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Liberdade | Democracia

Órgãos de controle, policiais e Vem pra rua participam de audiências

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A audiência pública da comissão que debate sobre o PL 4850/2016 e estabelece medidas contra a corrupção do dia 15/08 recebeu Lucieni Pereira da Silva, Auditora Federal de Controle Externo do TCU e Fundadora da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil; Denise Gimenez Ramos, Doutora em Psicologia Clínica, e Rudinei Marques, Presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (FONACATE) e do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (UNACON Sindical). orgãos de controle 3

Lucieni da Silva, auditora federal de Controle Externo do TCU e fundadora da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil, avaliou que é preciso regulamentar a destinação dos recursos originários dos acordos de leniência. Ela sugeriu que, para harmonizar o ordenamento jurídico, sejam ouvidos técnicos do Tesouro Nacional, por exemplo. Ela também sugeriu a criação de um Fundo Nacional de Combate à Corrupção, com destinação de recursos para áreas como a capacitação e aperfeiçoamento de profissionais que atuam na área de controle.

Os testes de integridade – que devem fazer a simulação de situações sem o conhecimento dos agentes públicos, com o objetivo de testar a conduta moral deles e a predisposição para cometer atos ilegais contra a Administração Pública – foram criticados pelo presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado, Rudinei Marques, que considerou absurda a sua adoção. “Em determinados momentos, a psique humana é sujeita a conflitos. Em determinado momento, pode estar predisposta a cometer um crime, mas isso não quer dizer que aquilo seja a natureza absoluta do ser humano. Eu acredito que não é. Então, colocar na lei um teste de integridade para largar uma mala de dinheiro e ver se ele estende o braço, eu acho um absurdo. Não sei como alguém, em sã consciência, tenha colocado isso num projeto de lei.”

O auditor do Tribunal de Contas da União, Paulo Martins, que também preside a União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar), disse que os órgãos de controle, entre eles Polícia Federal, TCU e Ministério Público, precisam de mais instrumentos para atuar. Como exemplo, ele defendeu que os tribunais de contas deveriam ter competência para quebrar sigilos bancários. “Reconhecemos que essa matéria veio num momento oportuno, em que o país vive uma crise institucional em virtude da corrupção. Mas precisamos debater bastante com as entidades que representam as carreiras essenciais para o funcionamento do Estado e com a sociedade”, afirmou Martins.

orgãoas de cotrole 1A psicóloga Denise Ramos falou sobre a corrupção no Brasil e destacou que a banalização da prática é seguida de um certo conformismo. “A corrupção se origina no complexo cultural de inferioridade, no sentimento implícito de inferioridade, e que o jeitinho, levar vantagem a qualquer custo, compensa o sentimento de inferioridade”, herdados de questões culturais como a escravidão e a colonização extrativista vivida pelo País. Ela também destacou que as medidas propostas têm a qualidade de combater o vírus da corrupção, mas apenas o deixará latente.

Assista aqui a manifestação do relator durante audiência.

Dia 16/08 também teve reunião deliberativa da Comissão, quando foram ouvidos João Carlos Lanzi Alcalde, Corregedor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, Jesus Castro Caamano, Diretor Jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais – FENAPRF, representando o Presidente, Pedro Cavalcanti, e Jailton Almeida, representante do Movimento Vem pra Rua,

O corregedor-geral da Polícia Rodoviária Federal, João Carlos Lanzi Alcalde, criticou a ênfase na corrupção policial. “O apelo para o teste se justifica, mas não pode ser obrigatório para uma categoria profissional e ser relativizado para as demais. Se for obrigatório, deve ser estendido a todas as categorias. Qual órgão público não tem problema? Em relação à sinalização em placas de rodovias, qualquer parede de qualquer órgão público é apto para receber essa campanha”, disse. Alcalde sugeriu ao relator da proposta, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) outras medidas, que, segundo ele, podem facilitar a punição de casos de corrupção em categorias de servidores públicos.

