Blog do Onyx

Liberdade | Democracia

Archive for the ‘Explica Dilma’ Category

Por que Lula bancou e Dilma aceitou manter Rosemary? #falarosemary

with one comment

Quando chega perto da Presidência da República, a operação abafa é imediata. Não há justificativa para não se quebrar o sigilo telefônico da senhora Rosemary.

Quando chega perto da Presidência da República, a operação abafa é imediata. Não há justificativa para não se quebrar o sigilo telefônico da senhora Rosemary.

A polícia federal, e o próprio ministro da justiça, devem estar surpresos com o alcance da operação Porto Seguro. Ela revela uma situação de tráfico de influência que perpassa vários organismos do governo federal. Não entendo como essa secretária que tinha um superpoder que permitiu a organização e articulação de uma quadrilha dentro do gabinete da presidência foi poupada de ser indiciada como quadrilheira. A transação dela era permanente com os irmãos. Portanto, este processo mereceria uma CPMI, para que trouxéssemos ao Congresso Nacional as pessoas que tem explicações a dar para o país. Uma caso com tal repercução que mereceria uma CPMI, para que nós pudéssemos entender por que o presidente Luis Ignácio da Silva bancou, e por que a presidente Dilma aceitou manter uma pessoa capaz de construir um esquema de corrupção que perpassa todos os poderes da república. Segue a reportagem do Ucho.info sobre a tentativa de furar a blindagem feita a Rosemary Noronha. 

Democratas quer levar envolvidos na operação Porto Seguro ao Congresso Nacional

Olho no olho – O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou, na terça-feira (4), novos requerimentos para ouvir pessoas envolvidas na operação Porto Seguro. Lorenzoni pede a ida da ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Rosemary Nóvoa de Noronha, e dos irmãos Paulo e Rubens Vieira, ex-diretores das Agências Nacional de Água (ANA) e da Aviação Civil (ANAC) às Comissões de Segurança Pública e Fiscalização e Controle. Os requerimentos devem ser votados amanhã (5) nas reuniões ordinárias das comissões.

“O país precisa de uma explicação a respeito desta quadrilha que se instalou na antessala do gabinete presidencial. Essa secretária que tinha um superpoder que permitiu articulação e organização dessa quadrilha. Eu não entendo porque que ela foi poupada de estar também indiciada como quadrilheira porque a transação dela era permanente com os irmãos”, afirmou Lorenzoni após participar de audiência pública conjunta nas Comissões de Segurança Pública e Fiscalização com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O parlamentar defende, inclusive, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para aprofundar as investigações relativas à operação. “Esse processo mereceria uma CPMI para que a gente pudesse trazer as pessoas que têm explicações a dar. Por que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva bancou e a presidente Dilma aceitou manter uma pessoa que se revela, nesse momento, capaz de construir um esquema de corrupção tão grande e perpassando todos os poderes do governo federal praticamente?”, justificou se referindo a Rosemary de Noronha.

Nesta quarta-feira, os deputados também devem apreciar o convite de Cyonil Borges, ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) na comissão de Fiscalização. Também podem ser votadas as convocações dos ministros da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams nas duas comissões (Fiscalização e Segurança Pública).

Fonte: Ucho.info

Links relacioandos:
http://ucho.info/democratas-quer-trazer-envolvidos-na-operacao-porto-seguro-ao-congresso-nacional

fala_rosemary_batom_de_superbonder

Anúncios

Written by onyxlorenzoni

dezembro 5, 2012 at 2:18 pm

Royalties para a educação? Se depender de Dilma talvez daqui há 8 a 10 anos, e olhe lá…

leave a comment »

(Charge compartilhada do br.noticias.yahoo.com)

(Charge compartilhada do br.noticias.yahoo.com)

