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Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, é maior empreiteira do PAC #laranja #deltagate #pizzanão

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Por que as obras do Brasil são empacadas????

Não me considero um rebelde, mas não posso aceitar que o relatório da CPI, feito pelo deputado petista Odair Cunha, ignore as oitivas e as informações enviadas para a CPMI. Não podemos calar diante do que me parece o maior esquema de corrupção já flagrado no Brasil, um esquema que supera em muitas vezes o mensalão e envolve governos de todas as esferas em praticamente todo o território nacional. Isto tem que ser investigado e trazido à tona para que a opinão pública saiba por que as obras do Brasil são empacadas. O Brasil já foi capaz de construir uma capital em 4 anos, hoje em 10 anos não consegue reformar aeroportos, manter estradas e erguer viadutos. As informações enviadas a CPMI do Cachoeira são parte da explicação sobre por que as obras do Brasil são tão caras e lentas. Uma ponte no Brasil chega a custar 200 vezes mais do que em outros países. O brasileiro paga altos impostos e não consegue retorno por eles por que está havendo um desvio gigantesco de recursos, e o governo quer abafar o caso. Segue a reportagem da Agência Senado compartilhada pelo portal Brasil247. 

CPI: ONYX É O PRIMEIRO REBELDE CONTRA ODAIR

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM) é o primeiro a protocolar voto em separado na CPI do Cachoeira. Reunião para votação do relatório final de Odair acontece na próxima terça. Onyx diz que documento apresenta-se fora de foco e também afirma que CPI não aprofundou nas relações mantidas entre a construtora Delta e governo federal

A CPI mista que investiga as relações criminosas de Carlinhos Cachoeira vai se reunir na próxima terça-feira (11) para votar o relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG). O primeiro voto em separado já foi protocolado na secretaria da comissão pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), insatisfeito com a condução dos trabalhos por parte da relatoria.

Para Lorenzoni, a maioria na CPI “acovardou-se” ao não permitir o avanço nas investigações sobre o esquema de desvio de dinheiro público com a participação da construtora Delta.

Em seu voto em separado, o parlamentar do DEM alega que o relatório de Odair Cunha, apesar de ter mais de 5 mil páginas, apresenta-se fora de foco e totalmente dissociado da farta quantidade de provas que chegou à comissão.

Seria necessária uma atitude proativa da comissão para perceber que, mais do que o sr. Carlos Cachoeira, o grande problema a ser enfrentado pela CPMI seria o de aprofundar o exame das relações entre a Delta e os governos de todas as esferas”, informa o voto em separado.

Onyx Lorenzoni destacou em seu texto que em 2011 a Delta recebeu mais de R$ 884 milhões do governo federal, tornando-se a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, dados provenientes de quebras de sigilo revelam uma série de operações suspeitas, ocorridas principalmente em meses eleitorais.
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A necessidade de investigação de um grupo de empresas consideradas de fachada e que teriam recebido dinheiro da construtora Delta também tem sido reivindicada pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodruigues (PSOL-AP). Este último, inclusive, também já anunciou que apresentaria um voto em separado, com o resultado da investigação paralela feita por sua assessoria técnica.

Polêmica

O deputado Odair Cunha leu um resumo de relatório numa reunião tumultuada no dia 23 de novembro. Pressionado, mudou seu texto e retirou o pedido de investigação contra o procurador-geral, Roberto Gurgel, e o indiciamento de cinco jornalistas, entre os quais, Policarpo Júnior, da Veja em Brasília.

As divergências são muitas. Integrantes do PSDB, por exemplo, não concordam com a recomendação do relator pelo indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e dizem considerar o relatório um instrumento de ataque político.

Odair Cunha não comenta o teor do texto a ser votado, mas a assessoria dele informou que o deputado tem conversado com integrantes da CPI, discutindo possíveis sugestões ao seu documento.

Na última reunião da CPI, ele disse que as sugestões poderiam ser enviadas pelos parlamentares até o dia da leitura, mas destacou que tem prerrogativa para aceitá-las ou não. A votação está marcada para as 10h15, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Pontos polêmicos do relatório de Odair Cunha, com votação prevista para 11/12:

* Ministério Público: Pedido de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel desagradou a vários parlamentares. O relator sugeriu ao Conselho Nacional do Ministério Público que apure a possível omissão dele em relação à Operação Vegas, conduzida pela Polícia Federal.

* Jornalistas: Também desagradou a parte dos parlamentares o indiciamento do jornalista da Veja Policarpo Júnior por formação de quadrilha. Para o relator, ele teria “extrapolado o limite da relação entre fonte e jornalista”.

* Laranjas: Quase meio bilhão foi repassado pela construtora Delta a empresas consideradas laranjas, e a CPMI só quebrou o sigilo de 20% delas.

* Requerimentos: Os trabalhos da comissão terminaram e mais de 600 requerimentos de convocação e quebras de sigilo nem sequer foram analisados.

* Governadores: Apesar da proximidade entre o dono da Delta, Fernando Cavendish, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), não houve investigação sobre o assunto.

* Cavendish: Foi indiciado apenas por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O relatório não lista outros crimes que teriam sido cometidos pelo dono da Delta, que sequer teve o sigilo bancário quebrado.

* Contas no exterior: Carlinhos Cachoeira teria contas fora do país, fato que não chegou a ser apurado pela comissão.

* Caixa 2 do PT: O ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot confirmou que atuou junto a empreiteiras para pedir recursos para campanha do PT, mas o assunto não foi levado adiante pela comissão, para revolta de opositores do governo.