Ele sugeriu a criminalização para o não comparecimento de testemunhas em processos administrativos – atualmente a lei considera crime de desobediência o não comparecimento a audiências judiciais, e não em processos administrativos. “Hoje a pena só existe em procedimentos judiciais e muitas vezes perdemos meses pelo não comparecimento de testemunhas”, informou.

O corregedor também sugeriu o compartilhamento de provas do Judiciário e do Ministério Público com as comissões disciplinares.

img201608161131504151091MEDO diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Jesus Castro Caamano, considerou discriminatória a ênfase do projeto à corrupção nas categorias policiais.

“Não aceitamos o tratamento desigual. Que o teste de integridade seja aplicado a todos, ao Ministério Público, ao Judiciário, todos. E deve ter uma placa dessas em todas as repartições”, defendeu Caamano.

O representante do Movimento Vem Pra Rua, Jailton Almeida, defendeu as propostas e criticou quem aponta ilegalidades nas chamadas “dez medidas contra a corrupção”.

“Há nas dez medidas conteúdo social muito relevante. A Câmara tem a missão de dar respaldo a um desejo da população. E isso não tem lado, não tem cor. Quando formos criticar as dez medidas, que seja construtivamente, para não frustrar todo o País”, disse Almeida.

Assista aqui o vídeo do deputado Onyx falando à Comissão.

(Informações da Agência Câmara Notícias)

Written by onyxlorenzoni

agosto 16, 2016 at 12:59 pm

Procuradores da Lava Jato e entidades são ouvidos na Comissão

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img201608091144174225741MEDOs procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnol, Diogo de Mattos e Monica Garcia, foram ouvidos na Comissão de Combate à Corrupção em uma sessão que durou mais de 6 horas, no dia 09/08. O grupo de procuradores, responsável pela iniciativa das 10 Medidas e pela coleta de mais de 2 milhões de assinaturas, levou grande contribuição para o debate.

O procurador da República da 2ª Vara Federal Criminal no Paraná, Deltan Dallagnol, defendeu que a pena mínima para a corrupção seja de quatro anos (e não de dois anos, como hoje), para que não haja a possibilidade de ela ser trocada por prestação de serviços à comunidade. Para ele, a partir de R$ 80 mil, a corrupção deve se tornar crime hediondo, para não haver, por exemplo, possibilidade de perdão após cumprimento de 1/4 da pena.

Dallagnol defendeu outra medida prevista no projeto: a reforma no sistema de prescrição penal. Ele quer que seja aumentado em 1/3 o tempo de que o juiz dispõe para aplicar a sanção. Além disso, pediu a criminalização do chamado caixa-dois, com pena de prisão de quatro a cinco anos.

Dallagnol quer que exista foro privilegiado apenas para os 11 ministros do STF, para o procurador-geral da República, para os presidentes da Câmara e do Senado e para o presidente da República.

Já a procuradora Mônica Garcia, da Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público, defendeu a tipificação do crime de enriquecimento ilícito, que hoje não existe na legislação.
O procurador da República Diogo Castor de Mattos defendeu a prisão preventiva do acusado ou investigado por lavagem de dinheiro e a recuperação do lucro derivado do crime. “Não temos ainda no Brasil uma cultura de recuperação de ativos”, observou. “Hoje precisamos de processo transitado em julgado para a recuperação. Como o processo penal quase nunca acaba nesses crimes, não conseguimos recuperar o dinheiro,” destacou.

c ajufe amb anprAJUFE e AMB

Os presidentes da Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE, Roberto Carvalho Veloso, da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, João Ricardo dos Santos Costa, e da Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR, José Robalinho Cavalcanti, foram os convidados da reunião no dia 10/08.

AMB – O presidente João Ricardo dos Santos Costa disse que a entidade tem ressalvas ao aumento de penas como maneira de combater a criminalidade: “A resposta legislativa com base no casuísmo não tem se mostrado eficaz. A lei de crimes hediondos não acarretou diminuição dos crimes. No caso de crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e corrupção, é preciso buscar a proporcionalidade. Talvez o aumento de pena se justifique em alguns casos de bastante gravidade, como abalar o sistema econômico do pais ou levar uma empresa à falência”, ressaltou.

