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Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, é maior empreiteira do PAC #laranja #deltagate #pizzanão

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delta_lavagem_de_dinheiro

Por que as obras do Brasil são empacadas????

Não me considero um rebelde, mas não posso aceitar que o relatório da CPI, feito pelo deputado petista Odair Cunha, ignore as oitivas e as informações enviadas para a CPMI. Não podemos calar diante do que me parece o maior esquema de corrupção já flagrado no Brasil, um esquema que supera em muitas vezes o mensalão e envolve governos de todas as esferas em praticamente todo o território nacional. Isto tem que ser investigado e trazido à tona para que a opinão pública saiba por que as obras do Brasil são empacadas. O Brasil já foi capaz de construir uma capital em 4 anos, hoje em 10 anos não consegue reformar aeroportos, manter estradas e erguer viadutos. As informações enviadas a CPMI do Cachoeira são parte da explicação sobre por que as obras do Brasil são tão caras e lentas. Uma ponte no Brasil chega a custar 200 vezes mais do que em outros países. O brasileiro paga altos impostos e não consegue retorno por eles por que está havendo um desvio gigantesco de recursos, e o governo quer abafar o caso. Segue a reportagem da Agência Senado compartilhada pelo portal Brasil247. 

CPI: ONYX É O PRIMEIRO REBELDE CONTRA ODAIR

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM) é o primeiro a protocolar voto em separado na CPI do Cachoeira. Reunião para votação do relatório final de Odair acontece na próxima terça. Onyx diz que documento apresenta-se fora de foco e também afirma que CPI não aprofundou nas relações mantidas entre a construtora Delta e governo federal

A CPI mista que investiga as relações criminosas de Carlinhos Cachoeira vai se reunir na próxima terça-feira (11) para votar o relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG). O primeiro voto em separado já foi protocolado na secretaria da comissão pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), insatisfeito com a condução dos trabalhos por parte da relatoria.

Para Lorenzoni, a maioria na CPI “acovardou-se” ao não permitir o avanço nas investigações sobre o esquema de desvio de dinheiro público com a participação da construtora Delta.

Em seu voto em separado, o parlamentar do DEM alega que o relatório de Odair Cunha, apesar de ter mais de 5 mil páginas, apresenta-se fora de foco e totalmente dissociado da farta quantidade de provas que chegou à comissão.

Seria necessária uma atitude proativa da comissão para perceber que, mais do que o sr. Carlos Cachoeira, o grande problema a ser enfrentado pela CPMI seria o de aprofundar o exame das relações entre a Delta e os governos de todas as esferas”, informa o voto em separado.

Onyx Lorenzoni destacou em seu texto que em 2011 a Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, tornando-se a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, dados provenientes de quebras de sigilo revelam uma série de operações suspeitas, ocorridas principalmente em meses eleitorais.
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A necessidade de investigação de um grupo de empresas consideradas de fachada e que teriam recebido dinheiro da construtora Delta também tem sido reivindicada pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodruigues (PSOL-AP). Este último, inclusive, também já anunciou que apresentaria um voto em separado, com o resultado da investigação paralela feita por sua assessoria técnica.

Polêmica

O deputado Odair Cunha leu um resumo de relatório numa reunião tumultuada no dia 23 de novembro. Pressionado, mudou seu texto e retirou o pedido de investigação contra o procurador-geral, Roberto Gurgel, e o indiciamento de cinco jornalistas, entre os quais, Policarpo Júnior, da Veja em Brasília.

As divergências são muitas. Integrantes do PSDB, por exemplo, não concordam com a recomendação do relator pelo indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e dizem considerar o relatório um instrumento de ataque político.

Odair Cunha não comenta o teor do texto a ser votado, mas a assessoria dele informou que o deputado tem conversado com integrantes da CPI, discutindo possíveis sugestões ao seu documento.

Na última reunião da CPI, ele disse que as sugestões poderiam ser enviadas pelos parlamentares até o dia da leitura, mas destacou que tem prerrogativa para aceitá-las ou não. A votação está marcada para as 10h15, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Pontos polêmicos do relatório de Odair Cunha, com votação prevista para 11/12:

* Ministério Público: Pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel desagradou a vários parlamentares. O relator sugeriu ao Conselho Nacional do Ministério Público que apure a possível omissão dele em relação à Operação Vegas, conduzida pela Polícia Federal.