Mais do que nunca ficou clara a verdadeira intenção da presidente Dilma, que é: não distribuir coisa alguma e fazer muita propaganda em favor de seu governo, sem realizar nada de fato. Esta MP só poderia vir de um governo que faz festejos de inauguração para obras que estão iniciando e/ou cheias de irregularidades, que mesmo assim contam com a presença  da presidente para cortar fita e dar discurso. Nada para municípios e estados, esta é a verdadeira essência da MP 592/12, que destina 100% dos royalties das futuras concessões de petróleo para investimentos na área de educação. Futuras, quer dizer para plataformas em alto mar que sequer foram instaladas ainda. A MP é muito linda no papel, é dá uma bela manchete de jornal e mais nada. Confundir o cidadão e fazer o engodo político parecer aceitável sem resolver nada é o que está sendo feito pela “presidenta da miséria”. Os municípios, que precisam dos recursos para superar suas enormes dificuldades orçamentárias continuam na mesma penúria, sem ganhar um centavo com a exploração do nosso petróleo, a tão falada educação também, não se deixem enganar! Os municípios por determinação constitucional tem que investir 25% do seu orçamento em educação, os estados 15% e a União somente 5%, se a intenção de Dilma de investir em educação fosse verdadeira ela aumentaria a fatia que o Governo Federal destina a educação, ela também poderia abrir mão dos royalties já sendo pagos a União em favor da educação, mas não é nada disso que ela e seu gabinete planejam. Estão mais preocupados em abafar sucessivos escândalos de desvio de verbas, não consegue tocar a obras do PAC, não conseguem tramitar as reformas mais importantes e prometidas como a reforma política e a reforma tributária, não conseguem implementar políticas que alavanquem com eficiência o crescimento do Brasil que é fraco quando comparado a países em contextos parecidos com o nosso, como os BRICS.  Segue a reportagem da Agência Câmara de Notícias sobre a reação do deputados ao veto presidencial contra a distribuição dos royalties do petróleo.

Deputados reclamam que educação só terá recursos do petróleo em 6 ou 8 anos
Na prática, os royalties dos novos campos de petróleo só devem começar a ser recebidos e aplicados em educação a partir de 2018 ou 2020.

Deputados criticaram nesta terça-feira (4) a Medida Provisória (MP) 592/12, que destina 100% dos royalties das futuras concessões de petróleo para investimentos na área de educação. Os parlamentares destacaram que os recursos advindos dos contratos celebrados a partir deste mês só estarão efetivamente disponíveis daqui a cerca de oito anos.

No anúncio da medida, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que os recursos do petróleo são necessários para cumprir o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê mais R$ 215 bilhões de investimento em Educação até 2020. O plano já foi aprovado pela Câmara e está em análise no Senado.

Porém, segundo o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), os royalties oriundos da exploração de novos campos de petróleo só deverão começar a ser recebidos em 2020. Conforme o parlamentar, as licitações para os novos postos de petróleo deverão ocorrer apenas no segundo semestre de 2013. Para explorar o petróleo no meio do mar, as empresas deverão construir plataformas, o que demandará mais tempo.

“Para essa plataforma ser construída e ser colocada lá no meio do mar, lá se vão cinco, seis, sete ou oito anos. Então, até 2020, ninguém vai ver uma gota de centavo de dinheiro do petróleo no Brasil indo para a educação.”

O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) defende que o governo federal destine recursos do petróleo para a educação antes mesmo que as licitações para novos campos aconteçam. “Por que não se antecipar? Por que o governo não faz com que os estados recebam parcela de royalties e da participação especial que são da União para gastar em educação?”, questiona. “É preciso solução já, e o governo federal é quem deve dar essa solução.”

Debate
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que relatou a lei que trata da nova distribuição dos royalties do petróleo (Lei 12.734/12) na Câmara, também destaca que os royalties em volume expressivo só serão recebidos pelos estados e municípios daqui pelo menos seis anos, quando deverão ser aplicados em educação. Para ele, a medida provisória tem, porém, o mérito de reabrir o debate no Congresso.

