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Archive for the ‘Brasil Sem Corrupção’ Category

Por que Rosemary não foi indiciada como quadrilheira? #falarosemary

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ONYX LORENZONI QUER CPI PARA INVESTIGAR NOVAS DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO NO GOVERNO

Os detalhes da operação Porto Seguro da Polícia Federal foram discutidos na Comissão de Segurança Pública da Câmara, que recebeu o ministro da Justiça. O deputado Onyx Lorenzoni (Democratas do Rio Grande do Sul) defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as novas denúncias de corrupção no governo. (Fonte: Assessoria de Imprensa)

Link do YouTube: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=x1WklXXlkgI

(Degravação do vídeo) “A polícia federal, e o próprio ministro da justiça, devem estar surpresos com o alcance da operação Porto Seguro. Ela revela uma situação de tráfico de influência que perpassa vários organismos do governo federal. Não entendo como essa secretária que tinha um superpoder que permitiu a organização e articulação de uma quadrilha dentro do gabinete da presidência foi poupada de ser indiciada como quadrilheira. A transação dela era permanente com os irmãos. Portanto, este processo mereceria uma CPMI, para que trouxéssemos ao Congresso Nacional as pessoas que tem explicações a dar para o país. Uma caso com tal repercução que mereceria uma CPMI, para que nós pudéssemos entender por que o presidente Luis Ignácio da Silva bancou, e por que a presidente Dilma aceitou manter uma pessoa capaz de construir um esquema de corrupção que perpassa todos os poderes da república. Segue a reportagem do Ucho.info sobre a tentativa de furar a blindagem feita a Rosemary Noronha.”

CPMI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas

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Na tarde de hoje, grupo de parlamentares de oposição entregou representação, ao Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

Neste relatório consta uma investigação que vem sendo feita há meses, onde foram descobertas novas irregularidades que não são citadas no relatório de 5 mil páginas da CPMI de Carlinhos Cachoeira.

Inicialmente estavam sendo investigadas empresas ligadas à Cachoeira, logo, foi descoberta uma organização muito maior vinculada à Delta que movimentou diversas empresas laranjas. E todo este esquema está ligado ao governo.

Todas as indicações para essas investigações deverão ser aprofundadas e esse mega esquema deverá ser descoberto.  Segue a excelente reportagem de Gerson Camarotti.

CPI não investiga repasse de R$ 435 milhões de Delta para laranjas
A representação feita pelo grupo dos independentes à Procuradoria Geral da República revela que a CPI do Cachoeira deixou de analisar cerca de 80% das transferências da empreiteira Delta para empresas “laranjas” ou “fantasmas”.
Em valores absolutos, isso significa que do total de R$ 545 milhões, apenas R$ 110 milhões foram rastreados pela comissão. Ou seja, a CPI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas.
A representação entregue ao procurador-geral, Roberto Gurgel, mostra que a Delta “realizou expressivos depósitos para empresas localizadas em Goiás e em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Ceará.
“Houve inúmeras tentativas – todas infrutíferas – dos signatários desta Representação em aprovar as quebras dos sigilos bancários dessas quatorze empresas que receberam vultosos recursos e que têm suas atividades sob suspeição”, registra o texto obtido pelo Blog. Tabela mostra as empresas que tiveram o sigilo quebrado e as que não tiveram:

Fonte: Blog do Camarotti _ G1

Relatório da CPMI do Cachoeira omite os maiores desvios de verba pública já feitos no Brasil #pizza

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O direcionamento desta CMPI deve prosseguir à Procuradoria Geral da República sem acobertar, sem omitir e sem proteger ninguém, mas sim investigar este grande esquema de corrupção deste país. Nós estamos diante de um grande esquema de corrupção com bandidos de colarinho branco. Temos proceder de forma correta, sem ocultação de informações para pescar tubarões e não peixes pequenos.

Hoje mais uma vez a leitura do relatório foi suspensa, dessa vez pelo próprio relator o deputado Odair Cunha PT/MG que percebeu que seria insustentável defender um relatório tão truncado. Já se passaram 06 meses e 32 seções desta CPMI, o relatório final possui 5 mil paginas de informações pela metade. Não é possível que deixamos impunes bandidos que roubam uma nação inteira. Segue a reportagem da revista VEJA sobre a parcialidade do relatório que se o PT quer que a CPMI engula. 