* Jornalistas: Também desagradou a parte dos parlamentares o indiciamento do jornalista da Veja Policarpo Júnior por formação de quadrilha. Para o relator, ele teria “extrapolado o limite da relação entre fonte e jornalista”.

* Laranjas: Quase meio bilhão foi repassado pela construtora Delta a empresas consideradas laranjas, e a CPMI só quebrou o sigilo de 20% delas.

* Requerimentos: Os trabalhos da comissão terminaram e mais de 600 requerimentos de convocação e quebras de sigilo nem sequer foram analisados.

* Governadores: Apesar da proximidade entre o dono da Delta, Fernando Cavendish, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), não houve investigação sobre o assunto.

* Cavendish: Foi indiciado apenas por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O relatório não lista outros crimes que teriam sido cometidos pelo dono da Delta, que sequer teve o sigilo bancário quebrado.

* Contas no exterior: Carlinhos Cachoeira teria contas fora do país, fato que não chegou a ser apurado pela comissão.

* Caixa 2 do PT: O ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot confirmou que atuou junto a empreiteiras para pedir recursos para campanha do PT, mas o assunto não foi levado adiante pela comissão, para revolta de opositores do governo.

Autor: Agência Senado

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/87418/CPI-Onyx-%C3%A9-o-primeiro-rebelde-contra-Odair.htm 

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21 empresas laranjas receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos #istotemqueserinvestigado

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Grupo cede para evitar pizza na CPI do Cachoeira
O relator está disposto a incorporar no texto um pedido para o Ministério Público investigar 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos

É preciso investigar a fundo o que foi levantado na CPMI do Cachoeira, 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos. #pizzanão

É preciso investigar a fundo o que foi levantado na CPMI do Cachoeira, 21 empresas laranjas receberam R$ 545 milhões da Delta nos últimos 5 anos, precisamos saber mais sobre esta operação que é 3x maior que o mensalão em recursos desviados. #pizzanão

Brasília – Na tentativa de evitar que a CPI do Cachoeira termine em pizza, o grupo de parlamentares chamado de “independentes” está decidido a votar a favor do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG). Integrado pelos deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Rubens Bueno (PPS-PR) e pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), o grupo tem divergências em relação ao parecer do petista e estuda apresentar um voto em separado, mas não descarta aprovar o texto de Cunha para evitar que a CPI seja concluída sem um relatório final.

Para conquistar os votos do grupo, o relator está disposto a incorporar no texto um pedido para o Ministério Público investigar 21 empresas laranjas que receberam R$ 545 milhões da empreiteira Delta nos últimos cinco anos. Os votos dos independentes são essenciais para o relatório de Cunha, apresentado em sua primeira versão há duas semanas, ser aprovado.

Parte da base aliada, em especial do PMDB, se uniu ao PSDB para retirar do parecer o pedido de indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo; e do dono da Delta Construções, Fernando Cavendish; além da investigação das transações feitas pela empreiteira. No relatório final, Cunha recomenda ao Ministério Público que investigue 117 empresas, incluindo a Delta, que movimentaram R$ 84 bilhões nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Exame

Links relacionados:
http://exame.abril.com.br/brasil/politica/noticias/grupo-cede-para-evitar-pizza-na-cpi-do-cachoeira

http://noticias.r7.com/brasil/grupo+cede+para+evitar+pizza+na+cpi+do+cachoeira-05122012

Brasil vai assistir duelo contra a bancada do Cavendish, que não quer investigar. #PIZZANÃO

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Independentes conseguem alterar relatório da CPMI do Cachoeira
Para Onyx Lorenzoni, críticas motivaram retirada de pedidos de indiciamento de jornalistas e de Roberto Gurgel

Após pressão dos parlamentares independentes da CPMI do Cachoeira, o relator anunciou, hoje (28), a retirada de seu parecer dos pedidos de indiciamento de jornalistas e de investigação do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. Essa é a visão do deputado Onyx Lorenzoni (Democratas-RS), um dos integrantes do grupo de independentes da CPMI.
A retirada dos jornalistas e do procurador-geral é uma vitória principalmente, do grupo independente que através das suas criticas e de seus posicionamentos repôs as coisas no lugar“, afirmou o deputado. O sumário do relatório foi lido nesta quarta-feira quando houve pedido de vistas coletivas.