O substitutivo de Zarattini, que foi derrotado na Câmara pelo texto do Senado, continha previsão de que o dinheiro do petróleo seria aplicado, na sua maior parte, na educação. “Vamos tentar uma evolução e aproximar os pontos de vista daqueles que querem os recursos para a educação já e aqueles que querem postergar a questão”, disse.

Zarattini informou que hoje vai apresentar requerimento à Comissão de Minas e Energia propondo debate com governadores sobre a medida.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara Notícias

Links relacionados:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/431725-DEPUTADOS-RECLAMAM-QUE-EDUCACAO-SO-TERA-RECURSOS-DO-PETROLEO-EM-8-OU-10-ANOS.html

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/431713-MP-DESTINA-100-DOS-ROYALTIES-DE-FUTURAS-CONCESSOES-DE-PETROLEO-PARA-EDUCACAO.html

Dilma veta benefício que iria ajudar todos os municípios e estados e faz justificativa confusa.

leave a comment »

 

(Charge compartilhada do br.noticias.yahoo.com)

(Charge compartilhada do br.noticias.yahoo.com)

A balela do momento aplicada pelo PT para esconder suas verdadeiras intenções é o “respeito aos contratos”. Faz-se necessário esclarecer que a lei aprovada no Congresso e vetada pela presidente, que era o projeto do Senado, não criava nenhum tipo de insegurança, afinal os royalties são pagos de qualquer maneira pela empresa que explora petróleo em território brasileiro, o que se está discutindo é a distribuição destes royalties. Alegar que o projeto vetado gerava algum tipo de insegurança para investidores é mais um desses sofismas usados para fazer o engodo político parecer razoável. Um dos piores exemplos de mudança de regime contratual, feita no governo Dilma, que afeta o valor desses contratos e prejudica o erário público bem como gera um regime de incerteza foi o RDC (Regime Diferenciado de Contratação) que começou sendo aplicado para obras da Copa e hoje está se estendendo a todas as obras do PAC. Pelo RDC se contrata por um regime de licitação fechada, nada transparente e que ainda pode ser aditada a vontade depois de feito o contrato. Ou seja, para gastar à vontade, sem transparência, não precisa segurança jurídica; já distribuir recursos para municípios e estados geraria insegurança? Absurdo total! Os royalties seriam de qualquer forma pagos por empresas que exploram o petróleo, a nova distribuição não alteraria contrato algum! Portanto vir falar de respeito a contratos no caso de distribuição dos royalties do petróleo é uma clara tentativa de confundir o cidadão de bem. Segue a reportagem do Estadão sobre o veto da presidente para a distribuição dos roaylties do pré-sal que iriam beneficiar muncípios  e estados em todo o Brasil. 

Dilma veta distribuir royalties para áreas já licitadas

A presidente Dilma Rousseff vetou a mudança na divisão dos royalties do petróleo das áreas que já foram licitadas. O veto à lei foi parcial, com a manutenção das novas regras de distribuição dos recursos entre Estados e municípios para o modelo de partilha, que será adotado nos novos campos do pré-sal. Com isso, o governo federal poderá fazer leilões por esse modelo já em 2013. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o primeiro leilão de partilha será feito em novembro do próximo ano.

Será editada ainda uma Medida Provisória para definir que também nas áreas que forem licitadas no futuro pelo regime de concessão a distribuição de royalties seja feita pelos critérios fixados no Congresso, aumentando a parcela de Estados e municípios não produtores.

O anúncio foi feito em entrevista à imprensa pelos ministros Lobão, Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Aloizio Mercadante (Educação).

A ministra Gleisi afirmou que a decisão da presidente teve como premissa “o respeito à Constituição, aos contratos estabelecidos, à definição de regras claras, para garantir a retomada de licitações do petróleo, seja no modelo de concessão ou partilha, e a garantia da distribuição a todo povo brasileiro”. Segundo ela, além do artigo que trata das áreas já licitadas, que teve um veto total, existem outros “quatro ou cinco vetos” em trechos da lei.

