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Confiança do empresário cai, junto com o PIB e o emprego #desgoverno

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Indústria brasileira está regredindo ao nível dos anos 50 - Atualmente, 60% das máquinas e equipamentos comprados para serem utilizados no Brasil são importados. Enquanto o governo bate cabeça, o Brasil vai em direção a uma estrutura de país colônia: produção de produtos primários para países de populações ricas. Por questões como essa somos a sexta economia do mundo e ainda estamos na 84ª colocação mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deveria ser uma arma para lidar com a questão, nunca deixou de patinar. O governo anuncia um índice de execução de 21% até o final de 2011 quando a meta é chegar a 100% em 2014.

Indústria brasileira está regredindo ao nível dos anos 50 – Atualmente, 60% das máquinas e equipamentos comprados para serem utilizados no Brasil são importados. Enquanto o governo bate cabeça, o Brasil vai em direção a uma estrutura de país colônia: produção de produtos primários para países de populações ricas. Por questões como essa somos a sexta economia do mundo e ainda estamos na 84ª colocação mundial no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Como confiar em políticas econômicas que privilegiam a especulação, combram os mais altos impostos das américas, promovem a uma das mais pesadas burocracias para quem produz e permitem juros que vampirizam empreendedores e consumidores, fulminando a competitividade dos brasileiros? Como? Como ser competitivo com a energia mais cara do mundo, a telefonia e conexão de internet mais caras do mundo, com os juros mais altos do mundo, com impostos entre os mais altos do mundo, sendo que o retorno em infra estrutura que eles deveriam gerar é insuficiente? O industrialista brasileiro está refém das “bondades” e desonerações pontuais que aliviam a situação de alguns setores mas não resolvem o contexto geral de dificuldades geradas pelas políticas fiscais, financeira e de infra estrutura. Segue a reportagem veiculada pelo Correio Braziliense sobre a queda na confiança dos empresários brasileiros.

Índice de confiança do empresário cai pelo segundo mês A queda do otimismo indica que a retomada do crescimento industrial será mais lento no início de 2013, diz pesquisa

O otimismo dos empresários da indústria recuou em janeiro, pelo segundo mês consecutivo. “A queda no otimismo indica que a retomada do crescimento industrial será mais lenta neste início de 2013”, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça-feira (22/1).

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu para 56,7 pontos em janeiro, queda de 0,7 ponto com relação a dezembro, mas ainda acima da linha divisória de 50 pontos. O índice varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes. Em janeiro do ano passado, o indicador registrou 57,3 pontos.

De acordo com a pesquisa, os pequenos empresários são os menos confiantes. O índice alcançou 55,4 pontos em janeiro. Nas empresas de médio e grande porte, os índices registrados foram de 56 e 57,7 pontos, respectivamente. Na indústria de transformação, a confiança recuou em 19 dos 28 setores pesquisados.

“As perspectivas dos industriais em relação ao futuro também estão menos otimistas”, diz o levantamento. O indicador de expectativas para os próximos seis meses caiu de 56,9 pontos para 56 pontos. Mesmo com a queda, o índice segue acima da linha divisória de 50 pontos. O indicador de expectativa sobre a situação futura da empresas ficou estável, em 63,4 pontos.

A pesquisa foi feita entre 7 e 17 de janeiro com 2.164 empresas, sendo 750 pequenas, 872 médias e 542 grandes.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2013/01/22/internas_economia,345364/indice-de-confianca-do-empresario-cai-pelo-segundo-mes.shtml

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Written by onyxlorenzoni

janeiro 22, 2013 at 2:27 pm

Endividar a população com uma política de SUPER JUROS melhora a qualidade de vida?

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Os juros mais altos do mundo são apenas mais uma maneira de retirar recursos da sociedade para pagar as imensas contas e gastos do governo. O governo precisa dos juros altos por que não tem reservas monetárias, somente reservas cambias, compostos em sua maioria por capital especultiva que vive a sombre dos super juros que todos nós pagamos. Para a presidenta e sua equipe de gênios da economia é mais fácil submeter toda a nação a um arroxo imoral e ilegal do que controlar os gastos exorbitantes do governo. ESTE É O GOVERNO DA PRESIDENTA DA MISÉRIA.