É fundamental que o parlamento tenha a compreensão de que o Procurador-geral da República tem com grande emprenho e qualidade cumprido seu papel nos vários escândalos de corrupção do País. E é inadmissível que, depois da luta que se fez para se ter liberdade de imprensa no Brasil, a CPI que investiga um grupo criminoso fosse jogar qualquer tipo de responsabilidade sobre quem faz jornalismo investigativo e de qualidade como os jornalistas citados lamentavelmente na primeira versão“, opinou Lorenzoni.

O parlamentar acredita, no entanto, que o parecer ainda é omisso no que diz respeito as investigações das movimentações financeira da construtora Delta em estados fora da região Centro-Oeste. Na semana passada, os parlamentares independentes entregaram uma representação a Gurgel com dados sobre empresas e pessoas que teriam atuado no esquema criminoso da empresa de desvio de recursos públicos. “Estamos vendo através da reiteração de problemas como agora a operação Porto Seguro que o DNIT mais uma vez é pauta. E mais uma vez identificamos com tristeza que a regra para o governo federal são escândalos de corrupção, tráfico de influência, desvio de recursos públicos e favorecimento“, acrescentou.

A partir da próxima semana, os integrantes da CPMI começam a discussão do relatório e o processo de votação. “O duelo que o Brasil vai assistir será a bancada do Fernando Cavendish, que não quer investigar, contra a bancada dos querem investigação”, enfatizou Lorenzoni.

Deputado Onyx Lorenzoni após a sessão de CPMI de hoje (28) quando foi lido o relatório. (Foto: Sidney Lins)

Fonte: Assessoria de Imprensa

Written by onyxlorenzoni

novembro 28, 2012 at 5:07 pm

Vamos mostrar aquilo que a #CPMI se negou a investigar sobre #Cachoeira

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Parlamentares insatisfeitos com investigações da CPMI do Cachoeira preparam relatório paralelo | Agência Brasil

Karine Melo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ás vésperas da apresentação do relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, um grupo formado pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) e pelos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) está preparando um documento para ser lido como um voto em separado na comissão. O instrumento, que pode ser apresentado por qualquer parlamentar, é uma espécie de manifestação alternativa ao relatório.

O mesmo documento, que está sendo preparado por 12 técnicos, também será a base de uma representação que vai ser protocolada esta semana no Ministério Público Federal. Na semana passada, os autores chegaram a marcar encontro com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas desistiram. Eles acharam melhor esperar a leitura do relatório de Odair Cunha na reunião da CPMI que estava marcada para amanhã (20), mas foi transferida para quarta feira (21) por determinação do presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Segundo o deputado Onyx, o objetivo é ‘mostrar as omissões, inconsistências e proteções’ do relatório final do deputado Odair Cunha. Entre as principais críticas à condução dos trabalhos da comissão está o fato de mais de 500 requerimentos, como os que pedem a quebra do sigilo bancário de empresas que teriam recebido dinheiro da Delta Construção, não terem sido votados na comissão. Também não foram analisados vários pedidos de convocação de autoridades e acareação de envolvidos. ‘Vamos mostrar no relatório aquilo que a CPMI se negou a investigar’, disse Onyx.

Além do indiciamento do governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), e do ex-dono da Delta Construções Fernando Cavendish por fraude em licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha, o relatório pede a quebra de sigilo das 12 empresas que teriam recebido dinheiro da Delta e abertura de investigação contra os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), que não foram ouvidos pela CPMI. ‘Essa medida é importante porque tudo indica que o relatório não vai pedir investigação sobre todos os governadores. A CPI também não teve a coragem e a ousadia de avançar sobre a Delta e sobre o que estava por trás dela’, criticou o senador Randolfe Rodrigues.

Randolfe adiantou ainda que outro ponto do documento solicita que a Procuradoria-Geral da República peça autorização do Supremo Tribunal Federal para abrir investigação contra os deputados citados durante as investigações da comissão. Na lista estão Carlos Aberto Leréia (PSDB), Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Ottoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Todos foram alvo de representação na Corregedoria da Câmara, mas até agora Leréia foi o único que teve um parecer do órgão pela abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara. A representação contra Nercessian ainda não foi analisada, os demais deputados tiveram os processos arquivados por falta de provas.

O deputado Odair Cunha já está em Brasília fazendo os últimos ajustes no relatório, mas não quer dar detalhes do assunto. Até agora, ele só adiantou que o texto já tem mais de mil páginas e ‘será bastante contundente’. Ele já adiantou também que pedirá o indiciamento de todos os depoentes que se recusaram a falar na CPMI. Os trabalhos da comissão terminam no dia 22 de dezembro.