O ministro Edison Lobão afirmou que o objetivo foi respeitar os contratos firmados. “Não há desapreço com o Congresso, mas a defesa dos princípios constitucionais que asseguram contratos firmados até esta lei”, disse. “Estamos fazendo um aperfeiçoamento da lei”, completou. Ele lembrou que um terço das áreas do pré-sal já foi licitado e que, em novembro de 2013, com a nova lei, será possível fazer a primeira licitação no modelo de partilha.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-veta-distribuir-royalties-para-areas-ja-licitadas,967531,0.htm

Written by onyxlorenzoni

dezembro 3, 2012 at 10:50 am

Inércia e omissão do Governo na compra predatória da WebJet pela Gol, quem paga é o #consumidor

leave a comment »

A ação da Gol inflacionou o mercado. Com a oferta de bilhetes restrita, as demais empresas reajustaram de forma estratosférica os preços. Um exemplo disso é que uma viagem de Brasília para Fortaleza ou Natal, entre os dias 26 de dezembro e 2 de janeiro próximo, trechos de ida e volta, pode passar de R$ 5 mil por passageiro, sem incluir as taxas aeroportuárias, superando os valores de bilhetes internacionais da capital federal para Londres e Paris, entre R$ 4,3 mil e R$ 4,7 mil, e são quase o dobro da média cobrada no trajeto para Buenos Aires, algo que não pode ser creditado ao início da alta temporada de férias, mas sim à exclusão de um concorrente do mercado, no caso a Webjet. A Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, expôs o envolvimento de servidores federais na emissão fraudulenta de pareceres técnicos para beneficiar empresas e empresários, e nos permite perguntar se isso pode explicar a conivência do governo Dilma com a aquisição predatória da Webjet pela Gol.

Fonte: Assessoria de Imprensa

#DILMA, vetar o projeto aprovado para os #royalties é declarar guerra contra todos os prefeitos do Brasil. @g1

leave a comment »

Não é a toa que a maior manifestação política em Brasília é a Marcha dos Prefeitos, existe um desequilíbrio entre as atribuições dos municípios (saúde, saneamento, educação básica) e o que lhes é repassado da arrecadação.

Os municípios são os locais onde as pessoas moram, onde as empresas desenvolvem seus negócios, onde está o endereço de cada cidadão deste país.  Os municípios são os entes governamentais que mais tem obrigações a cumprir com o cidadão; educação pré-escolar e fundamental, saúde, saneamento básico, iluminação urbana, limpeza urbana e políticas para os resíduos sólidos, entre muitos outros itens, são obrigações dos municípios. De forma absolutamente invertida as municipalidades retêm a menor parcela do que é arrecadado pelo oneroso sistema tributário brasileiro. A imensa maioria dos 86 impostos brasileiros são federais, e assim os municípios ficam reféns de repasses, emendas a orçamentos, fundos dos quais os municípios participam, entre outras formas de repasse de verbas públicas para que eles possam cumprir suas obrigações legalmente determinadas. Por nenhuma outra razão a marcha dos prefeitos é a maior manifestação política que acontece várias vezes por ano nas ruas da esplanada dos ministérios e pela insensibilidade a este contexto a presidente Dilma já foi vaiada pelos prefeitos em um evento organizado por seus ministérios. O Congresso Nacional fez o favor a presidente Dilma de não aprovar o substitutivo apresentado por seu correligionário, Carlos Zarattini (PT-SP). Ela tem a chance de através de uma distribuição mais igualitária dos royalties de  amenizar a enorme distorção fiscal que empobrece os municípios, que são justamente os que têm mais dificuldades em cumprir suas enormes responsabilidades, e assim se reconciliar com esta enorme parcela de nossa representação política. Se a presidente vetar o que foi aprovado no Congresso ela não só corre o risco de ter seu veto derrubado no Congresso, e assim ter mais uma derrota política, como, também estaria declarada uma guerra com os prefeitos de todas as cidades do Brasil, inclusive com aqueles dos partidos que a apoiam no Congresso.