Endividar a população com uma política de SUPER JUROS melhora a qualidade de vida? O endividamento proporciona melhores condições as famílias de baixa renda? Ou explora a carência destas famílias? Estamos diante de uma verdadeira melhoria na vida de quem tem menos, ou estamos vendo o aumento da dívida ser usado como ferramenta de propaganda mentirosa do governo? Uma coisa é certa, miséria e desemprego não se combate com juros altos, impostos altos e tarifas de energia e telefonia proibitivas.  Segue a reportagem do Correio Braziliense sobre os altos juros cobrados do consumidor.

Apesar da redução, taxas de juros cobradas pesam para o consumidor

O brasileiro está pagando menos para tomar empréstimo. Com os seguidos cortes nos juros básicos, que estão no menor patamar histórico, em 7,25% ao ano, as taxas cobradas pelas instituições financeiras ao conceder crédito também ficaram mais baixas para o consumidor. Em pouco mais de um ano de queda da Selic, o custo médio das seis principais linhas de financiamento disponíveis ao consumo caiu 24,28 pontos percentuais. Saiu de uma taxa anual de 121,21% ao ano, em julho de 2011, para uma média de 96,93% em setembro de 2012. No mesmo período, os juros básicos recuaram 5 pontos percentuais. Os dados constam de um estudo divulgado ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A redução das taxas durante o período foi disseminada. Atingiu primeiramente as linhas em que os bancos têm maior garantia de retomar pelo menos parte do dinheiro de volta, em caso de calote, como o crédito habitacional, o financiamento de veículos e até o chamado crédito consignado — em que o salário que entra na conta do cliente acaba indo direto para o pagamento das prestações. Apenas no financiamento de veículos pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), a redução foi de 12,33 pontos percentuais de julho de 2011 até setembro deste ano. A taxa média saiu de 32,46% ao ano para 20,13%.

Autor: Deco Bancillon
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2012/10/16/internas_economia,328291/apesar-da-reducao-taxas-de-juros-cobradas-pesam-para-o-consumidor.shtml

#Endividamento: Inadimplência do consumidor tem maior alta para meses de abril desde 2002

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As famílias brasileiras estão cada vez mais endividadadas e com menos chances de pagar suas dívidas, isto por que LULA/DILMA preferem apostar na especulação ao invés de preferir a produção e a industrialização. Quem paga por isso? Todos que vivem do que o seu trabalho produz. O endividamento dos que tem menos significa que eles ganham mais? Não. Significa só que devem mais. Para melhorar a rende de verade tem que haver melhorias na educação e geração de empregos com qualidade, nenhuma destas duas coisas está acontecendo. A educação é cara e os empregos que sobram são para atividades braçais, perigosas e insalubres.

São Paulo – A inadimplência dos consumidores registrou crescimento de 4,8% em abril na comparação com março deste ano, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (16/5) pela empresa de consultoria Serasa Experian. No fechamento dos quatro primeiros meses do ano, o índice apresentou alta de 19,6%. Já na relação anual – abril deste ano ante o mesmo mês do ano passado – o aumento foi ainda mais intenso e chegou a 23,7%. É a maior variação para o mês de abril desde 2002.

Para os economistas da Serasa, o aumento da inadimplência do consumidor mostra que as dificuldades de honrar as despesas de início de ano, aliadas ao endividamento crescente, estenderam-se para além do mês de março, considerado o mais crítico do ano.

A inadimplência não bancária (cartões de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) puxou a alta do índice com variação de 8,8%. As dívidas com os bancos registraram crescimento de 4,3%. Já os títulos protestados e os cheques sem fundos apresentaram queda de 13,7% e 7,4%, respectivamente, contribuindo para que o indicador de inadimplência do consumidor não subisse mais.

O valor médio das dívidas cresceu de janeiro a abril de 2012. O das dívidas não bancárias aumentou 23,8%, o dos cheques sem fundos, 12%, o dos títulos protestados, 8,8% e o das dívidas com os bancos, 0,1%.