Edição: Talita Cavalcante

Agência Brasil – Todos os direitos reservados.

(Fonte: MSN Notícias)

Fonte: http://noticias.br.msn.com/parlamentares-insatisfeitos-com-investiga%C3%A7%C3%B5es-da-cpmi-do-cachoeira-preparam-relat%C3%B3rio-paralelo-ag%C3%AAncia-brasil

#PRORROGAÇÃO #CPI sem pizza: é preciso investigar a fundo. #Cachoeira #Delta #DNIT

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Prorrogação é importante para evitar pizza e investigar a fundo.

A prorrogação é fundamental. Se for mantido o acordo a prorrogação deve acontecer, o que estaria em discussão é o “quanto será prorrogado”.

Precisamos de 120 dias para conseguir incluir mais elementos no relatório que será aprovado pela CPMI e enviado para o MP. Pagot, funcionário do DNIT, já confessou em sessão da CPMI ao vivo na TV, que pediu dinheiro para a campanha de Dilma e ainda recebeu boletos dessas doações. Entre outros números alarmantes, constatados no material enviado a CPMI, 420 milhões de reais repassados a empresas laranja que operavam com a Delta. Isto tem que ser investigado mais a fundo pela CPMI, para que o relatório possibilite a que o MP realmente apure quem são os mentores deste esquema, a quem ele beneficia, de que maneira operou. Os desvios articulados com o intermédio de Cachoeira-Cavendish são gigantescos, fazem o mensalão parecer coisa de trambadinha. É preciso investigar a fundo! Segue abaixo a excelente reportagem do jornal Cruzeiro do Sul sobre a necessidade da prorrogação na CPMI que investiga o equema Cacheira-Cavendish.

Prorrogação da CPI do Cachoeira tem apoio no Senado

Contrariando o governo, a CPMI do Cachoeira obteve no Senado o apoio de 34 senadores – sete além do necessário – para prorrogar os trabalhos por mais 180 dias, como quer a oposição. Na Câmara, em um único dia, 80 deputados assinaram o requerimento estendendo a investigação até maio. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) acredita que não haverá dificuldade em obter as 47 assinaturas que faltam. O problema é que as assinaturas restantes no Senado e na Câmara devem ser obtidas até o dia 4 de novembro quando termina o prazo inicialmente previsto para o término do funcionamento da CPMI.

O futuro da comissão será decidido na reunião marcada para a próxima terça-feira, dia 30, às 15 horas. Lorenzoni prevê que os governistas querem evitar “uma queda de braço e o confronto com a sociedade” que, segundo ele, resultará do fato de a CPI virar pizza. A ordem no Palácio do Planalto, no entanto, é outra, de encerrar o quanto antes as investigações.

O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR) afirma que transformar a CPMI em pizza, como quer o relator Odair Cunha (PT-MG), seria evidenciar a “ligação promíscua” do governo com a Construtora Delta. A empresa é a maior beneficiada por recursos do PAC,tendo recebido da União mais de R$ 3 bilhões desde o início do programa. O líder embasa suas suspeitas no bloqueio feito pela bancada governista contra os requerimentos para quebrar o sigilo bancário e fiscal de 29 empresas de fachada, suspeitas de atuarem como braços da Delta. Ele lembra que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou “movimentações atípicas” em todas essas empresas. Ou seja, elas não produzem nada, mas recebem e repassam altas somas de dinheiro.

Na avaliação do líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), há “indícios claros” de que essas empresas abasteceram partidos nas campanhas eleitorais de 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita. “Tentam blindar o acesso para esconder caixas de campanha”, acusa. Ele lembra que o relator e o presidente da CPMI, Odair Cunha e senador Vital do Rego (PMDB-PB), vêm paralisando os trabalhos sob os mais variados pretextos. A última alegação de Cunha é a de que já dispõe de dados para fechar seu relatório. Procurado, Cunha não atende ao telefone. Como a investigação não avançou, Rubens Bueno supõe que o relator se contentará em repetir no relatório fatos já divulgados pela imprensa. A suspensão dos trabalhos resultou no acúmulo de 508 requerimentos que não foram votados, entre eles os 29 do líder tucano pedindo a abertura das contas das “laranjas” da Delta.

