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Archive for the ‘Delta’ Category

Uma pizza gigante que nos custa o rombo da Delta Construções nos cofres públicos. #CPI #Cachoeira

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A pizza que cobre o ROMBO que a Delta está causando nos cofres públicos, em várias esferas da administração está nos custando bilhões de reais, saídos do bolso do contribuinte.

Tivemos o pior desfecho possível na CPMI do Cachoeira, ficamos sem relatório. Um absurdo inexplicável diante da montanha de evidências de que a Delta Construções, organizada por Fernando Cavendish, é o mais escandaloso esquemas de rapinagem dos cofres públicos que já se viu, com cifras que fazem os prêmios da loteria parecerem trocados. Os tentáculos da Delta construções se mostraram muito fortes, longos e, agora mais do que nunca suspeitamos, operam a partir de um núcleo de poder conectado aos mais altos escalões do Governo Federal. Ao Brasil está sendo negado o direito de saber a verdade, de saber para onde foram os quase meio bilhão de reais depositados em contas de empresas laranja da Delta, dinheiro que foi desviado e lavado. Falta manutenção em estradas, em obras de infraestrutura no Brasil todo, em contrapartida empilham-se cifras bilionárias que somem nos ralos da corrupção instalados na Delta Construções. Ao público a única coisa que se divulga são pesquisas de satisfação subjetivas, que em nada refletem a realidade e a objetividade dos números de nossa economia e administração pública. Segue a reportagem da Agência Câmara de Notícias.

CPMI do Cachoeira conclui trabalhos sem responsabilizar suspeitos
Colegiado aprovou relatório paralelo que remete investigações para a Polícia Federal e o Ministério Público. Texto do relator, Odair Cunha, foi rejeitado. Para ele, a comissão terminou em “pizza geral”.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira rejeitou, nesta terça-feira (18), o relatório oficial, do deputado Odair Cunha (PT-MG), por 18 votos a 16, e aprovou o relatório paralelo do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), por 21 votos a 7. Os trabalhos do colegiado foram encerrados em seguida. O resultado levou a uma série de protestos dos integrantes da comissão, para os quais a comissão terminou em pizza. Essa foi, inclusive, a avaliação do relator. “Foi uma pizza geral”, disse Cunha.

O relatório aprovado, que tem apenas uma página e meia, não cita nenhum nome de investigado, critica o trabalho da comissão e diz que a investigação deve ser feita pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF). Pitiman declarou que seu parecer o deixava com a consciência tranquila por não ter condenado inocentes nem absolvido culpados. Esse argumento foi citado por diversos deputados favoráveis ao relatório.

Conforme o relatório aprovado, serão enviados para o MPF e a PF todos os documentos em poder da CPMI, inclusive os dados relativos às quebras de sigilo fiscal, telefônico e bancário, o relatório de Odair Cunha e outros quatro relatórios paralelos apresentados por integrantes da comissão. O texto paralelo prevê também a formação de uma comissão de deputados e senadores para acompanhar as investigações futuras, no âmbito das duas instituições.

“É um nada, que não leva a lugar nenhum, não tem nenhum efeito prático”, criticou Odair Cunha, ao definir o texto aprovado. Ele argumentou que seu relatório foi rejeitado porque “houve na comissão uma articulação para blindar o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e a empreiteira Delta”.

O relator afirmou que cedeu em tudo que podia, para tentar viabilizar a aprovação do seu relatório, mas que isso não foi o bastante. “Queriam que eu retirasse a Delta e o Perillo. Isso não posso fazer, pois se trata das ramificações empresarial e política da organização criminosa” comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, justificou.

Cunha sustentou ainda que o resultado significou “uma clara omissão diante de um número gigantesco de provas colhidas pela comissão”.

Na primeira votação desta terça, a comissão havia aprovado por unanimidade um requerimento do relator que já previa o envio de toda a documentação da CPMI para o Ministério Público e a Polícia Federal.