João Ricardo dos Santos Costa, da AMB, também fez reparos a outros pontos da proposta, como a restrição a habeas corpus. Segundo a proposta, antes de conceder a medida, o juiz tem que consultar o Ministério Público. “Temos que garantir o estado de Direito. Habeas corpus é uma garantia para preservar a liberdade das pessoas. Vemos com muito receio qualquer restrição à concessão de habeas corpus. A necessidade prévia de ouvir o Ministério Público é uma restrição ao poder do juiz de conceder a liberdade”, alegou.

Ele também se disse preocupado com a legalização do chamado teste de integridade para os agentes públicos – que é a permissão para que um investigador ofereça vantagens a um suspeito de corrupção e que isso seja reconhecido como prova. “O artigo 57 [do projeto] diz que a administração pública, durante o teste de integridade, poderá fazer gravações, respeitado o direito à intimidade. Mas nesse caso o direito já está sendo violado”, disse.

AJUFE – Roberto Carvalho Veloso, presidente da entidade, sugeriu alteração no artigo que trata do aumento das penas para estelionato, que passa a ser de oito a 14 anos de reclusão se a vantagem ou o prejuízo for igual ou superior a dez mil salários-mínimos.

“Achei que as penas estão muito graves. A pena mínima neste caso é igual à pena do homicídio. É preciso ver a questão da proporcionalidade. Temos que ver se é conveniente deixar a pena mínima tão alta quanto a do homicídio”, alertou Veloso.

Os presidentes da AJUFE e da AMB também questionaram os artigos do projeto que reduzem a possibilidade de nulidades processuais. Segundo eles, existem nulidades previstas na Constituição, como no caso em que os réus não tiveram direito a defesa, que precisam ser preservadas.

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Ministério Público
Já o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, defendeu medidas polêmicas, como o teste de integridade e a limitação à concessão de habeas corpus.

“O teste de integridade existe em vários países do mundo. A ideia não é invadir a privacidade ou criticar quem quer que seja no serviço público, mas criar uma cultura invertida no serviço público. Isso pode vir a ser uma pequena revolução na administração pública”, afirmou.

Já o habeas corpus, segundo Robalinho, é um instrumento que tem sido usado de maneira excessiva no país. “A amplitude que foi dada ao habeas corpus no brasil não existe em nenhum lugar do mundo, onde o instrumento existe para garantir a liberdade de pessoas que estão presas. No Brasil o excesso de pedidos de habeas corpus está inviabilizando a pauta dos tribunais superiores. Não é essa a função do habeas corpus”, destacou Cavalcanti.

Durante a reunião, o relator, deputado Onyx falou sobre prevenção à corrupção e a necessidade de interação dos órgãos de controle. Assista o vídeo.

(Informações da Agência Câmara Notícias)

 

Written by onyxlorenzoni

agosto 10, 2016 at 11:11 am

Instalada Comissão de Combate à Corrupção. Juiz Moro é o primeiro convidado

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cronograma trabalho recortadaA primeira reunião da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 4850, de 2016, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame e outros, que “estabelece medidas contra a corrupção e demais crimes contra o patrimônio público e combate o enriquecimento ilícito de agentes públicos”  foi realizada em 13/07/2016. Nesse dia,  ela foi instalada e aconteceu a eleição dos cargos para a Mesa: presidente: deputado Joaquim Passarinho (PSD/PA), 1º vice-presidente: deputado Alexandre Serfiotis (PMDB/RJ) e relator o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS).

No dia 02.08, o relator Onyx Lorenzoni apresentou o roteiro de trabalho à Comissão e foram aprovados requerimentos para convocação/convite de pessoas e entidades ligadas ao combate à corrupção. A participação delas vai ajudar o Legislativo a montar a melhor proposta de conjunto de leis.

Um dos convidados a contribuir com a Comissão, o juiz Sérgio Moro, que é responsável pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, em primeira instância, esteve na audiência pública da Comissão no dia 4/8.