No início das atividades, a CPMI foi atendida pela Polícia Federal no pedido de disponibilizar três servidores para ajudar no trabalho de investigação. Como dois profissionais vieram das superintendências fora de Brasília, receberam do Senado diárias que totalizam R$ 101 mil, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. A Comunicação Social da PF informa que os três delegados à disposição da comissão, Alexandre da Silveira Ibarrola e Christian Robert Wuestern, que receberam as diárias, e Cairo Costa Duarte foram indicados “em virtude da grande experiência que possuem em operações policiais complexas, notadamente em assuntos relacionados a crimes financeiros e lavagem de dinheiro”. O certo é que, por mais experiente que sejam, sem acesso a dados, eles nada puderam fazer. O Senado, que bancou as diárias, esconde os valores, a exemplo do que faz em todas as ocasiões em que se questiona o uso de dinheiro público. Mas avisa que, se depender da Casa, a CPMI pode prorrogar o quanto quiser os trabalhos porque não faltará dinheiro. “Mesmo com o pagamento das referidas diárias aos delegados federais e transcorridos quase seis meses de trabalho, a CPMI não consumiu todos os recursos financeiros que foram previstos em sua instalação”, informa a comunicação social da Casa. (AE)

Fonte: Cruzeiro do Sul

Link:  http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=429729

(Fonte: Cruzeiro do Sul)

#TOGASeBANDIDOS: #Tourinho solta #Cachoeira, mas Saint-Michel mantém bicheiro na prisão

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Togas e bandidos

Insisto, quem rouba dinheiro público, rouba vidas. O dinheiro desviado nos esquemas de Cachoeira e Cavendish usando a Delta, o Dnit e dezenas de empresas laranja não pode ser tratado como um crime comum, como aquele que rouba um tablete de manteiga no balcão da padaria. Existe um caráter especial nos crimes cometidos por corruptos e corruptores dos negócios do governo. A luta contra a corrupção no Brasil não acontece só dentro do judiciário, do legislativo, do executivo, nas manifestações de rua contra a corrupção, nas páginas do jornal, nos bares das milhares de esquinas do Brasil. Acontece dentro da consciência de cada um de nós brasileiros, espero que Tourinho também faça esta reflexão ao se confrontar com outras decisões envolvendo corrputos e corruptores que, ao menos por forte suspeita, contribuem tão negativamente para toda a coletividade através de negócios com o Estado.

Não podemos generalizar afirmando que o Poder Judiciário estaria a serviço do partido no comando do Poder Executivo Federal. O que se observa dentro do Poder Judiciário, atrás de seus balcões, é o mesmo embate que acontece dentro da sociedade; que é o embate entre aqueles que querem o cumprimento da lei, a transparência dos atos públicos, o avanço da democracia, a participação democrática do cidadão na vida política de seu país, o respeito aos direitos do contribuinte, o respeito a infância e a terceira idade; e aqueles que se interessam em se beneficiar, e aos seus parceiros de negócio, de tráfico de influências, de informações privilegiadas, de desvios e malversações de recursos públicos. Este embate é um dos mais decisivos para o futuro deste país, e o desfecho dele depende da participação de cada cidadão brasileiro naquilo que chamamos de política. Ou a sociedade toma as rédeas do processo político, ou a oligarquia de picaretas, a máfia e o crime organizado vão fazê-lo com muita eficiência. Segue o excelente texto de Ana Maria Campos para o Correio Braziliense.

Tourinho solta Cachoeira, mas Saint-Michel mantém bicheiro na prisão

O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, concedeu nova liminar em Habeas Corpus para soltar Carlos Cachoeira, preso na Papuda. O magistrado considerou que há excesso de prazo para mantê-lo preso preventivamente e determinou a imediata liberação do contraventor em respeito à “dignidade da pessoa humana”.

Cachoeira, no entanto, não pode ser liberado da cadeia porque há outra ordem de prisão em vigor decretada pela 5ª Vara Criminal de Brasília na Operação Saint-Michel.

A investigação dos promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF, relacionada a tráfico de influência para obter o negócio de bilhetagem eletrônica no transporte público coletivo do DF, já resultou em denúncia contra Cachoeira e outras sete pessoas.

Esta é a terceira liminar concedida por Tourinho a Cachoeira em razão da prisão decretada pela Justiça Federal de Goiás na Operação Monte Carlo, relacionada ao suposto envolvimento dele num esquema de corrupção de autoridades e de jogos de azar.