Autor: Agência Brasil
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/05/16/internas_economia,302632/inadimplencia-do-consumidor-tem-maior-alta-para-meses-de-abril-desde-2002.shtml

Written by onyxlorenzoni

maio 16, 2012 at 4:21 pm

#SUPERJUROSDOBRASIL: Bancos contestam medidas do governo para a expansão do crédito

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#SUPERJUROSDOBRASIL: Os juros, sob o ponto de vista monetário, são uma decisão do governo, ele, o governo, ao emitir títulos remunerados do tesouro (T-bonds) estabelece o patamar básico de juros, do custo de ter dinheiro em caixa. A política de baixa dos juros é muito importante, mas os riscos e custos de investir no Brasil devem baixar para que os emprestadores e tomadores de empréstimos possam confiar mais na economia, e para isso precisamos BAIXAR OS IMPOSTOS, investir na infra estrutura e reduzir a burocracia. Juros altos, impostos altos, burocracia complicada, legislação trabalhista engessada, são entraves que aumentam muito o custo operacional das empresas no Brasil, o que diminui a confiança de investidores. Para crescer tem que ter competência no planejamento e investimento na infra estrutura, mas a “presidenta incompetenta” não tem tempo para isso, lá no planalto a preocupação é com a continuidade do superfaturamento de obras. Os contribuintes brasileiros vem o dinheiro da saúde, da segurança, dos transportes serem arrastados para o RALO comun dos juros, da corrupção e do uso ineficiente dos recursos públicos.

Bancos contestam medidas do governo para a expansão do crédito

Segundo a Febraban, governo não pode obrigar os bancos a ofertarem mais crédito e reduzirem os lucros, apesar da queda da Selic

SÃO PAULO – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) comentou, em relatório divulgado nesta segunda-feira, 7, as decisões do Banco Central que apontam para um cenário de mais reduções na taxa básica de juros, a Selic.

“A postura do Banco Central tem sido pragmática e mostra grande preocupação com o nível de atividade da economia. Nesse sentido, enquanto não houver indicações de uma recuperação importante da atividade doméstica e/ou seguirmos assistindo a uma piora das expectativas em relação ao cenário externo, o Copom continuará reduzindo a Taxa Selic”, afirmou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, que assina o Informativo Semanal de Economia Bancária.

Com a afirmação, a entidade aponta que o governo não pode obrigar os bancos a ofertarem mais crédito e reduzirem os lucros, apesar da queda da taxa básica de juros (Selic).

“A questão que se coloca é até que ponto essas reduções vão estimular uma ampliação significativa da oferta de crédito doméstica. Alguém já disse que ‘você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água’. É possível criar condições mais favoráveis à expansão do crédito reduzindo as taxas básicas, mas uma ampliação efetiva das operações passa por uma postura mais agressiva, tanto dos emprestadores como dos tomadores de crédito, que por sua vez depende de expectativas econômicas mais otimistas”, completou Sardenberg.

Expectativas

Segundo o relatório, a mudança nas regras da poupança funcionou como estímulo adicional para o mercado trabalhar com a expectativa de novos cortes na Taxa Selic, em que as menores projeções apontam para a faixa de 8% ao ano.

No entanto, os números da pesquisa de projeções da Febraban mostram que os bancos devem adotar uma postura cautelosa em função da deterioração do cenário externo e do nível elevado de inadimplência no mercado doméstico.

“É esse o ‘paradoxo’ da conjuntura atual: a piora nos indicadores (especialmente externos) abre espaço para quedas adicionais dos juros básicos, mas ao mesmo tempo parece impor uma cautela adicional aos agentes econômicos”, finalizou Sardenberg no comentário semanal.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,bancos-contestam-medidas-do-governo-para-a-expansao-do-credito,111541,0.htm

#ENDIVIDAMENTO DO CIDADÃO: Inadimplência do cartão de crédito é três vezes maior que a média, diz BC