Autor: Agência Senado

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/87418/CPI-Onyx-%C3%A9-o-primeiro-rebelde-contra-Odair.htm 

CPMI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas

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Na tarde de hoje, grupo de parlamentares de oposição entregou representação, ao Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

Neste relatório consta uma investigação que vem sendo feita há meses, onde foram descobertas novas irregularidades que não são citadas no relatório de 5 mil páginas da CPMI de Carlinhos Cachoeira.

Inicialmente estavam sendo investigadas empresas ligadas à Cachoeira, logo, foi descoberta uma organização muito maior vinculada à Delta que movimentou diversas empresas laranjas. E todo este esquema está ligado ao governo.

Todas as indicações para essas investigações deverão ser aprofundadas e esse mega esquema deverá ser descoberto.  Segue a excelente reportagem de Gerson Camarotti.

CPI não investiga repasse de R$ 435 milhões de Delta para laranjas
A representação feita pelo grupo dos independentes à Procuradoria Geral da República revela que a CPI do Cachoeira deixou de analisar cerca de 80% das transferências da empreiteira Delta para empresas “laranjas” ou “fantasmas”.
Em valores absolutos, isso significa que do total de R$ 545 milhões, apenas R$ 110 milhões foram rastreados pela comissão. Ou seja, a CPI deixou de investigar o repasse de R$ 435 milhões da Delta para laranjas.
A representação entregue ao procurador-geral, Roberto Gurgel, mostra que a Delta “realizou expressivos depósitos para empresas localizadas em Goiás e em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Ceará.
“Houve inúmeras tentativas – todas infrutíferas – dos signatários desta Representação em aprovar as quebras dos sigilos bancários dessas quatorze empresas que receberam vultosos recursos e que têm suas atividades sob suspeição”, registra o texto obtido pelo Blog. Tabela mostra as empresas que tiveram o sigilo quebrado e as que não tiveram:

Fonte: Blog do Camarotti _ G1

Relatório da CPMI do Cachoeira omite os maiores desvios de verba pública já feitos no Brasil #pizza

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O direcionamento desta CMPI deve prosseguir à Procuradoria Geral da República sem acobertar, sem omitir e sem proteger ninguém, mas sim investigar este grande esquema de corrupção deste país. Nós estamos diante de um grande esquema de corrupção com bandidos de colarinho branco. Temos proceder de forma correta, sem ocultação de informações para pescar tubarões e não peixes pequenos.

Hoje mais uma vez a leitura do relatório foi suspensa, dessa vez pelo próprio relator o deputado Odair Cunha PT/MG que percebeu que seria insustentável defender um relatório tão truncado. Já se passaram 06 meses e 32 seções desta CPMI, o relatório final possui 5 mil paginas de informações pela metade. Não é possível que deixamos impunes bandidos que roubam uma nação inteira. Segue a reportagem da revista VEJA sobre a parcialidade do relatório que se o PT quer que a CPMI engula. 

Relatório da CPI é revanche pelo mensalão, afirma Perillo
Governador de Goiás estuda entrar na Justiça contra pedido de indiciamento
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), acusou nesta quarta-feira o relator da CPI do Cachoeira, deputado federal Odair Cunha (PT-MG), de querer prejudicá-lo por ter feito “uma denúncia relativa ao mensalão” em 2005. O tucano deve decidir nesta quinta-feira se vai procurar a Justiça para evitar o indiciamento pretendido pelo petista em seu relatório, segundo informação de sua assessoria de imprensa. A leitura do relatório ocorre nesta quinta-feira.
Imprensa: Nota de esclarecimento da revista VEJA
“O relator, que é ligado a um partido político, tem um único objetivo: prejudicar-me politicamente, porque lá atrás eu fiz uma denúncia relativa ao mensalão”, disse Perillo, ao visitar nesta quarta um hospital de Goiânia. Em 2005, quando o escândalo da compra de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva veio a público, o tucano exercia o mandato de senador e disse ter alertado o então presidente sobre o esquema.
“Os envolvidos no mensalão estão sendo condenados. Eu tinha razão quanto a isso”, disse Perillo. “O que não pode é essa tentativa de vingança permanente. O que algumas pessoas querem, nesse momento, é tentar politizar e prejudicar alguns por serem adversários.”
No relatório, Cunha atribui cinco crimes a Perillo, incluindo formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência. O governador é suspeito de ligação com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A Polícia Federal chegou a interceptar uma ligação de Perillo ao contraventor, para desejar feliz aniversário – o tucano nega ter ajudado o esquema de Cachoeira em seu governo.
Leia no blog de Reinaldo Azevedo:
Há quem não tenha se dado conta da gravidade dos atos praticados pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira. Seu relatório tem mais importância do que parece. Ele revela a vocação do PT para construir, se não for devidamente enfrentado, um estado policial no país. Não estou exagerando, não! Ao contrário! Estou dando à coisa o nome que ela tem. Se as palavras, os conceitos e a instituições fazem sentido, então é isto mesmo: os petistas, se julgarem necessário, transformam instâncias do estado em instrumento de perseguição dos adversários.

Não é de hoje que os petistas desmoralizaram as CPIs. A dos Correios — ou do Mensalão — já exibia figuras grotescas, que lá estavam para sabotar as investigações, não para apurar o eventual cometimento de crimes contra a ordem do estado. Quem não se lembra da voz maviosa e bela da agora ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tentando impedir, a todo custo, que se chegasse à verdade dos fatos? Coube a dois parlamentares da base governista — o senador e presidente daquela comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), e o deputado e relator, Osmar Serraglio (PMDB-PR) — zelar pela dignidade possível da comissão. Se, por causa das chicanas, não avançaram tanto quanto deveriam, fizeram, é fato, um trabalho digno.

Fonte: VEJA

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