Se dependesse do desembargador federal, Cachoeira já estaria em liberdade, mas o Tribunal de Justiça do DF rejeitou habeas corpus impetrado pela defesa do contraventor na Operação Saint-Michel. O advogado dele, Nabor Bulhões, deve entrar com novo pedido na 2ª Turma Criminal do TJDFT.

Na liminar despachada ontem, Tourinho Neto afirma que o juiz Daniel Guerra Alves, da 11ª Vara Federal de Goiânia, tem deixado de cumprir diligências requeridas pela defesa o que estaria retardando a conclusão da instrução criminal da denúncia contra Cachoeira ajuizada pelo Ministério Público Federal de Goiás.

Diz o desembargador: “Esse excesso de prazo para a conclusão da instrução é irrazoável, abusivo, ofendendo de modo intolerável o ordenamento pátrio, ferindo a dignidade da pessoa humana”.

Com o impedimento pela Justiça do DF de liberar Cachoeira, o Ministério Público Federal terá tempo para tentar mais uma vez cassar a liminar de Tourinho no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cachoeira está preso preventivamente desde 29 de fevereiro e já tentou várias medidas judiciais para deixar a prisão. Até agora em vão. O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Distrito Federal sustentam que a liberdade de Cachoeira representa risco pelo poder que ele detém como o chefe de uma organização criminosa que corrompeu autoridades públicas e arrecadou muito dinheiro.

Autora: Ana Maria Campos
Fonte: http://www.dzai.com.br/anamariacampos/blog/blogdaanamariacampos?tv_pos_id=114393
Veículo: Correio Braziliense

Written by onyxlorenzoni

outubro 16, 2012 at 12:13 pm

#CPMI: muito há que ser investigado…#Cachoeira #Cavendish #Delta #DNIT #CampanhaDaDilma

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(Charge do Blog do Mesquita)

É bom lembrar aos pizzaiolos de plantão e aqueles que engrossam o coro da cantores criados a base de pizza que a CPMI enfrenta enormes dificuldades, assim como outras muito bem lembradas por Rabello no artigo abaixo transcrito. Mesmo assim, existe avanço e maior parte deste avanço acontece longe dos holofotes, no intercruzamento dos dados enviados a CPMI. No silêncio do trabalho de equipes técnicas estão sendo elaborados os relatórioes e pareceres dos membros da CPMI do Cachoeira, e eu garanto que estes relatórios tem muitas novidades importantes e que devem ir a público. É claro que muito ainda terá que ser investigado, mas até agora a CPMI consegue mostrar que existe uma relação entre a DELTA e a arrecadação ilegal de recursos para campanhas da Presidente Dilma. Que existe relação entre o crescimento turbinado da DELTA e a inundação de recursos em empresas laranja que estão lavando dinheiro no que considero o maior esquema de desvio de verbas já flagrado no Brasil, que faz o mensalão parecer coisa de trombadinha. A CPMI tem defeitos, e enfrenta dificuldades, mas é a ferramenta que atualmente dispomos para tentar jogar luz sob tenebrosas transações que muitos querem manter na escuridão. A participação da sociedade é fundamental, cobrando, exigindo uma postura mais isenta da presidência da CPMI e exigindo resultados. Muitos desses resultados eu tenho divulgado aqui no Blog e lá na Câmara dos Deputados, só para relembrar: Fernando Cavendish organizou e desenvolveu uma empresa, nos últimos anos, que para termos uma ideia, repassou só para empresas laranja nos últimos quatro anos, estima-se, R$ 420 milhões de dinheiro público. Por que 98,9% do faturamento da Delta é dinheiro do Governo Federal e dinheiro dos Estados, isto é dinheiro público, o que é um fato. Por exemplo, o DNIT, de 2007 para cá, desde que assumo o Sr. Luiz Antônio Pagot, a Delta em alguns anos dobrou e até triplicou seu faturamento. Se juntarmos as maiores empreiteiras do Brasil, Camargo Correia, Andrade Gutierrez, Queirz Galvão, OAS, que não são empresas pequenas, são gigantes não apenas nacionais mas também internacionais,  estas 5 somadas são superadas pela Delta em três vezes no recebimento de verbas do DNIT.  Muito há que ser investigado e minha dúvida é zero de que os que hoje se esbaldam no desvio de recursos públicos vão pagar por seus crimes. A justiça tarda mas não falha!