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O tão anunciado "crescimento da classe média no Brasil" é mais uma dessas bravatas peti$tas, uma história mal contada e ainda por cima distorcida. A pessoas que mais precisam continuam sem saneamento, sem creche, sem calçamento, sem emprego formal, sem assistência médica, só que agora devem 48 prestações para um refrigerador "linha branca". Isto é melhoria da qualidade de vida? NÃO, isto é ENDIVIDAMENTO das classes de menor renda que estão sendo vítimas de uma especulação com juros no mínimo EXAGERADOS. Só tem um detalhe, este fenômeno de SUPERJUROS que chegam a 600% estão inflando uma BOLHA DE CRÉDITO e a dívida interna. Quando um grande número de pessoas simplesmente não conseguir mais pagar, BOOM, estoura a bolha de crédito. Especulação, como a que o Brasil está fazendo, com juros MUITO altos (os mais altos do MUNDO), só tem um resultado: bolha financeira e super endividamento das pessoas até os limites de suas garantias. Esta é a FÓRMULA PARA UMA CRISE FINANCEIRA E ECONÔMICA, ao mesmo estilo da crise que assola os EUA e a União Européia. Dilma quer falar sobre saídas da crise para os países desenvolvidos e faz pior do que eles no seu quintal. Talvez por isso tenha preferido o FST ao Fórum Econômico Mundial, onde ela não goza de toda essa credibilidade que a máquina de propaganda quer fazer parecer. O que os petistas parece que nunca vão entender é que a economia é um fenômeno que acontece dentro da sociedade, e a sociedade não vive sem sua economia, não é uma relação antagônica, e sim de interdependência. Mas, enquanto isso, assistimos estupefatos ao enriquecimento absurdamente rápido de pessoas ligadas ao governo, o escandaloso desvio de dinheiro que deveria custear a melhoria da infra estrutura (obras públicas), a desumana situação das nas filas de hospitais, e as mortíferas estradas velhas e mal mantidas do Brasil. A COPA vai por em envidência para o mundo nossas estradas, hospitais, segurança e educação... mas ai já vai ser 2014.

Inadimplência do cartão de crédito é três vezes maior que a média, diz BC
Juro do cartão, o maior do Brasil, também está no maior nível em 11 anos.
Especialista aconselha a trocar dívida por outra com juros menores.

O ano de 2011 foi marcado pelo crescimento da inadimplência no Brasil, principalmente nas operações com pessoas físicas, que avançou 1,6 ponto percentual, para 7,3% em dezembro – o maior patamar em quase dois anos, segundo números do Banco Central.

Os dados da autoridade monetária mostram, porém, um quadro mais preocupante nas operações com cartões de crédito. Neste caso, a inadimplência somou 26,7% no fim do ano passado, mais do que três vezes a média de pessoa física.
Além disso, o crescimento registrado em 2011 foi de 2,5 pontos percentuais, também acima da taxa de expansão da inadimplência média das pessoas físicas (1,6 ponto percentual), de acordo com números do BC.

Taxa de juros mais alta de todas modalidades
A autoridade monetária não pesquisa os juros do cartão de crédito, mas levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que a taxa de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartões de crédito é a mais alta do país.

Além de ser a mais alta de todas modalidades de crédito, os números mostram que o patamar registrado em dezembro do ano passado, de 238,6% ao ano, é a maior desde maior desde junho de 2000.
Segundo a Anefac, os juros do cartão de crédito, que começam a incidir quando os clientes não pagam toda a fatura do mês, é mais do que o dobro da média das operações de crédito para pessoas físicas, de 114,8% ao ano em dezembro do ano passado. Os juros do cartão de crédito superam até mesmo as taxas cobradas pelos bancos no cheque especial, que também são extremamente elevadas (162% ao ano em dezembro do ano passado).

“A taxa de juros do cartão de crédito é a mais alta do Brasil. Em dezembro, somou 238,6% ao ano. Isso na média. Porque tem taxas que passam de 500% ao ano. Taxas desta natureza justificam o tamanho desta inadimplência. Uma dívida dobra de tamanho com o passar do tempo [se for pagando somente a fatura mínima]. Um dos grandes motivos é esse fato. Juros altos fazem com que a dívida cresça rapidamente”, declarou Miguel Ribeiro, vice-presidente da Anefac.

O presidente da Associação Brasileira do Consumidor, Marcelo Segredo, observa que a diferença entre os juros básicos da economia brasileira definidos pelo Banco Central, atualmente em 10,5% ao ano, e os juros do cartão de crédito é muito grande. “No caso dos cartões de crédito, a diferença é vergonhosa. Enquanto a Selic está hoje em 10,5% anuais, tendendo a cair para um dígito [abaixo de 10% ao ano] nos próximos meses, esses juros dos cartões estão entre 15% e 19% ao mês; perfazendo entre 400% e 600% ao ano”, declarou.

O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, observou que o próprio comércio varejista tem a opção de ofertar juros mais baixos em operações com cartão de crédito. “É o parcelamento que existe dentro do próprio cartão com juros. É uma linha quase não utilizada. Todo lojista pode fazer isso. É uma facilidade para o consumidor”, disse ele.