‘Tenho certeza de que Dilma vai vetar’, diz Cabral sobre nova lei de royalties
Governador do Rio reafirma posição contrária ao projeto de lei.
Cabral diz que estado vai perder R$ 4 bilhões por ano.

Durante discurso de agradecimento à homenagem que lhe foi prestada nesta quinta-feira (8) por líderes empresariais, no Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, o governador do estado, Sérgio Cabral, reafirmou sua posição contrária à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que altera a distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios. Cabral voltou a se dizer certo de que a presidente Dilma Rousseff não vai sancionar o texto do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

“A presidente Dilma já declarou publicamente que respeitar contratos é um princípio básico do governo. Tenho certeza de que a Dilma vai vetar o projeto”, disse Cabral, em tom inflamado.

O governador afirmou que acatará quaisquer decisões do Congresso Nacional sobre áreas de exploração petrolífera ainda a serem leiloadas, mas advertiu que não pode admitir alterações em contratos vigentes, assinados antes da descoberta da camada pré-sal.

(Fonte: G1)

O apagão moral anulou a confiabilidade do governo federal #energia #apagão @Estadao

leave a comment »

(imagem compartilhada do blog ucho.info)

Apagão da energia elétrica, apagão dos combustíveis, apagão da saúde, apagão da educação infantil, na verdade estes apagões são o sintoma do apagão moral que infestou por completo a administração federal aparelhada, partidarizada e a serviço de um projeto de poder que não se sintoniza com o interesse público e que não tem compromisso com o cidadão contribuinte.  Quando o filho de Zé Dirceu nos pergunta “Ter vergonha do que?” isto é emblemático da mentalidade que vige no grupo que hoje comanda o Brasil. O importante para este grupo é ter muito dinheiro para gastar em campanhas bilionárias, colocar afiliados de seu partido e dos partidos aliados em cargos bem remunerados nas empresas da qual o governo é sócio, criar muitos cargos nos ministérios para acomodar uma enorme quantidade de afiliados. Não existe salinha em Brasília que não tenha um CC companheiro ou companheira para contemplar a incompetência petista e intermediar os negócios com o governo. O TCU em relatório de junho deste ano já havia alertado para o quadro alarmante da energia. Neste relatório o TCU mencionou repetidamente problemas nas concessões do setor elétrico, apontava também para a falta de planejamento; ainda não haviam sido definidas as diretrizes que norteariam a renovação de contratos que expiram em 2015. Estes contratos envolvem 37 das 63 distribuidoras de energia do país, ou seja,  18% de toda a geração de energia elétrica do país e 84% da rede básica de transmissão. O relatório salientava para a falta de diagnósticos e objetivos acurados, com a identificação adequada das necessidades de cada área e das ações que poderiam contribuir para atendê-las. Pelo visto o relatório não chamou muito a atenção do ministério e da “presidenta incompetenta”. O mesmo DNA de inconsequência, falta de responsabilidade que se vê no trato com o setor elétrico se replica em vários outros setores que simplesmente não estão sendo pensados e planejados para que a população, que paga os mais altos impostos das Américas, tenha retorno em serviços pelo dinheiro subtraído compulsoriamente de seu bolso. O PT age como a política fosse um mero jogo de quem tem mais poder e o único foco fosse manter-se no poder. Mas não é isto, em uma democracia o objetivo da política não é a mera disputa, o objetivo deveria ser representar o eleitor e seus interesses. A população, que participa muito pouco deste jogo de disputa pelo poder,  está sendo esquecida, quando na verdade todo o sentido de existir de Estado, dos governos e seus representantes é dar assistência às pessoas que, repita-se, pagaram caro por isso. Esta inversão de valores acaba gerando cenários como o que estamos vendo no Brasil, uma economia pujante com ativos valorizados de forma crescente no mundo todo, mas que não consegue entregar para seus cidadãos hospitais, escolas, estradas, saneamento e energia. Segue a excelente reportagem de Eduardo Rodrigues para a Agência Estado em que o ministro Zimmermann admite que não há confiabilidade no sistema elétrico. Será o sistema que não é confiavel?