“O juiz Sergio Moro endossou o projeto e pediu a aprovação das medidas. ‘Claro que essa Casa tem a prerrogativa de debatê-lo, mas, nesse contexto, queremos que o Congresso faça sua parte e se junte a outras instituições no combate à corrupção’, disse. moro ccc
Ele sugeriu que medidas atualmente em discussão na Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Encla) sejam adotadas pela comissão. Em especial, ele sugeriu proteção para informantes que queiram denunciar casos de corrupção e abuso em suas empresas, sejam públicas ou privadas.

O juiz Moro também fez uma sugestão que chamou de pessoal. Para ele, poderia ser adotado no Brasil um sistema de ‘plea bargain’ (negociação de pena), em que acusados em processos na Justiça possam se declarar culpados e negociar uma pena menor, mesmo que não tenham nada a colaborar na investigação, como na delação premiada. A medida é polêmica, mas está sendo discutida pela Ajufe. moro 3‘Esse instituto poderia apressar os processos em que as provas são enormes, e economizaria até mesmo recursos do contribuinte’, disse.
Moro foi contrário a apenas uma medida – a que prevê o agravo que o Ministério Público poderia fazer para questionar a concessão de habeas corpus. A medida, usada para libertar quem for preso de forma irregular, não conta atualmente com a precisão de recursos que possam anulá-la. Moro disse que é contra porque a instituição do habeas corpus é muito importante no direito brasileiro, presente desde o Império. ‘E, além disso, todas as medidas são no sentido de dar agilidade aos processos; não deveríamos criar mais uma etapa nesse procedimento’, destacou.”

Acesse aqui o vídeo do deputado Onyx perguntando ao juiz Moro.

(Informações da Agência Câmara Notícias)

Written by onyxlorenzoni

agosto 5, 2016 at 3:47 pm

Vamos afastar os criminosos da política, diz relator de projeto anticorrupção

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Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara

(ZH de hoje, por Guilherme Mazui)

Onyx Lorenzoni, do DEM, afirma que pretende extinguir com ilegalidade no país

Entrevista com Onyx Lorenzoni (DEM), deputado federal gaúcho, relator do projeto que da lei anticorrupção na Câmara.

O que é fundamental aprovar no pacote?

Há um eixo central. A criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos tem de ser aprovada. A prescrição precisa ser alterada, e concordo que não pode haver prescrição para corrupção. Também é preciso diminuir as instâncias recursais no Judiciário.

As medidas enfrentarão pressão de categorias, inclusive dos próprios deputados. Como garantir um pacote eficaz?

Mostrando de maneira clara que não vamos criminalizar a atividade política. Vamos afastar os criminosos da política. A força dos 2 milhões de assinaturas é tão gigantesca, que muita gente vai ter de votar mesmo contrariando interesses de seus iguais, que possam se sentir afetados.

O pacote sofre críticas de juristas, que consideram as medidas duras.

Não se combate corrupção com flores. É razoável o STF virar uma delegacia e uma instância recursal? É razoável o cara defender um grande traficante, ou corrupto como na Lava-Jato, sem saber de onde saiu o dinheiro? É razoável que o juiz que é pego vendendo sentença seja reformado com salário integral? Acho injusto.

Mudar a forma de indicação dos ministros ao STF combaterá à corrupção?

É mudar a forma de indicações de tribunais superiores. Como está hoje, é poder demais para um presidente. O PT indicou nove ministros, alguns sem currículo adequado. Não dá para ter ministro que rodou em concurso de juiz (Dias Toffoli). Onde está o mérito? Devem estar, no STF, os melhores. Talvez, a sabatina do Senado tenha um filtro técnico, no qual indicados podem rodar, para depois chegar no filtro político. Vamos criminalizar o caixa 2, vamos afastar os criminosos do Judiciário. Vamos acabar com os conchavos.

A comissão vai discutir mudanças na delação premiada?

Nem pensar. O sinal de que a lei está correta é que os advogados que defendem criminosos falam que faz mal ao Brasil.

 

Reportagem completa: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2016/08/vamos-afastar-os-criminosos-da-politica-diz-relator-de-projeto-anticorrupcao

Written by onyxlorenzoni

agosto 4, 2016 at 3:59 pm

Fé no Brasil

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O Congresso Nacional está em recesso, mas o trabalho não pode parar. Devemos seguir com as mudanças que a sociedade brasileira demanda e precisa. Desde 2013, quando brasileiros e brasileiras foram às ruas mostrar quem são os verdadeiros donos deste país, o Brasil está em uma travessia. Do início da operação Lava Jato – que já produziu uma centena de prisões e condenações de agentes públicos, empresários e atravessadores – ao impeachment de Dilma, que será consumado no mês de agosto no Senado Federal, o brasileiro vive entre a realidade e a esperança. A dura realidade com a abertura da caixa-preta que mostra como a corrupção financiou a chegada, o exercício e a manutenção de poder dos governos petistas de Lula e Dilma, que dilapidaram os cofres públicos e colocaram no colo dos brasileiros uma crise sem precedentes.

Em pouco mais de dois meses sem a caneta nas mãos do petismo, a economia já dá sinais de recuperação e traz esperança aos brasileiros. A esperança em ver num futuro próximo um novo Brasil, que vai superar esta crise e onde a lei é verdadeiramente para todos. A esperança em ver que os exemplos que a Lava Jato está dando o país tragam um novo tempo em que a impunidade não seja a regra. Nós, parlamentares, temos a obrigação e a oportunidade de contribuirmos muito.

Antes do recesso instalamos a comissão para analisar o projeto de lei 4850/2016 que trata de uma série de medidas de combate à corrupção, incluídas as propostas do MPF assinadas por mais de 2 milhões de pessoas. Nos próximos meses, vamos debater à exaustão cada uma das medidas que já fazem parte do PL e tantas outras que vão surgir durante o processo, mas já durante o recesso, estamos construindo com a consultoria da Câmara Federal o plano de trabalho, para que o primeiro debate ocorra no primeiro dia do segundo semestre do Congresso Nacional. O Brasil tem pressa. A corrupção é uma doença e tudo que for feito para atacá-la é saudável à nossa democracia. A impunidade faz mal ao país. O único sentimento que deve crescer é a esperança. Fé no Brasil!

Written by onyxlorenzoni

julho 26, 2016 at 4:16 pm

Onyx é ​escolhido relator de Comissão Especial que estabelece medidas de combate à corrupção

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onyx-768x512Para o parlamentar, a comissão tem o desafio de lidar com a esperança da sociedade brasileira. “Quem rouba dinheiro público não rouba dinheiro, rouba vidas!”, assegurou Onyx.

Onyx Lorenzoni, do Democratas/RS, foi eleito e empossado hoje, ressaltando que o combate à corrupção se dá por dois pilares básicos: transparência e punição. O parlamentar garantiu que a Comissão será um marco na busca desses pilares e construir uma firme legislação que combate aos crimes de corrupção.

“Ao final de nosso trabalho na comissão, que será árduo, vamos entregar ao país um conjunto de regras e leis que façam que esse país fique cada vez melhor e mais digno”, afirmou. “E que os que detêm o poder no Brasil saiba que tem que respeitar a vida, a existência e o direito do mais simples cidadão desse país”, acrescentou.

O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), ressaltou a escolha de Onyx como relator da comissão e lembrou que a comissão terá o desafio de atender a um dos grandes anseios da população que é o combate à corrupção.

A Comissão vai tratar do Projeto de Lei 4850/16, que estabelece dez medidas de combate à corrupção, a crimes contra o patrimônio público e ao enriquecimento ilícito de agentes públicos. O projeto é baseado em uma iniciativa do Ministério Público Federal (MPF), que elencou 10 medidas de combate à corrupção, e que contou com mais de 2,5 milhões de assinaturas.

A responsabilidade do Parlamento

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Não é possível que, em um Brasil que vive de um escândalo para outro, o Parlamento abra mão da sua responsabilidade de discutir pautas importantíssimas para a vida das pessoas.

O Brasil está vivendo aquela que talvez seja uma de suas mais profundas crises nos últimos 50 anos. Há quase 14 milhões de desempregados. A população brasileira e a vida das pessoas precisam de respostas. Há pautas importantíssimas que devem ser tratadas pelo Congresso Nacional.

Nós aprovamos a maioridade penal, que separa muito bem quem é adolescente de quem é criminoso, e é necessário que o Senado Federal toque adiante essa questão.
Nós aprovamos na Comissão Especial, a revisão do Estatuto do Desarmamento, algo fundamental num País onde o Governo praticamente garante ao bandido que o pai de família, as famílias, as pessoas não tenham condições se defender. Nenhum Governo pode dar ao bandido a segurança de que as pessoas não tenham como se proteger. Por isso, é muito importante que o relatório da Comissão Especial que trata da revisão do Estatuto do Desarmamento venha para o Plenário da Câmara dos Deputados.

Da mesma maneira, é importante lembrar que, depois de aberta a caixa-preta petista, reabriu-se a discussão, importantíssima no Brasil, sobre o pacto federativo. Estados e Municípios brasileiros estão à míngua, numa situação pré-falimentar. Mais de 40% das Prefeituras brasileiras não pagarão salários nem o 13º terceiro salário aos seus funcionários.

Isso é absolutamente inadmissível.

O Brasil precisa rediscutir a Federação brasileira, em respeito à cidadania, em respeito às famílias, principalmente para recuperar a estrutura fundamental, a célula fundamental do País, que é o Município.

Da mesma maneira, o impeachment da Presidente Dilma é apenas o primeiro passo que nós estamos dando para recuperar o País. E, logo depois de superado no Senado Federal de uma vez por todas o afastamento do petismo, esse câncer que infestou o Brasil por mais de 13 anos, vamos poder reabrir discussões fundamentais.
Não é mais possível se ouvir desta tribuna, da tribuna do Senado Federal, nas emissoras de rádio e de televisão a discussão sobre a questão da insegurança dos brasileiros. Famílias inteiras são dizimadas pela morte de filhos, de filhas, de pais e de mães.

O Governo Federal, que recolhe a maior parte dos impostos arrecadados no Brasil, desde a era petista lava as mãos sobre a questão da segurança. O Brasil já teve 40 Ministérios e não teve o ministério da segurança pública. O Brasil mantém ainda um número excessivo de Ministérios, e essa é a minha crítica ao Governo Temer. O Brasil é um País que não precisa de mais do que 15 Ministérios, mas, dentre esses 15, teria que estar o ministério da segurança pública. Não há ninguém no Brasil que consiga viver em paz, por menor que seja a cidade brasileira, por conta da insegurança.

Há pouco se falava aqui do armamento pesado que as quadrilhas têm hoje no Brasil, porque as nossas fronteiras são porosas, e o Governo Federal nada faz. As nossas polícias estão mal equipadas, mal preparadas e mal remuneradas, com raras e honrosas exceções, e o cidadão brasileiro está jogado à própria sorte.
Nós temos que tratar de temas importantíssimos para a sociedade brasileira, para a vida e para a segurança das pessoas, para que se construa uma nova condição de vida que gere felicidade e sustento às famílias.

É revoltante estarmos aqui hoje pela inépcia, pela incapacidade e pela inabilidade do Sr. Waldir Maranhão. O Sr. Waldir Maranhão pode ser uma boa pessoa — eu não tenho nada contra a pessoa física do Sr. Waldir Maranhão, que merece, como todo ser humano, todo o respeito —, mas não se pode admitir o Brasil, no momento de caos que vive hoje, com as dificuldades que vive hoje, ter um Parlamento servindo de joguete na mão irresponsável de uma pessoa que não tem estatura para comandar a Câmara dos Deputados.

Que a Mesa da Câmara dos Deputados decrete a vacância da Presidência e chame novas eleições, para que a Câmara dos Deputados possa, aí sim, dar a resposta que a sociedade brasileira exige e que tem direito de receber dos Parlamentares e da população.

Manifestação em plenário 28/06/2016.

Clique aqui e assista vídeo.

Written by onyxlorenzoni

junho 29, 2016 at 5:05 pm

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