Discussão
Discursaram contra o relatório de Pitiman os deputados Silvio Costa (PTB-PE) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Costa disse que a comissão fabricou uma pizza com “t”, de trapalhada. Ele contestou o envio de documentos para o Ministério Público. “Isso já veio de lá. É uma piada, uma brincadeira. Não dá para transformar a CPMI numa papagaiada dessas”, declarou.

Discursaram a favor do texto aprovado os deputados Domingos Sávio (PSDB-MG) e Armando Vergílio (PSD-GO). Vergílio ressaltou que informações novas foram colhidas pela comissão, como as quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de diversos investigados. Segundo ele, o texto consegue reunir o pensamento da CPMI, para que a comissão não passe em branco. Sávio acrescentou que é uma falácia afirmar que relatório de Pitiman não acrescenta nada.

Após o encontro, Lorenzoni (DEM-RS) criticou a reunião desta terça. “O que vimos foi um circo triste e lamentável”, disse. O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) declarou que houve “um acordão” durante a madrugada, patrocinado pela “bancada da Delta”, para derrotar o relatório de Odair Cunha.

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), por sua vez, afirmou que os governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e Marconi Perillo se uniram à Delta para rejeitar o relatório. “Hoje foi o dia em que o Congresso protagonizou uma das maiores vergonhas de sua história”, afirmou.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que votou contra o relatório oficial, disse que o texto de Cunha era direcionado contra adversários do PT e protegia os maiores corruptos. “Não havia outra alternativa a não ser rejeitar”, comentou.

Confira cronologia dos trabalhos da CPMI do Cachoeira.

Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Written by onyxlorenzoni

dezembro 18, 2012 at 7:01 pm

Ao Brasil foi negado o direito de ver a verdade #CPMI #cachoeira #delta

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(Imagem compartilhada do brasildacorrupcao.blogspot.com)

(Imagem compartilhada do brasildacorrupcao.blogspot.com)

O maior esquema de desvio de verbas já flagrado no Brasil é abafado no relatório da CPMI do Cachoeira. Esquema que envolve cifras bilionárias, empresas laranja, o DNIT e a empreiteira Delta e que tinha na organização de Carlos Cachoeira um braço operacional. A análise desta CPMI pelo relator Odair Cunha deixa de fora 435 milhões de reais de recursos públicos que foram desviados e lavados. Ao Brasil foi negado o direito de ver a verdade! Abaixo segue o vídeo no YouTube e a degravação da fala em que explico meu voto em separado.

Degravação da apresentação do meu voto em separado na CPMI do Cachoeira:  “Sr. Presidente, Sr. Relator, senhores deputados e senhoras deputadas, senadores e senadoras que compõe esta comissão. O início desta CPMI foi um início que poderia ter se encaminhado para uma investigação extremamente profunda, haja visto o volume de tomos que o relator precisou para poder incluir todos aqueles documentos, os anexos, as quebras de sigilo, e a análise do material disponibilizado para esta CPMI. Não há nenhuma dúvida para este parlamentar, e por isso meu voto em separado, de que esta CPMI mereceria mais 6 meses ou até um ano de continuidade. Isto por que nós iniciamos para analisar uma quadrilha que era originalmente envolvida com jogos e atividades ilegais na área de jogos, que ia do jogo do bicho aos vídeo bingos, mas que dado a ter desenvolvido uma expertise na cooptação de agentes públicos ela cresceu em importância, por que passou a atrair uma outra quadrilha, na minha visão muito maior, muito mais bem organizada muito mais danosa ao interesse público brasileiro, que é a quadrilha que se albergava, e que se alberga hoje ainda, sob a sigla de uma empreiteira de obras públicas chamada Delta Construções. Quando a operação da Delta no centro-oeste se une a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, ela perpassa as fronteiras estaduais. Ela atinge no mínimo, e os dados da CPMI apontam a permeabilidade dela no estado de Goiás, no Distrito Federal e no estado de Tocantins; isto já está no relatório. Que tenho tristemente, apesar de respeitar o relator, de chamar de relatório chapa branca. Por que de maneira clara procurou protejer e salvaguardar outros interesses. Alguns localizados lá no estado do Rio de Janeiro, como o ex-governador Leonel Brizola lembraria se ainda estivesse vivo, e interesses, sem dúvida nenhuma relativos ao governo federal, e que acabou trazendo a luz no depoimento do Sr.Luiz Pagot, aqui nesta comissão, do cometimento, na minha visão, de crime, que fez que até apresentasse denúncia a PGR, por que ele admitiu aqui ter sem dúvida nenhuma, de maneira clara e desassombrada, utilizar de seu cargo público para cooptar recursos para uma campanha eleitoral, isto aconteceu no âmbito de uma de nossas reuniões. Eu queria neste breve tempo pelo menos poder lembrar que o equívoco cometido por esta CPMI no momento em que aqueles que aqui vieram escudados em habeas corpus, no meu ponto de vista emitidos sem uma atenção acurada, e ai vai uma crítica construtiva ao STF, vieram aqui, e a CPMI poderia e deveria se valer do princípio da construção probatória através dos questionamentos, viu pelo simples exibir do habeas corpus as pessoas serem liberadas de todo e qualquer depoimento, de todo e qualquer esclarecimento, impedindo até que o relator Odair Cunha pudesse receber denúncias ou investigações que as equipes que atuavam dando suporte as diversas bancadas pudessem trazer. Então fica registrado o meu veemente protesto e a esperança de que futuras CPMIs do Congresso Nacional não sigam esta trilha. Que foi inovadora e inovou equivocadamente ao liberar testemunhas, que deveriam ficar até a última pergunta, se por duas ou três horas se assim lhes aprouvesse, continuar repetindo que se resguardariam em seu direito de ficar em silêncio. Mas não retiraria dos parlamentares o direito ao diálogo e a construção de outros caminhos investigativos, dos quais esta CPMI se viu privada ao longo de sua ação. Por outro lado a junção da quadrilha de Carlinhos Cachoeira com a quadrilha pilotada pela Delta já é encontrada numa análise do meu voto em separado, e quero fazer uma síntese rápida de um documento que talvez merecesse mais de uma hora de reflexão, pela profundidade do trabalho desenvolvido e pela qualidade do trabalho desenvolvido, mas eu vou me deter a pagina 15 do meu voto em separado onde se demonstra de maneira cabal que a empresa Delta, logo após a contratação do Sr. José Dirceu como seu consultor e apoiada na ação objetiva do Sr. Luiz Pagot, então Diretor Geral do DNIT, ela obteve de 2008 para 2009 um crescimento extraordinário. Se nós somarmos todas as grandes construtoras brasileiras, e quero lembrar nominalmente, Odebrecht, OAS, Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, todas elas somadas prestando serviços ao DNIT, no ano de 2009 a Delta faturou praticamente do dobro do que todas elas somadas. No ano de 2010 chegou a faturar quase três vezes o que todas as 5 maiores empreiteiras do Brasil somadas faturaram. Da mesma maneira quero lembrar que a pagina 17 do mesmo relatório analisamos algo extraordinário, de acordo com o DNIT no período de 1996 a 2012 foram celebrados 361 instrumentos complementares a contratos que a Delta tinha com o DNIT. Destes 190 sofreram termos de aditivos, entre estes termos aditivos, e ai está o modus operandi desta empresa, no momento em que ela colocava seu preço 20% abaixo da concorrência, ou havia a dispensa de licitação, ou entrava abaixo de suas concorrentes, depois cooptava aqueles que respondiam pela capacidade de recuperação financeira destes contratos, e ela conseguia contratos aditivos que são inexplicáveis. Como por exemplo dois contratos, um celebrado em 2009, que se conclui em 24 de novembro de 2012 e que tem um percentual de aditivamento de 222%, não tem matemática que atinja isso, da mesma maneira que uma obra no Maranhão, na BR 135, da mesma maneira um contrato no Pará na Br 422, que em um período de recebe 108% de aditivos. Ai fiz uma comparação usando o INCC acumulado pelos períodos de vigência dos contratos, no máximo que se poderia ter no contrato do Maranhão teria sido 23,3% de aditivamento, o contrato teve 222%, no caso do Pará que recebeu 108%, seria no máximo de 44,5%. Falo