Sequência de apagões não é normal, admite Ministério de Minas e Energia

Ministro Zimmermann disse que o sistema elétrico brasileiro é um dos mais seguros do mundo, mas teve diminuição da confiabilidade no último mês

BRASÍLIA – Pela primeira vez, o Ministério de Minas e Energia (MME) admitiu que a sequência de quedas de energia, que têm afetado diversas regiões do País nas últimas semanas, pode não se tratar apenas de coincidências. O ministro interino, Márcio Zimmermann, disse há pouco que esse tipo de evento “não é normal” e que “essas coincidências são menos ainda”. Na madrugada desta sexta-feira, um apagão atingiu estados do Nordeste e do Norte do País.

“Já é a terceira semana seguida em que isso acontece e vamos tomar todas as providências para análise do que ocorreu”, disse o ministro interino ao chegar ao MME para reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcada para às 11 horas. Segundo Zimmermann, o problema de hoje ocorreu em uma linha de transmissão da Cemig, entre as cidades de Colinas e Imperatriz, ambas no Maranhão. O problema teria ocorrido, segundo ele, em uma chave seccionadora de um banco de capacitores.

“O sistema elétrico brasileiro é um dos maiores do mundo e é muito seguro, mas tivemos uma diminuição dessa confiabilidade no último mês”, completou o ministro interino. “Estas ocorrências têm sido registradas sempre com uma falha de equipamento e com a não atuação da primeira proteção, levando a eventos de grandes proporções”, concluiu.

Ainda de acordo com Zimmermann, técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estão se dirigindo para a subestação de Imperatriz para obter mais dados sobre a falha de hoje.

Autor: Eduardo Rodrigues, da Agência Estado
Fonte: jornal O Estado de São Paulo

(compartilhado do resistenciaufscar.blogspot.com)

#BRASIL: como um país rico tem tanta miséria? #IBGE vs. #PIB

leave a comment »

Foto: Gabriel de Paiva / O Globo/Arquivo

Miséria; que é uma forma de exclusão econômica intimamente ligada com falta de oportunidades educacionais; se combate com geração de empregos, com agricultura forte, com redução de impostos, com qualidade na educação e educação profissionalizante de amplo acesso. Mas isto nem de perto é o que o (des)governo Lula/Dilma quer ou sabe fazer. Ao invés vemos a implementação de escandalosos esquemas ligando altos escalões do governo federal com mafiosos e quadrilheiros.  Um exemplo muito claro da falta de compromisso com a extinção do cenário que vemos na foto é a falta de atenção  do (des)governo para uma situação básica, chamada de SANEAMENTO BÁSICO; que no Brasil é uma catástrofe, de acordo com setores do próprio governo. A construção de um sistema de esgotos e de tratamento de esgotos em todo país geraria centenas de milhares de empregos diretos, em todos os níveis, desde os obreiros que trabalham diretamente na instalação de sistemas de saneamento e tratamento de esgotos, até pesquisadores da engenharia de saneamento, de sanitaristas e educadores. É lamentável mas isto está fora de discussão, fora da pauta do governo e de seu rolo compressor no Congresso. Quando se fala em preservar mananciais no Brasil o governo esquece que as 81 maiores cidades do país, com mais de 300 mil habitantes, despejam, diariamente, 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, contaminando solos, o sub-solo, rios, mananciais e praias do país, com impactos diretos a saúde da população. Mas isto sequer é debatido quando se fala em preservação do meio ambiente, que continua sendo contaminado com ou sem o Código Florestal. Código este que está cheio de intenções, menos a de realmente zelar pela preservação das águas, bem nacional, mas sim em contemplar a geração de uma indústria de multas ambientais muito lucrativa, que para existir tem que criminalizar a atividade agrícola, tem que por fora da lei, por exemplo, vinhedos centenários do Rio Grande do Sul, entre outros exemplos de criminalização da atividade rural. Não adianta vir com a balela de que a miséria é histórica e veio com as caravelas Portuguesas. O contexto global de valorização de produtos brasileiros enche o país de recursos, como há muitas décadas não se via. Mas a falta de eficiência para combater pobreza extrema não diminuiu com a abundância de recursos, ao contrário do discurso de palanque, e sabemos bem, propaganda de governos corruptos nunca encheu a barriga de ninguém e muito menos acabou com fome e exclusão econômica aguda. A miséria que não acaba é sintoma direto da miséria moral dos dirigentes do (des)governo.  E, para a total ironia, ainda vemos estes dirigentes em listas dos mais ricos e poderosos do mundo. Parafraseando; país rico é país sem corruptos. Segue a esclarecedora reportagem do jornal O GLOBO sobre os números do IBGE para a miséria no Brasil.