CPI do Cachoeira frustra terceira tentativa de investigar empreiteiras

A decisão do comando da CPI do Cachoeira de congelar as atividades até o primeiro turno das eleições enterra, na prática, a tentativa de aprofundar as investigações dos laços da construtora Delta com o governo federal. É a terceira vez, em 20 anos, que o Congresso barra o avanço de uma comissão de inquérito que se propôs a investigar as relações das empreiteiras com o poder público.

A primeira tentativa nesse sentido ocorreu em 1993, na esteira da CPI do Orçamento, por iniciativa da deputada Márcia Cibilis Viana (PDT-RJ). A partir de um caderno de anotações de um diretor da construtora Norberto Odebrecht, apreendido pela Polícia Federal, com os nomes de mais de cem políticos ligados à empresa, integrantes da comissão propuseram abrir nova linha de investigação com foco na atuação dos corruptores. Um dos nomes que figuravam no caderno do diretor da Odebrecht era o do próprio relator da CPI, deputado Roberto Magalhães.

Como a CPI do Orçamento não quis aprofundar essa investigação, Márcia Cibilis propôs a criação de uma “CPI mista das Empreiteiras”, ou dos “Corruptores”, a fim de “apurar denúncias de corrupção e suborno na atuação de empreiteiras junto ao setor público”. A comissão chegou a ser criada e ter os integrantes indicados pelos líderes, mas jamais foi instalada. Com o tempo, o foco sobre os empresários diluiu-se ante o início das cassações de deputados, e na sequência, da campanha eleitoral de 1994.

Uma segunda tentativa de investigar as empreiteiras ocorreria dois anos depois, em 1995, por iniciativa do senador Pedro Simon (PMDB-RS), também em decorrência da CPI do Orçamento. O peemedebista queria investigar quais eram as empresas que haviam alimentado os esquemas de PC Farias e dos “anões do orçamento”. No entanto, após a sua criação, o colegiado nunca chegou a ser instalado. Foi esvaziado pelos líderes partidários, que nunca indicaram os seus integrantes.

Durante reunião da CPI na semana passada, Pedro Simon lembrou as tentativas frustradas de investigar os corruptores:
“Há muito tempo, eu sinto a mágoa e o ressentimento de que Câmara e Senado não têm competência e capacidade para buscar o empresário, uma pessoa importante, a figura do corruptor”, desabafou Simon.

“Temos muito peito, até do presidente fizemos o impeachment. Vários senadores, vários deputados, empresário nenhum, banqueiro nenhum”, lamentou o peemedebista.

A suspensão dos trabalhos da CPI do Cachoeira, ainda que temporária, joga uma pá de cal sobre a tentativa de aprofundar a investigação da Delta, porque ainda que posteriormente sejam aprovados novos requerimentos de quebra de sigilos das empresas de fachada ligadas à empreiteira, não haverá tempo hábil para o recebimento das informações. Isso porque a comissão funciona até 4 de novembro, e um acordo firmado entre PT, PMDB, PR e PSDB impede a sua prorrogação.

A suspeita dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) – e que depende de novas quebras de sigilos bancário e fiscal – é que a Delta patrocinaria, junto com Carlos Cachoeira, um esquema de desvio de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de propinas. “Como justificar empresas de fachada, criadas em sua grande maioria a partir de 2008, recebendo significativas somas em períodos próximos a eleições?”, questiona Álvaro Dias.

Um levantamento feito pelo senador tucano, a partir dos dados bancários da Delta nos últimos dez anos, mostra que foram repassados mais de R$ 420 milhões a 18 empresas supostamente fantasmas ligadas à Delta, distribuídas entre cinco Estados (Goiás, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Espírito Santo). As mais favorecidas foram S.P. Terraplenagem Ltda. (R$ 46 milhões), Power To Ten Engenharia Ltda. (R$ 43 milhões), ambas em Santana de Paranaíba (SP) e Adécio & Rafael Construções Ltda. (R$ 37 milhões) em Novo Gama (GO).

O levantamento aponta, ainda, que os repasses a essas empresas dobram nos anos eleitorais. Em 2009, esse valor totalizou R$ 47,9 milhões. No ano seguinte, de eleição presidencial, os repasses subiram para R$ 117,1 milhões.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/cpi-do-cachoeira-frustra-terceira-tentativa-de-investigar-empreiteiras/

Autor: João Bosco Rabello

Written by onyxlorenzoni

setembro 10, 2012 at 3:51 pm

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