Relatório da CPI é revanche pelo mensalão, afirma Perillo
Governador de Goiás estuda entrar na Justiça contra pedido de indiciamento
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusou nesta quarta-feira o relator da CPI do Cachoeira, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), de querer prejudicá-lo por ter feito “uma denúncia relativa ao mensalão” em 2005. O tucano deve decidir nesta quinta-feira se vai procurar a Justiça para evitar o indiciamento pretendido pelo petista em seu relatório, segundo informação de sua assessoria de imprensa. A leitura do relatório ocorre nesta quinta-feira.
Imprensa: Nota de esclarecimento da revista VEJA
“O relator, que é ligado a um partido político, tem um único objetivo: prejudicar-me politicamente, porque lá atrás eu fiz uma denúncia relativa ao mensalão”, disse Perillo, ao visitar nesta quarta um hospital de Goiânia. Em 2005, quando o escândalo da compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva veio a público, o tucano exercia o mandato de senador e disse ter alertado o então presidente sobre o esquema.
“Os envolvidos no mensalão estão sendo condenados. Eu tinha razão quanto a isso”, disse Perillo. “O que não pode é essa tentativa de vingança permanente. O que algumas pessoas querem, nesse momento, é tentar politizar e prejudicar alguns por serem adversários.”
No relatório, Cunha atribui cinco crimes a Perillo, incluindo formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência. O governador é suspeito de ligação com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A Polícia Federal chegou a interceptar uma ligação de Perillo ao contraventor, para desejar feliz aniversário – o tucano nega ter ajudado o esquema de Cachoeira em seu governo.
Leia no blog de Reinaldo Azevedo:
Há quem não tenha se dado conta da gravidade dos atos praticados pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira. Seu relatório tem mais importância do que parece. Ele revela a vocação do PT para construir, se não for devidamente enfrentado, um estado policial no país. Não estou exagerando, não! Ao contrário! Estou dando à coisa o nome que ela tem. Se as palavras, os conceitos e a instituições fazem sentido, então é isto mesmo: os petistas, se julgarem necessário, transformam instâncias do estado em instrumento de perseguição dos adversários.

Não é de hoje que os petistas desmoralizaram as CPIs. A dos Correios — ou do Mensalão — já exibia figuras grotescas, que lá estavam para sabotar as investigações, não para apurar o eventual cometimento de crimes contra a ordem do estado. Quem não se lembra da voz maviosa e bela da agora ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tentando impedir, a todo custo, que se chegasse à verdade dos fatos? Coube a dois parlamentares da base governista — o senador e presidente daquela comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), e o deputado e relator, Osmar Serraglio (PMDB-PR) — zelar pela dignidade possível da comissão. Se, por causa das chicanas, não avançaram tanto quanto deveriam, fizeram, é fato, um trabalho digno.

Fonte: VEJA

#ONG lista políticos que podem ser barrados pela #FichaLimpa

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ONG, pessoas articuladas em redes sociais, imprensa, todos estão DE OLHO. Os brasileiros não aguentam mais tanta corrupção e de modo geral entendem que a falta de recursos em áreas básicas como sáude, segurança e educação está ligada a corrupção. CHEGA DE CORRUPÇÃO, VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO.

ONG elabora lista de políticos que podem ser barrados pela Ficha Limpa

O site Congresso em Foco fez uma lista de políticos que devem ser considerados inelegíveis nestas eleições com base na Lei da Ficha Limpa. A relação tem, até esta sexta-feira, 9, 30 nomes, entre eles de ex-deputados, ex-senadores, ex-prefeitos e ex-governadores.

A aplicação da Ficha Limpa nestas eleições foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro. Não poderão se candidatar políticos condenados por órgãos judiciais colegiados por uma série de crimes, como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e contra o patrimônio público, por improbidade administrativa, por corrupção eleitoral ou compra de voto, mesmo que ainda possam recorrer da condenação a instâncias superiores. Também estarão impedidos aqueles que renunciaram aos seus mandatos para fugir de processos de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Abaixo, a lista feita pelo site:
– Benício Tavares (PMDB-DF)
– Bernardo Carli (PSDB-PR)
– Carlão de Oliveira (RO)
– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
– Cássio Taniguchi (DEM-PR)
– Coriolano Sales (PSDB-BA)
– Expedito Júnior (PSDB-RO)
– Joaquim Roriz (PSC-DF)
– João Pizzolatti (PP-SC)
– José Borba (PP-PR)
– José Carlos Gratz (PSL-ES)
– Júnior Brunelli (sem partido, ex-PSC-DF)
– Kaká Mendonça (PTB-RO)
– Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM-DF)
– Luiz Estevão (PMDB-DF)
– Magda Mofatto (PTB-GO)
– Marcelino Fraga (PMDB-ES)
– Marcelo Miranda (PMDB-TO)
– Marcos Donadon (PMDB-RO)
– Maria de Lourdes Abadia (PSDB-DF)
– Mário Calixto Filho (RO)
– Marlon Donadon (PRB-RO)
– Moreira Mendes (PSD-RO)
– Natan Donadon (PMDB-RO)
– Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM-DF)
– Pedro Passos (PMDB-DF)
– Severino Cavalcanti (PP-PE)
– Silvernani Santos (RO)
– Tatico (PTB-GO)
– Zé Gerardo (PMDB-CE)
Autor: Estadão.com.br
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/03/09/ong-elabora-lista-de-politicos-que-podem-ser-barrados-pela-ficha-limpa/

Links relacionados:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/veja-casos-de-quem-esta-enquadrado-na-ficha-limpa/

#Maracutaia na #Justiça: #Lobby de juízes impediu CNJ de pôr fim à farra das verbas milionárias.

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Ignorar a opinião pública, usar a dogmática jurídica de forma casuística, julgar a favor dos interesses de governos corruptos e de seus corruptores, atribuir-se supersalários, fechar-se em uma torre de marfim que não leva em conta o clamor das ruas por mais ética. A justiça brasileira não está em nada distante dos outros poderes, ou aqueles a frente das instituições brasileiras promovem um choque de moralidade ou elas correm o risco de perder sua função junto a sociedade. A tentativa de dentro da própria justiça de "disciplinar" o comportamento de alguns juízes é fundamental para que a respeitabilidade e credibilidade da justiça brasileira sejam preservadas. Se a justiça se descredibilizar totalmente perante a população teremos um problema de autoridade e eficiência das leis ainda mais difícil de resolver.

Lobby de juízes impediu CNJ de pôr fim à farra das verbas milionárias
Ex-conselheiro conta que tentou, sem êxito, votar proposta para regular pagamentos

O lobby de associações de magistrados e a pressão dos tribunais puseram abaixo iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de editar resolução para pôr um fim na farra de desembolsos milionários à toga. Em 2011, “pelo menos duas ou três vezes”, sem êxito, o então conselheiro Ives Gandra da Silva Martins Filho levou a plenário uma proposta para disciplinar a liberação de pagamentos de verbas acumuladas.

“Eu levei a matéria a plenário e pediram para adiar, eram pedidos de associações de magistrados e de Tribunais de Justiça, alguns presidentes de tribunais me procuraram colocando suas preocupações”, relata Gandra Filho.

Aos 52 anos, ele é ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde 1999. Por dois anos exerceu a função de conselheiro do CNJ, entre julho de 2009 e junho de 2011.

Supercontracheques são alvo de uma frente de investigação sem precedentes do CNJ.

Aqui e ali magistrados se rebelam à inspeção. Alegam que os valores lhes são devidos, por férias não desfrutadas, vencimentos pagos com atraso e outras situações.

Em São Paulo descobriu-se a “turma do milhão”. São desembargadores que receberam quantias superiores R$ 1 milhão.

A tentativa de criar uma rígida norma para impedir privilégios e concessão de somas extraordinárias aos juízes foi tomada no CNJ depois do escândalo envolvendo onze magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, alguns aquinhoados com R$ 1,5 milhão, em 2008, mediante suposta fraude financeira.

A proposta para evitar a reedição de episódios como os de Mato Grosso foi apresentada por Gandra Filho.

Qual era a sua proposta?

Eu pedia basicamente a adoção de duas medidas. A primeira, que os pagamentos ficassem limitados às verbas não prescritas, ou seja, créditos que estivessem contidos exclusivamente em um período de até cinco anos antes da solicitação. A segunda medida previa que não fosse contemplado apenas um pequeno grupo do tribunal. Eu coloquei: não tendo dinheiro para pagar os atrasados a todos, então que se dividissem equitativamente os valores disponíveis. Que não se concentrasse toda a verba só para pagar um grupo.

Por que o sr. estabeleceu prazo prescricional de cinco anos?

Qualquer demanda que se apresente perante o Judiciário contra a União deve obedecer esse prazo. A minha proposta era para que fosse obedecido o critério da prescrição. Acho razoável, justo.

O que o fez tomar essa iniciativa?

A preocupação maior no conselho surgiu a partir do processo de Mato Grosso. Eles (desembargadores) inflacionaram a folha dos atrasados, calcularam para aumentar demais, de forma a atingir valores bem altos, e só pagaram a um grupinho ligado à presidência do TJ. Foi um processo bastante complicado.

Por quê?

A presidência do TJ de Mato Grosso era dominada por maçons, havia uma cooperativa ligada à maçonaria. Vários magistrados receberam para emprestar à loja. Esse processo foi o principal problema. Alguns ganharam R$ 1,5 milhão. Nesse processo, do qual fui o relator, eu escrevi: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. É assim: primeiro vamos cuidar do nosso.

Que sanções foram aplicadas?

O Conselho Nacional de Justiça afastou os magistrados, mas providências de âmbito civil e penal são de competência de outras esferas, como o Ministério Público. Dez juízes foram afastados, mas o Supremo Tribunal Federal devolveu-os às suas funções e cargos, sem entrar no mérito. O STF entendeu que eles (os juízes) deveriam retomar suas atividades e que fossem julgados antes pelo próprio tribunal ao qual pertencem. Nesse contexto de um caso concreto é que surgiu a imposição, a necessidade de uma providência para disciplinar os pagamentos aos magistrados.

Por que fracassou a resolução para impor regras nos pagamentos?

Pelo menos duas ou três vezes, no ano de 2011, levei a plenário a proposta, mas sem êxito. Pediram para adiar, eram pedidos de associações de magistrados e de Tribunais de Justiça. Alguns presidentes de tribunais me procuraram colocando suas preocupações.

Quais preocupações?

Eles não queriam que limitássemos em cinco anos o prazo prescricional, sob argumento central de que o problema não é gerado pelo Judiciário. Alegavam que o Judiciário tem direito à verba, mas não tem caixa para pagar porque o Executivo não repassa. Vai passando o tempo, fica o débito e eleva os valores a níveis bem altos.

O que são verbas atrasadas a que os magistrados alegam ter direito?

Basicamente vantagens pessoais e pagamentos relativos a períodos de planos econômicos, quem não recebeu se sentiu prejudicado. Alegam, por exemplo, equiparações ao Ministério Público. Ninguém pode ganhar mais que ministro do Supremo. Mas deputados estavam ganhando com os auxílios mais que os ministros. Esses auxílios foram estendidos ao Judiciário. Outro problema era a forma de cálculos aplicada pelos tribunais. Veja, não estou criticando nenhum colega. Eu propus critérios, se a resolução vai emplacar ou não eu não sei.

O sr.nsistiu em levar sua proposta à votação?

Eu queria votar o mais rápido possível. Nada melhor que parâmetros claros, até para respaldar os presidentes dos tribunais que são os ordenadores de despesas. Eu coordenava a Comissão de Eficiência Operacional e de Gestão de Pessoas, um setor que trata das questões relativas aos magistrados. Por mais que tentássemos não conseguimos votar. Entidades pediam para que estudássemos melhor, apresentaram muitas sugestões.

Por que o sr. não conseguiu?

Todas as vezes em que levei a matéria e coloquei em pauta não se quis votar. Alguns conselheiros achavam que devíamos votar, outros que a matéria ainda precisava amadurecer. Eu precisei contar com o apoio da Secretaria Orçamentária. Reconheço que as ponderações em sentido contrário são razoáveis. Os tribunais alegavam que sofriam restrições do Executivo, que os governos não repassavam as verbas orçamentárias. A proposta de resolução levantou muitos pontos polêmicos, todas as vezes que levei a plenário não conseguimos aprová-la.