Fim da miséria ainda longe

Pobreza extrema no Brasil caiu só 5,5% de 2009 a 2011 e atinge 8 milhões de pessoas

BRASÍLIA e RIO – O número de miseráveis no Brasil caiu 5,5%, de 2009 a 2011, período que cobre o fim do governo Lula e os primeiros meses do mandato da presidente Dilma Rousseff. Em setembro de 2011, havia no país 8 milhões de pessoas na extrema pobreza, conforme estimativa preliminar informada ao GLOBO pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os dados foram calculados com base na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011), do IBGE. É a primeira pesquisa que vem a público sobre a redução da miséria durante o governo Dilma, que assumiu o cargo com a promessa de erradicar a pobreza extrema até o fim de 2014.

Como utiliza dados de setembro de 2011, a estimativa ainda não capta efeitos do Brasil sem Miséria e do Brasil Carinhoso, programas lançados pela presidente. Mas especialistas acreditam que Dilma corre o risco de terminar o mandato sem cumprir sua principal promessa de acabar com a pobreza extrema.

De acordo com o ministério, o número de miseráveis caiu de 8.520.271, em 2009, para 8.054.775, em 2011, uma diminuição de 465 mil pessoas no universo de extremamente pobres, conforme a Pnad. O governo considera miserável quem tem renda mensal familiar de até R$ 70 por pessoa.

Em números absolutos, mantido esse ritmo, seriam necessários oito anos para fazer cair pela metade o total de extremamente pobres no Brasil. Assim, para conseguir uma queda de 50% em três anos, até 2014, o governo precisaria quase que triplicar a velocidade verificada no biênio 2009-2011.

— A possibilidade existe, mas é remota — diz o administrador Ricardo Teixeira, coordenador do curso de Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas.

Rafael Osório, coordenador de Estudos de Previdência, Assistência Social, Desigualdade e Pobreza do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que a atual rede de proteção social não basta para acabar com a miséria:

— Estamos no rumo certo. O que já foi feito é muito bom, mas não suficiente. Precisamos de mais, como discutir a expansão do Brasil Carinhoso para a faixa de 7 a 14 anos — diz Osório.

Especialistas admitem que é praticamente impossível zerar a pobreza extrema. Situação semelhante ocorre com a mortalidade infantil, pois todos os países registram mortes de bebês. O governo discute a fixação de um percentual residual de miséria, isto é, um patamar “tolerável” que, uma vez atingido, permitiria ao país dar por erradicada a pobreza extrema.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/fim-da-miseria-ainda-longe-6242845#ixzz286Lz4i00
© 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/fim-da-miseria-ainda-longe-6242845

Written by onyxlorenzoni

outubro 1, 2012 at 10:46 pm

%d blogueiros gostam disto: