que, na defesa da vida, a pessoa pode ir às últimas consequências, inclusive tirar a vida do seu agressor.” A fala é do deputado federal Onyx Lorenzoni, congressista gaúcho que palestrou, na sexta-feira (27), para cerca de 70 pessoas na reunião-almoço do Clube de Tiro da Societá Italiana Fiori dei Piani, em Estrela.
informativo 28 11 2015
Segundo o diretor do Clube de Tiro, Henrique Scheer, a proposta da visita do deputado é explicar à população o que se pretende com o Projeto de Lei 3.722/2012 (PL/3.722) – documento que busca derrubar o Estatuto do Desarmamento e criar um Estatuto de Controle de Armas de Fogo.

“Temos mais de 400 sócios atiradores e caçadores, e esse PL influencia diretamente nossa atividade. Esperamos que isso facilite a prática do tiro esportivo, que fazemos aqui. Hoje, muitos atiradores competem, mas não conseguem acesso às melhores armas para a sua categoria, porque elas são importadas, e é praticamente impossível importar com a lei atual”, ressalta.

Para o deputado, revisar o Estatuto do Desarmamento e debater o PL/3.722 é uma questão de segurança pública. “A revisão do estatuto veio para adequá-lo à vontade popular, já que 64% da população foi contra o desarmamento no referendo de 2005”, justifica. “O que equivale um homem de 20 anos a um ancião de 80? Como eles se enfrentam em igualdade de condições? Só se o ancião tiver uma arma. Se não, não tem igualdade. Até na manutenção da dignidade das pessoas, esse é um direito que o governo não pode tirar do cidadão”, critica.

Em questão
O Informativo do Vale – Quando se votou pelo desarmamento, em 2005, argumentou-se que isso reduziria a violência. Esse argumento é real?
Onyx Lorenzoni – Em outros países em que se decidiu pelo desarmamento da população civil, os ataques a residências com famílias dentro subiram mais de 40%. E não foi no Brasil. Esse numero é da Inglaterra. Tanto que os ingleses revisaram a legislação e, hoje, as famílias podem ter arma de caça. As sociedades que são mais armadas são as sociedades que têm menor número de homicídios por 100 mil (habitantes). Um exemplo claro é aqui no Brasil. O Rio Grande do Sul é a sociedade mais armada do Brasil e, em proporção, tem o menor número de homicídios a cada 100 mil. Os estados do Nordeste, os mais desarmados do Brasil, têm os maiores índices de homicídios. Claro que esse não é um número absoluto.

O Informativo do Vale – Por que você está conversando com a população sobre essa questão, viajando pelo interior do Estado para discutir o tema?
Lorenzoni – Esse é um tema muito sensível no Estado, porque 88% dos gaúchos disseram que queriam manter seu direito (no referendo popular de 2005). Então, isso é motivo de revolta das pessoas. Eu tenho andado pelo Estado conversando, tentando explicar para as pessoas que o processo legislativo é um processo lento. Conseguimos uma primeira vitória na Comissão Especial de revisão do Estatuto do Desarmamento. Agora, nossa briga é colocar no plenário da Câmara. Na nossa briga na comissão, ganhamos de quase 3 por 1. No plenário da Câmara, acho que a gente ganha por 2 por 1. Mas depois tem a batalha do Senado. Então, ainda tem duas batalhas importantes até a gente ter de volta a garantia de poder exercer esse direito sem riscos e com custo adequado em relação à realidade brasileira.

O Informativo do Vale – Para a prática esportiva do tiro, como essa revisão será útil?
Lorenzoni – Há uma salvaguarda maior nessa nova lei, assim que aprovada, para o atirador e o caçador, que estavam completamente desassistidos pelo estatuto original. Vamos dar mais regras estáveis, mais claras e mais segurança para o caçador, atirador ou colecionador. No estatuto original, nem se tocava nesse assunto. E na revisão, a gente introduz na Lei, porque esse esporte é importantíssimo. Ele foi a primeira medalha olímpica brasileira. Foi no tiro, e pouca gente sabe disso. E aqui (no Vale), onde temos muitos descendentes de alemães e italianos, é uma prática usual, faz parte da cultura deles, e procuramos proteger dessa forma.

Crédito da notícia: Renan Silva
Publicado no Jornal O Informativo do Vale em 28/11/2015

Palestra (filmagem Felipe Diehl):

Álbum de fotos: CLIQUE AQUI

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Written by onyxlorenzoni

novembro 29, 2015 às 12:22 am

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