destes casos rapidamente por que eles espelham com clareza o que a CPI se negou a investigar. Ou seja, o profundo desvio de dinheiro público pelos ralos da corrupção e que esta CPMI tendo estes dados em mãos tomou deliberadamente, por determinação do Governo Federal, e os partidos da base aliada seguiram a determinação de não investigar. Por fim Senhor presidente, eu queria avançar nesta análise que é pontual em virtude da exiguidade do tempo, para uma breve arquitetura das atividades ilícitas da Delta, por que eu não tenho nenhuma dúvida de que esta empresa é um esquema de corrupção muito maior, por que ela lavou 545 milhões de reais em pouco mais de 5 anos, quase 6 anos. Ela é muito maior do que o que foi o foco desta CPMI, que é a organização e Carlinhos Cachoeira. A organização de Cachoeira é um apêndice, é um pequeno braço na operação de uma situação que é muito maior e que a base do governo, por orientação do governo, resolveu suprimir ou impedir que esta CPMI investigasse. Nos dados que chegaram a CPMI se verificou que a Delta enviou depósitos para empresas localizadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Ceará, que não foram sequer foco da investigação. Houveram inúmeras tentativas dos parlamentares para quebrar o sigilo destas 14 empresas que receberam volumes que somam mais de 400 milhões de reais. Todos os esforços foram inócuos, e o relator e seu trabalho cingiu a investigação em apenas … A análise desta CPMI deixa de fora 435 milhões de reais de recursos que foram obviamente lavados, e se debruça sob apenas 110 milhões, por que isto Sr. Presidente? Estas 110 milhões de reais já constavam na Operação Vegas e na Operação Monte Carlo, eles já haviam sido elucidados pela análise da PF, e do MP de Goiás. Propositalmente tudo que é novo, e este conjunto de empresas que aqui está, Sr. Presidente, forma propositalmente evitadas. Por que elas fatalmente chegariam ao núcleo de poder no Ministério dos Transportes e, muito provavelmente, ao governo do estado do Rio de Janeiro. Para isso quero analisar a empresa Mamut, que nem de perto e nem de longe, transitou como foco de interesse dessa CPMI, e vou dar dados: esta empresa Mamut foi constituída em 7 de fevereiro de 2008, ela foi registrada a praça Moreira de Barros, loja C, número 24, bairro Olaria, seu nome fantasia é Fórmula 1. Pois muito bem, onde esta Mamut funcionaria, existe outra empresa chamada Hidrovitec componentes hidráulicos, e recebemos a confirmação que ambas, a Hidrovitec e a Mamut estão em outro endereço, na Rua Barreiros 1293, no bairro Olaria no Rio de Janeiro.  A Mamut chamou nossa atenção por que ela movimentou 33,7 milhões de reais da sua fundação até o ano de 2011. Sendo que como se vê neste gráfico, 77% deste dinheiro saiu só da Delta, coincidentemente em um ano eleitoral. São 21 milhões 358 mil reais movimentados por esta empresa, e a CPMI fez vistas grossas a este escândalo que está lá no Rio de Janeiro e que eu espero o MPF investigue. Por fim Sr. presidente eu quero chegar a página 57 do meu voto em separado, para termos uma pálida ideia do que o relatório não quis falar, deliberadamente por determinação do governo federal, e talvez por determinação do Sr. Fernando Cavendish, que para  mim é um chefe de quadrilha muito mais importante, muito mais forte e muito mais danoso ao país do que o Sr. Carlinhos Cachoeira. Vou ler uma frase da Exma. Ministra Carmen Lúcia, que de forma muito sucinta durante o julgamento do mensalão disse uma frase que para mim é brilhante. “O dinheiro está para o crime como o sangue está para as veias.” E nesse caso específico o dinheiro público de todos os brasileiros, resultante do esforço de cada um de nós, recursos que deveriam retornar ao cidadão brasileiro na forma de serviços, estão na verdade sendo cooptados, sendo arrestados, sendo saqueados, de maneira bucaneira, por uma organização criminosa que não houve coragem nesta CPMI de se enfrentar. Na verdade houve a deliberada decisão partidária de muitos por proteger a Delta Construções e ao Sr. Fernando Cavendish. Ao Brasil foi negado o direito de ver a verdade vir a tona aqui. Permitir que as falcatruas fossem desvendadas e assistir a punição dos culpados em um trabalho sério do Congresso Nacional, lamentavelmente não é isso que estamos concluindo neste trabalho, por isso a preocupação que tive em apresentar o requerimento que vai permitir o compartilhamento dos sigilos fiscais e bancários, para que a PGR possa chegar lá, pelo conjunto de dados que estão em nossos votos em separados, que é a maior quadrilha já organizada em território brasileiro. Ela tem toda a característica de uma organização criminosa, como o Dep. Odair Cunha coloca em seu relatório. Ela tem chefia, ela é hierarquizada, ela tem metodologia, como a máfia. O triângulo de ferro que Odair Cunha para caracterizar as operações de Carlinhos Cachoeira, em seu relatório, cabe como uma luva nas ações de Fernando Cavendish, a Delta, o governo do Estado do Rio e o Governo Federal no que diz respeito ao DNIT. E concluo pedindo que esse voto em separado e essa CPMI possa levar todo o conjunto que nós reunimos aqui, que é um banco de dados extraordinário, ao conhecimento do MPF, para que permita para que o MPF possa alcançar em nome dos brasileiros aquilo que uma maioria chapa branca tomou a decisão de blindar, que é a verdade no DNIT. Desde Roberto Jefferson já apontava o DNIT como fonte de financiamento do mensalão, até as operações que flagramos aqui nesta mesa ao seu lado Sr. Presidente, que é a empresa Delta e todas as suas ramificações. Agradeço a paciência de Vossa Excelência com a indignação deste parlamentar por ver a corrupção não ser investigada em toda sua profundidade. ” (Fonte: TV Câmara)

Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, é maior empreiteira do PAC #laranja #deltagate #pizzanão

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Por que as obras do Brasil são empacadas????

Não me considero um rebelde, mas não posso aceitar que o relatório da CPI, feito pelo deputado petista Odair Cunha, ignore as oitivas e as informações enviadas para a CPMI. Não podemos calar diante do que me parece o maior esquema de corrupção já flagrado no Brasil, um esquema que supera em muitas vezes o mensalão e envolve governos de todas as esferas em praticamente todo o território nacional. Isto tem que ser investigado e trazido à tona para que a opinão pública saiba por que as obras do Brasil são empacadas. O Brasil já foi capaz de construir uma capital em 4 anos, hoje em 10 anos não consegue reformar aeroportos, manter estradas e erguer viadutos. As informações enviadas a CPMI do Cachoeira são parte da explicação sobre por que as obras do Brasil são tão caras e lentas. Uma ponte no Brasil chega a custar 200 vezes mais do que em outros países. O brasileiro paga altos impostos e não consegue retorno por eles por que está havendo um desvio gigantesco de recursos, e o governo quer abafar o caso. Segue a reportagem da Agência Senado compartilhada pelo portal Brasil247. 

CPI: ONYX É O PRIMEIRO REBELDE CONTRA ODAIR

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM) é o primeiro a protocolar voto em separado na CPI do Cachoeira. Reunião para votação do relatório final de Odair acontece na próxima terça. Onyx diz que documento apresenta-se fora de foco e também afirma que CPI não aprofundou nas relações mantidas entre a construtora Delta e governo federal

A CPI mista que investiga as relações criminosas de Carlinhos Cachoeira vai se reunir na próxima terça-feira (11) para votar o relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG). O primeiro voto em separado já foi protocolado na secretaria da comissão pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), insatisfeito com a condução dos trabalhos por parte da relatoria.

Para Lorenzoni, a maioria na CPI “acovardou-se” ao não permitir o avanço nas investigações sobre o esquema de desvio de dinheiro público com a participação da construtora Delta.

Em seu voto em separado, o parlamentar do DEM alega que o relatório de Odair Cunha, apesar de ter mais de 5 mil páginas, apresenta-se fora de foco e totalmente dissociado da farta quantidade de provas que chegou à comissão.

Seria necessária uma atitude proativa da comissão para perceber que, mais do que o sr. Carlos Cachoeira, o grande problema a ser enfrentado pela CPMI seria o de aprofundar o exame das relações entre a Delta e os governos de todas as esferas”, informa o voto em separado.

Onyx Lorenzoni destacou em seu texto que em 2011 a Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, tornando-se a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, dados provenientes de quebras de sigilo revelam uma série de operações suspeitas, ocorridas principalmente em meses eleitorais.
Apoio

A necessidade de investigação de um grupo de empresas consideradas de fachada e que teriam recebido dinheiro da construtora Delta também tem sido reivindicada pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodruigues (PSOL-AP). Este último, inclusive, também já anunciou que apresentaria um voto em separado, com o resultado da investigação paralela feita por sua assessoria técnica.

Polêmica

O deputado Odair Cunha leu um resumo de relatório numa reunião tumultuada no dia 23 de novembro. Pressionado, mudou seu texto e retirou o pedido de investigação contra o procurador-geral, Roberto Gurgel, e o indiciamento de cinco jornalistas, entre os quais, Policarpo Júnior, da Veja em Brasília.

As divergências são muitas. Integrantes do PSDB, por exemplo, não concordam com a recomendação do relator pelo indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e dizem considerar o relatório um instrumento de ataque político.

Odair Cunha não comenta o teor do texto a ser votado, mas a assessoria dele informou que o deputado tem conversado com integrantes da CPI, discutindo possíveis sugestões ao seu documento.

Na última reunião da CPI, ele disse que as sugestões poderiam ser enviadas pelos parlamentares até o dia da leitura, mas destacou que tem prerrogativa para aceitá-las ou não. A votação está marcada para as 10h15, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Pontos polêmicos do relatório de Odair Cunha, com votação prevista para 11/12:

* Ministério Público: Pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel desagradou a vários parlamentares. O relator sugeriu ao Conselho Nacional do Ministério Público que apure a possível omissão dele em relação à Operação Vegas, conduzida pela Polícia Federal.

* Jornalistas: Também desagradou a parte dos parlamentares o indiciamento do jornalista da Veja Policarpo Júnior por formação de quadrilha. Para o relator, ele teria “extrapolado o limite da relação entre fonte e jornalista”.

* Laranjas: Quase meio bilhão foi repassado pela construtora Delta a empresas consideradas laranjas, e a CPMI só quebrou o sigilo de 20% delas.

* Requerimentos: Os trabalhos da comissão terminaram e mais de 600 requerimentos de convocação e quebras de sigilo nem sequer foram analisados.

* Governadores: Apesar da proximidade entre o dono da Delta, Fernando Cavendish, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), não houve investigação sobre o assunto.

* Cavendish: Foi indiciado apenas por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O relatório não lista outros crimes que teriam sido cometidos pelo dono da Delta, que sequer teve o sigilo bancário quebrado.

* Contas no exterior: Carlinhos Cachoeira teria contas fora do país, fato que não chegou a ser apurado pela comissão.

* Caixa 2 do PT: O ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot confirmou que atuou junto a empreiteiras para pedir recursos para campanha do PT, mas o assunto não foi levado adiante pela comissão, para revolta de opositores do governo.