Sem resolução específica como ficam os pagamentos milionários?

No meu modo de ver, quanto mais demora, pior fica. Uma resolução já resolveria, depois que se faça os ajustes, a calibragem. Melhor do que ficar sem nenhuma norma. Com o vácuo legal, nem o administrador tem a segurança necessária, nem o cidadão fica tranquilo. Vai questionar se aquele valor foi pago de acordo com a lei. Se o juiz tem que julgar e tem que ser justo no seu trabalho não pode ser questionado publicamente se está recebendo privilégios.

O CNJ se curvou à pressão dos tribunais e das entidades de classe?

As associações cuidam dos interesses dos magistrados de forma mais corporativa ou menos corporativa. As entidades pediam para que estudássemos melhor, apresentaram muitas sugestões. Reitero que os tribunais alegavam restrições orçamentárias por falta de repasse do Executivo. Este é um argumento que reconheci, porque realmente a situação pode ocorrer.

Autor: FAUSTO MACEDO – O Estado de S.Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,lobby-de-juizes-impediu-cnj-de-por-fim-a-farra-das-verbas-milionarias,822837,0.htm?p=5

#DeOlho: Mapa da Corrupção Brasileira desperta atenção de internautas

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Mapa da Corrupção Brasileira desperta atenção de internautas

Criado há seis meses, aplicativo já conta com mais de 120 mil acessos e 200 casos
RIO – Quando o Mapa da Corrupção Brasileira foi criado, há seis meses, pela editora de imagens Raquel Diniz, nem ela acreditava muito que a ferramenta fosse despertar a atenção de tantos internautas. Quando o aplicativo foi lançado no Google Maps, ele contava apenas com 20 casos de corrupção publicados e, hoje, já são mais de 120 mil acessos e 200 registros de desvio de conduta daqueles que vivem da vida pública de Norte a Sul do nosso país. Todos os casos são devidamente alimentados no mapa por internautas, o que pode significar que os políticos brasileiros não terão vida fácil nas eleições municipais do ano que vem.

A iniciativa de criar o mapa se deu a partir da experiência de Raquel em meio às manifestações que surgiram nos últimos dois anos na Espanha, país onde morou. Lá, ela viu de perto a população ir às ruas para protestar contra uma série de cortes do governo local e o que mais lhe chamou a atenção na época foi a maneira como os espanhóis se organizavam para as manifestações.

– As pessoas, revoltadas com o que estava acontecendo, começaram a se dar conta que a cultura digital seria uma excelente aliada e marcavam os locais dos protestos através das redes sociais – diz a editora de imagens.

Ao voltar para o Brasil no início deste ano, Raquel percebeu que o nosso país também tinha um enorme potencial para este tipo de manifestação e que a democratização da internet seria, sim, uma grande aliada.

– O Brasil é bastante aberto à cultura digital, e o mapa foi criado num momento de bastante efervescência na política do país, num ano em que Dilma Rousseff assumiu o governo e que tantos ministros caíram. A cada político que deixava o governo, o mapa ia se tornando mais forte, com mais casos de corrupção sendo publicados – afirma.

No balanço geral do Mapa da Corrupção no Brasil, os principais partidos do país têm cadeira cativa. Do PT, partido do governo, ao PSDB e DEM, da oposição, passando por PMDB, PR e PSB, estão todos lá, no rastro das fraudes cometidas por seus filiados e sob os olhar cada vez mais atento da população, que amplia o site com os casos de corrupção mais importantes da semana. E novos episódios se eternizam na internet.

– Pela primeira vez na história do Brasil estamos vendo políticos do primeiro escalão caírem por conta de escândalos de corrupção. Em menos de um ano de governo, já foram sete ministros que deixaram seus cargos, sendo que seis por suspeitas de corrupção. Antes, era muito difícil cair alguém – diz Raquel, que revela ainda que os campeões de denúncias são o ex-ministro Antonio Palocci, o primeiro a deixar o governo Dilma e o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ).

Os internautas que alimentam o mapa não querem deixar apagar da memória dos eleitores, por exemplo, que em agosto de 2010, Garotinho foi condenado pela 4ª Vara Federal Criminal a dois anos e seis meses de reclusão em processo sobre atuação de uma quadrilha que usava a estrutura da Polícia Civil para cometer uma série de crimes e facilitar negócios para o jogo do bicho. Quanto a Palocci, o mapa traz detalhes do caso da licitação de cestas básicas, na prefeitura de Ribeirão Preto, da história da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa e, mais recentemente, a multiplicação de seu patrimônio por 20 em quatro anos, o que provocou a saída dele do governo Dilma.

Estado do Tocantis também cria mapa da corrupção

O Mapa da Corrupção Brasileira, que começou de maneira tímida e hoje se firma como uma importante ferramenta para eleitores do todo país, inspirou iniciativas como a da Procuradoria da República do estado do Tocantis, que também lançou há poucas semanas um mapa da corrupção cujo serviço possibilita ao eleitor tomar conhecimento da atuação de seus representantes de forma simples, direta em cada município do estado. Raquel Diniz avalia que este último ano foi muito importante para esta nova era digital, quando as pessoas realmente começaram a se organizar e fazendo com que as manifestações se disseminassem pela internet.

– Nenhum mapa nunca estará completo, mas de alguma maneira as pessoas estão mais preocupadas em ler a respeito dos políticos. E este fato, em ano de eleição como as que vão ocorrer em 2012, é muito importante, pois os eleitores terão onde se informar a respeito dos seus candidatos antes de irem às urnas – encerra Raquel.

Veja o mapa colaborativao da corrupção brasileira
http://maps.google.com.br/maps/ms?hl=pt-BR&ie=UTF8&msa=0&msid=204209735970361037698.0004a40f41edf1d554ba0&t=h&z=7
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mapa-da-corrupcao-brasileira-desperta-atencao-de-internautas-3430324#ixzz1gK6c7iLE

A iniciativa deve atrair a atenção de cada vez mais pessoas indignadas com a situção extrema de corrupção em nosso meio político. Iniciativas como esta significam uma revolução nada silenciosa na política brasileira e do mundo. Estamos DE OLHO!

 

 

#Brasil terá cadastro com dados sobre #corrupção

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Uma lista de corruptos, casos de corrupção e corruptores, EXCELENTE INICIATIVA! Precisamos utilizar todas as formas possíveis para tornamos público o que está acontecendo em nosso país. É muito importante que as pessoas saibem QUEM são estes que sugam do bolso dos Brasileiros os recursos que faltam na saúde, segurança e educação.

País terá cadastro com dados sobre corrupção

AE – Agência Estado

O Brasil deverá ganhar um cadastro da corrupção, um documento minucioso que mapeará os desvios e onde mais atuam os fraudadores do Tesouro. Trará informações sobre investigações em curso, inquéritos policiais, denúncias formais da promotoria e da procuradoria, ações judiciais e sentenças de primeiro e segundo graus, quando houver. A proposta para criação do cadastro da corrupção foi apresentada na reunião da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), que se realiza em Bento Gonçalves (RS).

Wellington Cabral Saraiva é o autor da proposta. Ele é procurador regional da República em Recife. Atualmente, ocupa uma cadeira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O próprio órgão já tem o seu cadastro dos desmandos com a coisa pública. Mas é um acervo restrito às ações de improbidade administrativa, instalado há três anos.

Esse novo arquivo, que a Enccla aprovou ontem, mira a corrupção e também o peculato e outros crimes contra a administração. Abrange não apenas ações judiciais em curso, mas também fiscalizações da Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas. Saraiva observa que a medida é compatível com uma exigência de organismos internacionais que contemplam as principais convenções do planeta contra a fraude, tratados dos quais o Brasil é signatário.

Nessa condição, o País é avaliado pelo Gafi (grupo internacional de combate aos delitos financeiros), pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), ONU e OEA, que patrocinam as mais importantes convenções contra a corrupção. O Brasil tem sido alvo de críticas recorrentes pelo desleixo e a resistência à transparência de dados estatísticos sobre a corrupção.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pais-tera-cadastro-com-dados-sobre-corrupcao,802810,0.htm

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