Uso do cartão de crédito cresce
Mesmo com taxas de juros proibitivas, o uso da linha de crédito rotativo associada ao cartão (que só acontece quando o cliente não quita sua fatura integralmetne), cresceu acima da média em 2011.
Os números do Banco Central mostram que a utilização desta linha de crédito subiu 22% no ano passado, para R$ 35,6 bilhões em dezembro, ao mesmo tempo em que todas operações de pessoas físicas avançaram 21%, para R$ 505 bilhões.
Pela média diária de concessões, porém, o ritmo de crescimento do crédito rotativo associado ao cartão subiu 29,6% em 2011, para R$ 1bilhão por dia, contra R$ 780 milhões, de média diária, no fim de 2010.
Com isso, subiu bem acima da média diária de concessões de todas operações com pessoas físicas (+13,8% no ano passado).

Bancarização
Na avaliação do vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro, o processo de bancarização que está em curso no país, com as classes “D” e “E” começando a ter mais acesso aos serviços bancários, é uma das causas do aumento do uso da linha de crédito associada aos cartões.

“A primeira coisa que o banco oferece é o cartão de crédito e o cheque especial. O ingresso de novos consumidores justifica esta elevação no uso do cartão de crédito. Não é a toa que os bancos mandam cartão de crédito para as residências, mesmo sendo uma prática proibida. É uma linha interessante para o banco, pois fideliza o cliente. E, com esses novos clientes, acaba acontecendo isso: pagam só o mínimo e entram o crédito rotativo. Depois, não consegue mais pagar”, avaliou Ribeiro.

Pagar integralmente a fatura
A recomandação da Anefac é de que os clientes bancários mantenham o cartão de crédito, pois é um instrumento que permite planejar o consumo e realizar o pagamento depois de receber o salário. Mas também aconselha que os consumidores realizem o pagamento integral da fatura em todos os meses.

“O cartão de crédito é um bom instrumento. O problema é que usam mal o cartão de crédito. Ele permite concentar despesas no vencimento e poupar. Também permite comprar parcelado sem juros em várias situações. Se for comprar com outros instrumentos, vão te cobrar juros. O problema é que as pessoas compram acima de sua capacidade, ou já compram pensando em não quitar a fatura [e, com isso, entram no crédito rotativo]”, afirmou Miguel Ribeiro.

No caso de acontecer algum imprevisto, e o cliente bancário não conseguir pagar toda a fatura do cartão de crédito em um determinado mês, a recomendação do vice-presidente da Anefac é de que ele busque outra linha de crédito mais barata, como o crédito consignado ou o crédito pessoal, para quitar a dívida do cartão. “O que não pode é ficar rolando o pagamento mínimo”, concluiu.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/02/inadimplencia-do-cartao-de-credito-e-tres-vezes-maior-que-media-diz-bc.html

#Brasil, o país dos #SUPERJUROS

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Os juros caem só na teoria econômica, na prática o cidadão brasileiro paga os mais altos juros das américas, e o mais alto dos países emergentes. Na prática o governo emite títulos aos juros mais altos do mundo, e assim compromete muito do orçamento da União Federal com o chamdo "custo da dívida", leia-se JUROS. Isto impacta os juros internos. Os juros praticados pelos bancos são PREDATÓRIOS, e isto dificulta a vida de todo mundo no Brasil. (Charge: humornanet.com)

Taxas de juros cobradas pelos bancos ao consumidor continuam elevadas

Os cortes na taxa básica de juros (Selic) ainda estão longe de beneficiar o consumidor. De oito grandes instituições financeiras do país, que atendem quase 90% dos correntistas do país, os repasses desses ajustes foram praticamente inexistentes. Em algumas, houve inclusive elevação dos custos dos financiamentos exatamente no período em que o Banco Central derrubou a Selic de 12,50% para 10,50% ao ano entre agosto de 2011 e janeiro deste ano. O cheque especial e o crédito para aquisição de bens foram os segmentos nos quais um maior número de bancos, sobretudo os privados, aumentou as taxas praticadas.

Para especialistas, os números mostram que os juros básicos definidos pelo BC estão em patamar excessivamente elevado, acima do que poderia ser considerado o ideal. Pior que isso, consideram que a política monetária perdeu potência após a crise de 2008.

Uma ala do mercado financeiro defende que, em razão da moderação na criação de empregos e na expansão do crédito, dificilmente um corte modesto na Selic levará o consumo para níveis de maior robustez. “A inadimplência também está elevada e vai manter o crescimento do crédito em ritmo moderado”, explicou a economista Zeina Latif. Para ela, a política monetária “perdeu tração” porque o canal de crédito, que reflete parte das decisões do BC, ficou desgastado. “Esse canal não vai estar tão ativo, sobretudo porque nossa taxa de juros está muito elevada. A taxa de equilíbrio estaria abaixo do nível atual”, ponderou.

Uma simulação da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), qualquer que fosse o corte dentro de um intervalo de 0,25 ponto percentual a 1 ponto percentual, os efeitos seriam mínimos sobre as operações de crédito. “Esse fato ocorre porque existe uma diferença muito grande entre a Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores — que na média da pessoa física atingem 114,84% ao ano —, o que provoca uma variação de mais de 900% entre as duas pontas”, observa Miguel Oliveira, vice-presidente da Anefac.

Simulação

Mesmo se o Banco Central tivesse derrubado a Selic de 11% ao ano para 10% (um corte de um ponto percentual), o efeito sobre o crédito seria pequeno. Em um financiamento de R$ 500 parcelado em 12 vezes, o impacto seria uma economia de R$ 0,28 em cada prestação. Na compra de uma geladeira de R$ 1,5 mil no crediário, também em 12 meses, as parcelas seriam reduzidas em R$ 0,77. “No fim das contas, o que pesa para o consumidor não é se foi retirado um tributo ou cortado 0,50 ponto percentual na taxa, mas apenas se a prestação cabe no bolso”, diz Zeina. Para um técnico do sistema financeiro que prefere não se identificar, a situação é grave porque as taxas apuradas pelo BC referem-se ao crédito efetivamente contratado pelo consumidor e não apenas aos juros oferecidos pelas instituições.

José Luís Rodrigues, diretor da Consultoria JL Rodrigues, resume a situação do crédito no país. “A captação para os bancos menores está mais cara e o custo das operações, elevado. Está muito apertado”, criticou. Segundo dados do BC, dos oito maiores bancos, quatro elevaram o custo da operação do cheque especial entre agosto e janeiro, exatamente quando a Selic despencou 2 pontos percentuais. Três mantiveram as taxas praticamente inalteradas. No crédito para aquisição de bens, das oito instituições, cinco elevaram os custos para os consumidores no período.

Apenas no crédito para veículos, os bancos repassaram mais expressivamente os cortes na Selic. Porém, mesmo nas situações em que as instituições reduziram os juros, o recuo foi tímido. Nem mesmo os bancos públicos, tradicionalmente os primeiros a implementar as decisões do governo, apresentaram taxas atrativas. Com isso, o desejo do Palácio do Planalto de reativar a economia por meio do consumo pode ser jogado pela janela.

Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), defende o setor financeiro e explica que a formação das taxas de operações de crédito depende de outros fatores, e não apenas das movimentações na Selic. A seu ver, o volume de calotes se elevou demasiadamente nos últimos meses e isso tem pesado na conta dos bancos e instituições. “Era esperado algum crescimento da inadimplência no ano passado, mas foi maior do que o mercado calculou. Então os bancos se tornaram mais restritivos”, justificou.

Procurados, nem todos os bancos comentaram o descompasso entre suas taxas e a queda da Selic. O Santander informou apenas que está analisando a última decisão da reunião do Copom. O Bradesco disse que não houve aumento nas taxas. “A diferença aparece devido ao fato de o banco operar dentro de uma banda de taxas e, nesse conceito, a taxa pode sofrer pequenas alterações conforme o perfil diário das contratações das operações e da utilização dos limites de crédito pré-aprovados”, informou a instituição. Já o Banco do Brasil disse que, desde julho de 2011, promoveu cinco reduções nas taxas de juros, inclusive em financiamentos de veículos, acompanhando os cortes na Selic. Os demais bancos citados não responderam à reportagem.

Contraponto

Alguns integrantes do sistema financeiro questionam a metodologia do Banco Central para a apuração das taxas praticadas pelo mercado. Para eles, a forma como a autoridade monetária coleta os dados provoca distorções nas taxas das instituições, tanto para cima quanto para baixo. Dizem ainda que só haveria uma mudança expressiva em caso de redução drástica na taxa básica de juros (Selic).

(Fonte: Jornal do Comércio)

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2012/01/26/internas_economia,287626/taxas-de-juros-cobradas-pelos-bancos-ao-consumidor-continuam-elevadas.shtml

Written by onyxlorenzoni

janeiro 26, 2012 at 10:35 am

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