Autor: Agência Senado

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/87418/CPI-Onyx-%C3%A9-o-primeiro-rebelde-contra-Odair.htm 

21 empresas laranjas receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos #istotemqueserinvestigado

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Grupo cede para evitar pizza na CPI do Cachoeira
O relator está disposto a incorporar no texto um pedido para o Ministério Público investigar 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos

É preciso investigar a fundo o que foi levantado na CPMI do Cachoeira, 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos. #pizzanão

É preciso investigar a fundo o que foi levantado na CPMI do Cachoeira, 21 empresas laranjas receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos, precisamos saber mais sobre esta operação que é 3x maior que o mensalão em recursos desviados. #pizzanão

Brasília – Na tentativa de evitar que a CPI do Cachoeira termine em pizza, o grupo de parlamentares chamado de “independentes” está decidido a votar a favor do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG). Integrado pelos deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Rubens Bueno (PPS-PR) e pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), o grupo tem divergências em relação ao parecer do petista e estuda apresentar um voto em separado, mas não descarta aprovar o texto de Cunha para evitar que a CPI seja concluída sem um relatório final.

Para conquistar os votos do grupo, o relator está disposto a incorporar no texto um pedido para o Ministério Público investigar 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da empreiteira Delta nos últimos cinco anos. Os votos dos independentes são essenciais para o relatório de Cunha, apresentado em sua primeira versão há duas semanas, ser aprovado.

Parte da base aliada, em especial do PMDB, se uniu ao PSDB para retirar do parecer o pedido de indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo; e do dono da Delta Construções, Fernando Cavendish; além da investigação das transações feitas pela empreiteira. No relatório final, Cunha recomenda ao Ministério Público que investigue 117 empresas, incluindo a Delta, que movimentaram R$ 84 bilhões nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Exame

Links relacionados:
http://exame.abril.com.br/brasil/politica/noticias/grupo-cede-para-evitar-pizza-na-cpi-do-cachoeira

http://noticias.r7.com/brasil/grupo+cede+para+evitar+pizza+na+cpi+do+cachoeira-05122012

R$435milhões foram desviados e a CPMI não quer investigar isso. #pizza @globonewsTV

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CLIQUE AQUI E ASSISTA A REPORTAGEM COMPLETA DA GLOBONEWS.

Não podemos engolir esta pizza e não vamos engolir esta pizza. O relator quer entregar um texto parcial como relatório da CPMI, ignorando dados enviados e oitivas contundentes, fazendo vistas grossas aos desvios de verba via DELTA, até agora identificamos 435 milhões de reais desviados através de empresas laranjas ligadas a DELTA sequer são mencionados no relatório. Este relatório não reflete os trabalhos da CPMI.

(Fonte: Globo News)

VIDEO – link para reportagem da GloboNews : http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/t/todos-os-videos/v/leitura-de-relatorio-da-cpi-de-cachoeira-e-mais-uma-vez-adiada/2256460/

CPMI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas

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Na tarde de hoje, grupo de parlamentares de oposição entregou representação, ao Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

Neste relatório consta uma investigação que vem sendo feita há meses, onde foram descobertas novas irregularidades que não são citadas no relatório de 5 mil páginas da CPMI de Carlinhos Cachoeira.

Inicialmente estavam sendo investigadas empresas ligadas à Cachoeira, logo, foi descoberta uma organização muito maior vinculada à Delta que movimentou diversas empresas laranjas. E todo este esquema está ligado ao governo.

Todas as indicações para essas investigações deverão ser aprofundadas e esse mega esquema deverá ser descoberto.  Segue a excelente reportagem de Gerson Camarotti.

CPI não investiga repasse de R$ 435 milhões de Delta para laranjas
A representação feita pelo grupo dos independentes à Procuradoria Geral da República revela que a CPI do Cachoeira deixou de analisar cerca de 80% das transferências da empreiteira Delta para empresas “laranjas” ou “fantasmas”.
Em valores absolutos, isso significa que do total de R$ 545 milhões, apenas R$ 110 milhões foram rastreados pela comissão. Ou seja, a CPI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas.
A representação entregue ao procurador-geral, Roberto Gurgel, mostra que a Delta “realizou expressivos depósitos para empresas localizadas em Goiás e em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Ceará.
“Houve inúmeras tentativas – todas infrutíferas – dos signatários desta Representação em aprovar as quebras dos sigilos bancários dessas quatorze empresas que receberam vultosos recursos e que têm suas atividades sob suspeição”, registra o texto obtido pelo Blog. Tabela mostra as empresas que tiveram o sigilo quebrado e as que não tiveram:

Fonte: Blog do Camarotti _ G1

Relatório da CPMI do Cachoeira omite os maiores desvios de verba pública já feitos no Brasil #pizza

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O direcionamento desta CMPI deve prosseguir à Procuradoria Geral da República sem acobertar, sem omitir e sem proteger ninguém, mas sim investigar este grande esquema de corrupção deste país. Nós estamos diante de um grande esquema de corrupção com bandidos de colarinho branco. Temos proceder de forma correta, sem ocultação de informações para pescar tubarões e não peixes pequenos.

Hoje mais uma vez a leitura do relatório foi suspensa, dessa vez pelo próprio relator o deputado Odair Cunha PT/MG que percebeu que seria insustentável defender um relatório tão truncado. Já se passaram 06 meses e 32 seções desta CPMI, o relatório final possui 5 mil paginas de informações pela metade. Não é possível que deixamos impunes bandidos que roubam uma nação inteira. Segue a reportagem da revista VEJA sobre a parcialidade do relatório que se o PT quer que a CPMI engula. 

Relatório da CPI é revanche pelo mensalão, afirma Perillo
Governador de Goiás estuda entrar na Justiça contra pedido de indiciamento
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusou nesta quarta-feira o relator da CPI do Cachoeira, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), de querer prejudicá-lo por ter feito “uma denúncia relativa ao mensalão” em 2005. O tucano deve decidir nesta quinta-feira se vai procurar a Justiça para evitar o indiciamento pretendido pelo petista em seu relatório, segundo informação de sua assessoria de imprensa. A leitura do relatório ocorre nesta quinta-feira.
Imprensa: Nota de esclarecimento da revista VEJA
“O relator, que é ligado a um partido político, tem um único objetivo: prejudicar-me politicamente, porque lá atrás eu fiz uma denúncia relativa ao mensalão”, disse Perillo, ao visitar nesta quarta um hospital de Goiânia. Em 2005, quando o escândalo da compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva veio a público, o tucano exercia o mandato de senador e disse ter alertado o então presidente sobre o esquema.
“Os envolvidos no mensalão estão sendo condenados. Eu tinha razão quanto a isso”, disse Perillo. “O que não pode é essa tentativa de vingança permanente. O que algumas pessoas querem, nesse momento, é tentar politizar e prejudicar alguns por serem adversários.”
No relatório, Cunha atribui cinco crimes a Perillo, incluindo formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência. O governador é suspeito de ligação com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A Polícia Federal chegou a interceptar uma ligação de Perillo ao contraventor, para desejar feliz aniversário – o tucano nega ter ajudado o esquema de Cachoeira em seu governo.
Leia no blog de Reinaldo Azevedo:
Há quem não tenha se dado conta da gravidade dos atos praticados pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira. Seu relatório tem mais importância do que parece. Ele revela a vocação do PT para construir, se não for devidamente enfrentado, um estado policial no país. Não estou exagerando, não! Ao contrário! Estou dando à coisa o nome que ela tem. Se as palavras, os conceitos e a instituições fazem sentido, então é isto mesmo: os petistas, se julgarem necessário, transformam instâncias do estado em instrumento de perseguição dos adversários.

Não é de hoje que os petistas desmoralizaram as CPIs. A dos Correios — ou do Mensalão — já exibia figuras grotescas, que lá estavam para sabotar as investigações, não para apurar o eventual cometimento de crimes contra a ordem do estado. Quem não se lembra da voz maviosa e bela da agora ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tentando impedir, a todo custo, que se chegasse à verdade dos fatos? Coube a dois parlamentares da base governista — o senador e presidente daquela comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), e o deputado e relator, Osmar Serraglio (PMDB-PR) — zelar pela dignidade possível da comissão. Se, por causa das chicanas, não avançaram tanto quanto deveriam, fizeram, é fato, um trabalho digno.

Fonte: VEJA

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